sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Do outro lado

A sombra do outro lado
No parapeito da janela
Um reflexo, destelhado

O tec tec das palavras
Máquina de escrever
Os cabelos esbranquiçados
Sinal do tempo, aparecendo

Escreve? Não sei dizer
Observa-me
Há tempos, tentando entender

O que és? Poeta?
- Trilho minha estória,
Observador nato,
Navegador da vida!

Proclama então, escrita
Registro de um monólogo
Reflete o que quis ver

Adoece! Maremoto, calvície!
O tempo, ah tempo!
Dê-me algum registro,
Mais alguns dias
- Sou só, escrevo, escravo, relato,
Mais nada.

5 comentários:

  1. a escrita é um grande consolo nos momentos só.
    haha, você escreve muito ana luiza verzolena. :*

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  2. Ohh! Aí sim.
    Talvez a velhice seja sinal da escrita, ou a escrita a tranforma em velha, ou quem sabe é uma velha forma de escrever boas palavras, ou velhas palavras escritas de uma boa maneira.
    Não sei. Talvez esse seja um comentário analuizistico de um texto muito bom.

    É NÓIS MANO

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  3. você é foda, Ana! Sempre vou dar uma passada por aqui agora! :**

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  4. Às vezes sou refém também!

    Parabéns!

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  5. O tempo!! Somos sempre escravos dele!! Estamos aprisionados em sua aura mística e indecifrável!! Parabéns pelo poema! Abraços!

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