<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928</id><updated>2012-01-04T14:13:53.979-08:00</updated><category term='Beatles'/><category term='show'/><category term='Matéria Prima'/><category term='Finados'/><category term='Eco Estático'/><category term='Maringá'/><category term='madrugada'/><category term='terror'/><category term='feira'/><category term='Snoopy'/><category term='acidente'/><category term='segunda-feira'/><category term='charge'/><category term='Cash In Flowers'/><category term='Adele Adkins'/><category term='rock'/><category term='Glee'/><category term='jornalismo'/><category term='alto piquiri'/><category term='tirinha'/><category term='colégio'/><category term='torta'/><category term='balonismo'/><category term='ghost'/><category term='uísque'/><category term='sangue'/><category term='fotografia'/><category term='DreamCake'/><category term='Curitiba'/><category term='maçã'/><category term='adoção'/><category term='16ª Festa da Canção'/><category term='U2'/><category term='Londrina'/><category term='Sasc'/><category term='tarde'/><category term='rock and roll'/><category term='sorriso'/><category term='Brinco da Vila'/><category term='Cemitério'/><category term='raízes'/><category term='luto'/><category term='café'/><category term='sócio'/><category term='dúvida'/><category term='salamanders'/><category term='Strettos'/><category term='palavras'/><title type='text'>Ana Luiza Verzola</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>128</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-1279599160085787162</id><published>2012-01-04T14:03:00.000-08:00</published><updated>2012-01-04T14:10:37.957-08:00</updated><title type='text'>Do que desconhecia</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-x910PtpiP5o/TwTM4zTrjII/AAAAAAAAA2g/U7rOIDXzgkk/s1600/tennis2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-x910PtpiP5o/TwTM4zTrjII/AAAAAAAAA2g/U7rOIDXzgkk/s320/tennis2.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5693901105120644226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Já estávamos no meio da tarde e eu pronta para ir embora quando ofereceste o mp3 para que me fizesse companhia na escrivaninha solitária. Olhei para o relógio. E ele poderia esperar. O volume altíssimo soava estridente aos pequenos e inofensivos fones de ouvido. “Você é surdo?”, questionei de sobrancelha arqueada. Diminui gradativamente um Maroon 5 dançando igual ao Jagger, seguido de alguma outra batida pop que eu não fazia ideia do que era – e agradecia a cada segundo passado por não ser alguém bradando possibilidades em me pegar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Fui adiante, uma música infantil. Olhei pro teu cabelo bagunçado e ri baixinho. Pensei que encontraria Strokes no seu acervo pessoal de músicas. E achei bonitinho por não encontrá-lo. Eu comentei que precisava enfrentar o sol forte e ir até o clube, quando você disse que fazia aula de tênis por lá. Sentiu-se lisonjeado por ser o primeiro a se inscrever nas aulas e passar o primeiro dia com pose de treinador na quadra. Ser esportista não faz o seu perfil. Muito menos o meu, mas senti imensa vontade de começar aulas de tênis. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Faz quanto tempo que nos conhecemos mesmo? Bem lá seus oito anos. E nunca notei que tudo o que sabia a seu respeito era o que eu deduzia que era. Totalmente errado. Ultimamente você tinha o costume de ficar até mais tarde naquela sala – e sempre fiquei admirada. Como trabalhava! Até o dia em que fui averiguar suas pesquisas – livros e mais livros de inglês. “Por que diabos não estudava em casa?”, questionei-me inconscientemente. Pra lá dos 27 e sem perder tempo – como é que eu não sabia disso? Achei que tinha comentado no último café.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O sol ia abaixando lentamente e você me ofereceu uma carona. Recusei por medo de redescobrir com quem convivia. Enfrentei o suor e o risco de pegar um bronzeado inadequado. Andei lentamente sem a pretensão de chegar em casa. Acho que deveria me matricular nas aulas de tênis, sabe como é. Aquelas velhas resoluções de ano novo talvez venham a calhar...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-1279599160085787162?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/1279599160085787162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2012/01/do-que-desconhecia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/1279599160085787162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/1279599160085787162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2012/01/do-que-desconhecia.html' title='Do que desconhecia'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-x910PtpiP5o/TwTM4zTrjII/AAAAAAAAA2g/U7rOIDXzgkk/s72-c/tennis2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-7882002833512499753</id><published>2011-12-21T18:48:00.000-08:00</published><updated>2011-12-21T18:50:04.465-08:00</updated><title type='text'>José Guidelli</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Chinelo havaianas, camiseta do esposo. Vermelha. Short de elástico xadrez, daqueles bem surrados. Olhar perdido, cabelo preso num rabo de cavalo baixo. Unhas roídas, lembranças carcomidas pelo tempo. Virou de lado. Tênis, bermuda e camiseta. Boné de propaganda verde musgo. Desbotado. Cicatriz pelo rosto, talvez pelo peito. Mancha arroxeada na têmpora. Calor latente. 21h47. “Qual é o caixa rápido?”, bradou uma senhora desbocada. Vestido florido, camisola. “Que mercadinho mais furreba”, pisou duro. E foi-se, derrubando pilhas AA e deixando para trás um pote de uva passa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Quem é que em sã consciência gosta de uva passa? No arroz? Inventam de por num bolo e chamar de panetone? Ah. Então é natal. Suspirou alto... José Guidelli tatuado no braço, com letras quase infantis. Carregava ao ombro uma cesta – não de natal. Básica. Contendo somente o necessário. “É só isso que vai levar?”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- É... tá compricado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Pode passar na frente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Olhei para os panetones amontoados. Diversas marcas. Gôndola de filmes a R$ 9,99, repletas de sacolas com frutas, a uva passa da senhora malinducada, barras de chocolate. De três fileiras, a do meio torta. Pop rock, Top Hits, Sessão da tarde. Tinha de tudo. Até descaso e abandono de compras por ali. Mas que bagunça!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A barriga saliente, o cabelo bronze e a mão acariciando o ventre. Agradecimento silencioso por ter dado a vez para o casal. Mão suja de graxa. Nariz escorrendo. Olhou para os apetrechos do caixa, papai Noel de chocolate. Pegou quatro. Fez uma conta mentalmente. Levava a cesta básica, um panetone e quatro estatuetas de cacau. Olhou para a barriga da esposa, que mesmo de camisetão mostrava-se presente. Pegou mais um papai Noel.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Mesmo que a criança nem veja a cor do chocolate. Era simbólico. Contou as moedas na carteira, voltou o ticket para o bolso de trás da bermuda jeans. José Guidelli abraçou a mulher e arrastaram as havaianas para a saída logo ao lado. Calor. Um senhor de chapéu brigando no caixa ao lado. Olhei para o carrinho. Para a porta já vazia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Deixei o Bauducco de lado. Era preciso do que fosse... básico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-7882002833512499753?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/7882002833512499753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/12/jose-guidelli.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/7882002833512499753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/7882002833512499753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/12/jose-guidelli.html' title='José Guidelli'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-7315386586300029460</id><published>2011-12-19T02:36:00.000-08:00</published><updated>2012-01-04T14:13:53.994-08:00</updated><title type='text'>Ele um dia volta?</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;E eu nunca tive tanta certeza de que o futuro é lá fora. Que o anseio de pisar fora da linha argumenta bem com o medo de um passo em falso. Errôneo. Entre malabares e equilíbrio numa corda bamba, como quem não sabe sambar e tenta. Tenta a ponto de cansar os pés, dobrar os joelhos e clamar por... Por o quê mesmo? A vida é lá fora. No quintal de casa, na estrada que vai delineando o destino. Do rio que entrecorta e muda a paisagem. E eu nunca quis tanto. E quero. E instigo a um próximo passo. A andar em equilíbrio – ou simplesmente desequilibrar. É preciso, sabe? Fugir da rota. Andar além. E descobrir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O que é que tem? É logo ali – avisou de antemão o viajante. E era mesmo, um casebre a moda antiga, decorado por madeira consumida por cupins. Desfigurado como quem espera a mãe que já não volta mais. A estrada chama. Aguça os sentidos, apura os ouvidos – sente ao longe? Vai passar. Mas nunca sabemos quem. Ou o quê. Mas passa. Lá vem ele, fazendo a curva. Um carro de boi e um bigodudo risonho. Pegue carona e vá.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Carrega a trouxa nas costas. Ele que de trouxa tinha só o que carregava. Levanta o braço, sacode o polegar – estaciona. “Suba rapaz! Pra onde vai?”. Pergunta difícil. E agora? Adiante, sempre. Vá em frente! Sobe no caminhão, olha para trás. Dois bois, uma vaca. Cheiro de merda. E o vilarejo deixado num passado remoto, de quem já não enxerga depois de alguns quilômetros. Fantasmagórico, abandonado. Deixou ali a vida de peão. E as memórias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Partiu com seo João, dona Maria, Teobaldo. Pra nunca mais voltar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-7315386586300029460?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/7315386586300029460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/12/e-ele-um-dia-volta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/7315386586300029460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/7315386586300029460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/12/e-ele-um-dia-volta.html' title='Ele um dia volta?'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-1617716778562725344</id><published>2011-12-10T07:45:00.000-08:00</published><updated>2011-12-10T07:46:52.700-08:00</updated><title type='text'>Que eu não tenho muito o que dizer</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Eu deveria saber me conter. Eu deveria no mínimo contentar-me com o pouco, as migalhas. Talvez um sinal de gratidão. Mas a gente sabe. É, sabemos. A teimosia sempre prevalece, o caminho errado. Seria mesmo errado? Não tenho tanta certeza. Disseram-me que é ingenuidade... Eu acredito que seja só teimosia. Uma cabeça dura insistente pela vertente mais complicada. E diversa. E divertida. Fiquei sabendo do gosto semelhante. Do humor ácido típico, parecido com o que eu costumo ter. Já ouvi gente dizer que sou outra pessoa – sempre fui a mesma, ora, pois. É questão de se identificar. E partilhar qualquer confidência besta, sob uma lua enevoada. E uma chuva rala. Quase vinte e cinco graus. Só partilhar. Reconheceram-se.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-1617716778562725344?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/1617716778562725344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/12/que-eu-nao-tenho-muito-o-que-dizer.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/1617716778562725344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/1617716778562725344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/12/que-eu-nao-tenho-muito-o-que-dizer.html' title='Que eu não tenho muito o que dizer'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-3647681950132154124</id><published>2011-10-31T19:26:00.000-07:00</published><updated>2011-10-31T19:27:29.029-07:00</updated><title type='text'>"Deus parece às vezes se esquecer"</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Era aquela coisa, eu queria me enturmar. Queria mesmo. Não sei onde vi aconchego naqueles olhos castanhos, emoldurados por cílios fartos. Não sei. Eu queria é... Conversar. Mesmo que eu fosse uma pessoa do silêncio. Abria a boca. E comia, porque haveria de comer. Porque minha mãe dizia que era necessário se alimentar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Sentava-me torta. Longe. E sempre pensei que por trás de tanto cílio tinha uma pessoa legal. Um “oi, tudo bem?”, alguma conversa e um riso nervoso. Era absolutamente normal. E me sentia invisível. Era? Não sei. Eu só queria conversar. Em poucas tentativas frustradas – e como essa coragem apareceu não sei dizer – mais frustração se acumulava.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Daquele tipo que não se espera nada... E ao mesmo tempo tudo se espera. Eu não sei! Será que não me enxerga? Oi? Preciso acenar, levar um tropeção ou o quê? Só um diálogo. É que ultimamente tá difícil ter amigos que valham à pena, sabe. E eu sou do tipo que reconheço as pessoas pelo olho. E eu acho que você é bom. Digo, do bem. E é bom também. Mesmo que eu não te conheça.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Já tinha desistido, a solidão e o silêncio são bons... Pra mim são pares perfeitos, mesmo sem saber. A única coisa que se encaixa... Nessa vida meio medíocre. Meio mediana. Meio a meio, sabe? Aí fui andar pra lá, por outros ares e outros prédios. E reconheci teu passo à frente. E antes de entrar pela porta aberta, hesitou. Olhou pra trás, esboçou um sorriso. Eu só olhava para o meu all star. Sabe quando a gente sente, mesmo sem olhar, e sabe? É agora eu sei. Hesitei. Olhei para frente, mas já havia entrado... Será que sairia?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Só pra conversar?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/N3ghu3N-4nY" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-3647681950132154124?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/3647681950132154124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/10/deus-parece-as-vezes-se-esquecer.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/3647681950132154124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/3647681950132154124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/10/deus-parece-as-vezes-se-esquecer.html' title='&quot;Deus parece às vezes se esquecer&quot;'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/N3ghu3N-4nY/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-5427713718047381798</id><published>2011-10-28T17:20:00.000-07:00</published><updated>2011-10-28T17:23:40.256-07:00</updated><title type='text'>Eu morro e não vejo tudo</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Aguardava pacientemente a carona para ir embora. Sol alto. Tarde aleatória durante a semana... Praticamente qualquer. O barulho ensurdecedor do trânsito até tentava tirar o foco, não fosse uma moto roncar a poucos metros de distância dali. O salto fino, rosa choque, desceu da garupa – 15 centímetros. Apoiou bem ao chão, certificando-se que sairia dali como a diva que era. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O capacete combinava com a motocicleta e o xadrez em amarelo do lado. Viera de moto-táxi. Tirou aquela redoma da cabeça soltando os longos cabelos louros até a cintura. Lisos, propaganda de xampu. Os olhos pintados com uma maquiagem em evidência, a roupa apertada evidenciando as curvas. Sobrancelhas marcadas, cílios enormes. As mulheres ao redor cochichavam. A inveja parecia corroer cada centímetro do corpo de todo sexo feminino presente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Senti o tal sentimento alfinetar-me, sem reação, observei. Os olhares furtivos dos marmanjos não conseguiam ser discretos. Aquele olhar que a gente decifra sem precisar de alguma descrição barata. Que mal podia cogitar o que se passava pela cabeça dos fulanos – e nem queria. O salto foi tilintando em 1,80 de altura até a porta principal. Subiu as poucas escadas com uma performance digna dessas cantoras de pop que pipocam por aí. Unhas compridas, alaranjada. Perua, Barbie, como preferir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Aproveitei a proximidade com o recinto adentrado, apurei os ouvidos. Luana. No estilo Piovani, só podia. Minha carona chegou. E os cochichos ainda sondavam a moça. O que ela tinha que as outras não tinham?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Debruçou na bancada do comercial e ditou em alto e bom tom, com um timbre amaciado:&lt;br /&gt;- Escreve aí: Luana Travesti, 23 anos...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-5427713718047381798?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/5427713718047381798/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/10/eu-morro-e-nao-vejo-tudo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/5427713718047381798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/5427713718047381798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/10/eu-morro-e-nao-vejo-tudo.html' title='Eu morro e não vejo tudo'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-3109743144142458545</id><published>2011-10-24T16:46:00.000-07:00</published><updated>2011-10-24T16:47:25.568-07:00</updated><title type='text'>Corre dor</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Faltavam cinco itens da lista de compras e eu aguardava pacientemente na fila do açougue – dia de carne em promoção, sabe como é. Olhei de soslaio para os demais corredores, tudo estava calmo. Pela primeira vez via um supermercado calmo, com o locutor de 15 em 15 minutos bradando alguma oferta do dia. Aquela música de fundo. Rádio de supermercado é uma coisa brega, né? Uma vez ouvi dizer que isso fazia com que as pessoas ficassem mais tempo em um lugar e comprassem mais. Se dava certo ou não, eu não tinha doses suficientes de publicidade e propaganda no sangue para responder.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Começou a tocar aquela nova, do rapper que minha prima costumava idolatrar. Lil Wayne e&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;Jay Sean – e viva o Google! – o refrão era “down down down”, e no corredor 11, de biscoitos, poderia dizer que começava um flash mob dance de uma só pessoa. Um garoto arriscava alguns passos ali, sozinho, entre bolacha passatempo e bolacha de champagne. Devia ter uns 10 anos. E dançava como ninguém – engraçado – e inovava os passos à medida que a música ficava mais agitada. A fila não andava, a senhora de cabelos brancos reclamava do preço da coxa de frango. As carnes embaladas em bandeja de isopor amarela nos observavam atentamente. Nunca acreditei muito naquele vermelho vivo das carnes embaladas. Vendiam uma imagem do que não eram: eu sabia que não eram tão saborosas quanto os açougueiros ansiavam que fossem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Vender era preciso. Por que será que não criavam um grupo para se apresentar ali? Imagina só, show de dança, lingüiça e carne de frango. Língua de boi, coraçãozinho. Música ao vivo. Um espetáculo a parte e nenhum cliente reclamando, todos felizes cantarolando “macarena” em coro. Com direito a frangos sem cabeça incorporando a coreografia com uma desenvoltura sobrenatural. Igual aquele menino do corredor 11. Eram passos ensaiados, era a única hipótese. Um moonwalk desengonçado e uns três minutos de fila estagnada. Até que fazia sentido, sabe? Aquela frase maluca que instigava as pessoas a dançarem como se não fossem vistas. Ainda mais hoje. Não estou brincando, juro. Eu bem que poderia fazer igual àquela maluca do seriado Modern Family e pegar a gravação dos corredores de supermercados para provar que era verdade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Que a felicidade não era inventada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-3109743144142458545?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/3109743144142458545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/10/corre-dor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/3109743144142458545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/3109743144142458545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/10/corre-dor.html' title='Corre dor'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-6029597241727175361</id><published>2011-10-23T19:29:00.001-07:00</published><updated>2011-10-23T19:33:31.182-07:00</updated><title type='text'>Café com leite</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Daqui alguns anos me vejo realizada. Plena. Feliz. Não mais cautelosa. Não mais amedrontada por qualquer apontamento de dedo alheio. O amadurecimento ou o distanciamento faz isso com a mente: faz bem. Bem pra pele, bem pro sorriso, bem pro corpo. Pr’alma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Talvez eu tenha montado aquele cafezinho aconchegante. Baseado no que eu vi uma vez em Cianorte, um misto de café, livros e legião urbana tocando ao fundo. Encontro de casais, fotos antigas grudadas na parede. Fotos minhas. Momentos meus. Compartilhados. Porque é a felicidade que me acontece. É o que tudo caminhava para ser: serei. O que sou. Uma lapidação melhor e maior do que hoje é incompleto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;E você vai entrar por aquela porta. Vai me cumprimentar com um aceno de cabeça, um sorriso de lado, o mesmo olhar perdido e apaixonado. E eu nunca saberei pelo quê. Pedirei para que te atendam como realmente merece. E você virá acompanhado do teu sossego, da sua falta de pretensão. Eu virarei as costas para anotar o pedido e darei o melhor sorriso que tenho guardado no peito. Que é só seu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A porta vai se abrir, a campainha vai tocar avisando que mais alguém entrou. Junto de novo cliente, uma cortina de vento gelado, porque o clima aqui ainda não mudou: continua maluco. Às vezes quente que não me cabe o calor, e me falta o ar, a visão e o bom senso. Outras, bem frequentes, vêm acompanhadas com o que combina bem com o céu: marrom, bem gelado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Podia ser um cappuccino. Podia ser um café tradicional. Um carioca, macchiato. Aprendi esses dias a fazer latte art. E desenhei, como uma criança que brinca com uma caixa de lápis de cor 24 cores da faber castel. E brinca escondida porque não pode brincar na frente dos outros: as aulas ainda nem começaram. Fiz um coração. Tímido, como eu era naquela época. Como ainda guardo um pouco de mim no que restou. No fundo da xícara. Daquele calor que acabou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Faço questão de levar à mesa. Você agradece, empunha um jornal e começa a ler. Não perdeu o costume. O legião urbana ainda toca. Você levanta. Paga, despede-se e vai embora. Como se fôssemos meros conhecidos. De uma eternidade de lembranças que não conseguimos esfriar. Do café que ainda nos une ao acaso. Do tempo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-6029597241727175361?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/6029597241727175361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/10/cafe-com-leite.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/6029597241727175361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/6029597241727175361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/10/cafe-com-leite.html' title='Café com leite'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-6030349216030438504</id><published>2011-10-08T15:05:00.000-07:00</published><updated>2011-10-08T15:08:53.952-07:00</updated><title type='text'>Chuva, Adele e lembranças</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 17px; " &gt;Abriu a carteira. “Hoje pode deixar que eu pago”. O que há de errado nisso? Pensei no tempo se fechando lá fora. E de tudo que já tinha fechado aqui dentro. Olhei atentamente à carteira e reconheci aquela foto, lembrei daquele dia. Oito reais que registraram um momento... Já faz tanto tempo assim? Eu disse daquela vez que eu pagava. Mas quem realmente pagou por todos aqueles erros?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 17px; " &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 17px; " &gt;Olha aqui, reconhece? Hoje você substitui essa pessoa. Você veio para preencher o vazio que até então se encontrava, e permanece... Na lembrança? Grudado na carteira. Feche a conta pra gente, por favor. E não deixe essa carteira aberta por tanto tempo. Sabe? As portas algumas vezes se fecham, outras vezes nós a tacamos na cara de quem merece. Lacramos o cômodo. Sabe o que acontece com uma casa limpa? Se fecharmos e não deixarmos ninguém entrar, ela se suja... Sozinha. De novo. E aí precisamos de nova foto, de novos personagens... De instinto. Incômodo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 17px; " &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 17px; " &gt;Me vê um café. É sábado à tarde e há tanto pra conversar... Você poderia estar sentado nessa cadeira, sabe? O que houve com todos aqueles planos? Descansam em paz... Eu espero que você encontre um lugar melhor aí desse lado. Porque você sabe... Não está mais entre nós. Mas faz falta. E dói. Por que você se foi? Porque lacrou a porta pra um mundo que não pertence a ninguém? Hoje você deixou de existir. Mas está lá grudado... Na memória, na carteira, na contracapa da agenda. Seu rosto desfigurado ainda permanece pra dizer que por um mísero segundo foi de verdade. E então morreu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 17px; " &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 17px; " &gt;Porque a gente morre para renascer... E nem sempre do mesmo lado. Nem sempre na mesma vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size:11.0pt;line-height: 115%;font-family:&amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-ascii-theme-font:minor-latin; mso-fareast-font-family:Calibri;mso-fareast-theme-font:minor-latin;mso-hansi-theme-font: minor-latin;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-theme-font:minor-bidi; mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:EN-US;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 15px; line-height: 17px;"&gt;&lt;iframe width="360" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/hLQl3WQQoQ0" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-6030349216030438504?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/6030349216030438504/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/10/chuva-adele-e-lembrancas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/6030349216030438504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/6030349216030438504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/10/chuva-adele-e-lembrancas.html' title='Chuva, Adele e lembranças'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/hLQl3WQQoQ0/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-2273369263240549493</id><published>2011-09-21T19:17:00.000-07:00</published><updated>2011-09-21T19:24:56.183-07:00</updated><title type='text'>Esquecido num bloquinho</title><content type='html'>Ela: Tô pensando que esse mundo é muito louco. Vamos pro bar? Não vai ter aula hoje.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele: Louco? Imagina! Tome como exemplo nós dois. Que em determinado momento sorrimos como se não houvesse tristeza, em outros momentos nos lamentamos um para o outro e em poucos, mas significativos momentos, choramos. Vamos sim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela: É, tanta gente já habitou meu coração... Estamos calejados. Agora eu não sofro por preguiça. Cansei. Queria que me acontecesse algo que mudasse o rumo da minha vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele: Queria que esse algo, tanto na minha como na sua vida, fosse tão importante que criasse uma felicidade tão impermeável como a nossa amizade. Já estou cansado de hoje sorrir e amanhã querer chorar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela: A gente e essa nossa mania de seguir em frente. Sorri. Chora. Levanta e caminha. Sangra. Mas continua. Isso é vida? Coloquei na cabeça: eu o amo? Amo, muito. Mas eu me amo primeiro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele: Na verdade, não sei porque, mas acho que esse amor é apenas transferência do ego que temos e não queremos aceitar, e por isso, dizemos ser apenas e unicamente destinado ao outro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela: Ele não me ama como eu gostaria que amasse. Isso não significa que não ame. Mas eu não me contento com pouco. Eu mereço mais que migalhas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele: Na verdade o que sentimos é tão grande que queremos que a outra pessoa tenha o mesmo sentimento e com as mesmas dimensões, mas às vezes o que ela tem para dar não é o suficiente. Essa pessoa precisa ter atitudes que comprovem o merecimento de tamanhos sentimentos. É verdade. Vamos para o bar? Vamos!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;[E foram, simplesmente]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-2273369263240549493?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/2273369263240549493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/09/esquecido-num-bloquinho.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/2273369263240549493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/2273369263240549493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/09/esquecido-num-bloquinho.html' title='Esquecido num bloquinho'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-5373270865757246435</id><published>2011-09-12T19:50:00.000-07:00</published><updated>2011-09-12T19:53:40.200-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='segunda-feira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='U2'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sorriso'/><title type='text'>Aleatoriedades e U2</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Quanto tempo demoraria mais? Pressa. Pressa. Me tira daqui? Não agüento mais ficar aqui.&lt;br /&gt;Quem manda nisso sou eu, sente-se.&lt;br /&gt;É um jogo, alguém deveria mandar nisso? Isso é uma armadilha. Uma arapuca para pegar codorna.&lt;br /&gt;O que é isso que escorre da sua boca? Mel? E o seu cabelo? Meio comprido.&lt;br /&gt;Essa barba por fazer. Cante. Me encante, por favor. Eu cansei. Você me tiraria daqui?&lt;br /&gt;Olhe através do vidro, o que você vê? Me vê? Eu consigo acompanhar cada detalhe tímido. Abra sua boca, seus dentes brancos e levemente tortos. São lindos.&lt;br /&gt;Sorria. Sorria, e isso basta. Para mim é o suficiente. Por favor, não pare de sorrir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Me faça gargalhar. Cante. Você cantaria? Não pare de cantar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Você existe.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;iframe width="420" height="345" src="http://www.youtube.com/embed/ElxO4eKS8EY" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-5373270865757246435?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/5373270865757246435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/09/aleatoriedades-e-u2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/5373270865757246435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/5373270865757246435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/09/aleatoriedades-e-u2.html' title='Aleatoriedades e U2'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/ElxO4eKS8EY/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-5749509551890196559</id><published>2011-09-05T20:08:00.001-07:00</published><updated>2011-09-05T20:08:51.791-07:00</updated><title type='text'>Nomeia</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Falta de&lt;br /&gt;sono&lt;br /&gt;Dúvida&lt;br /&gt;O que era?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Pensava&lt;br /&gt;Me diz? Responda!&lt;br /&gt;O que és?&lt;br /&gt;Sentimento&lt;br /&gt;Tens nome?&lt;br /&gt;Não sei&lt;br /&gt;Pode me nomear?&lt;br /&gt;Se eu der nome...&lt;br /&gt;O quê?&lt;br /&gt;Posso me apegar&lt;br /&gt;E daí?&lt;br /&gt;Depois você vai embora&lt;br /&gt;E só de lembranças&lt;br /&gt;Não é possível&lt;br /&gt;Simplesmente&lt;br /&gt;Continuar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Dicionário&lt;br /&gt;Paixão&lt;br /&gt;Intensidade&lt;br /&gt;Atração, interesse&lt;br /&gt;Entusiasmo&lt;br /&gt;Perturbação&lt;br /&gt;És meu preferido&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Mas não é&lt;br /&gt;Isso não significa&lt;br /&gt;Mais&lt;br /&gt;Mais&lt;br /&gt;Mais&lt;br /&gt;Adição&lt;br /&gt;Intensidade&lt;br /&gt;Coração?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Aproxima&lt;br /&gt;Protege&lt;br /&gt;Afeiçoa-se&lt;br /&gt;&lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Não! Pare!&lt;br /&gt;Não se aproxime&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Ou&lt;br /&gt;Pode ser tarde&lt;br /&gt;Para nós&lt;br /&gt;Demais&lt;br /&gt;É tarde&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Amor&lt;br /&gt;Suavidade&lt;br /&gt;Delicadeza&lt;br /&gt;Dedicação&lt;br /&gt;A quem quer agradar&lt;br /&gt;Agradável&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Afinidade acontece&lt;br /&gt;Sentimento&lt;br /&gt;Quer saber?&lt;br /&gt;Pouco importa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Você tem nome?&lt;br /&gt;Se eu tenho nome?&lt;br /&gt;Pouco importa&lt;br /&gt;Que nome tens?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-5749509551890196559?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/5749509551890196559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/09/nomeia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/5749509551890196559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/5749509551890196559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/09/nomeia.html' title='Nomeia'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-9066768457180946179</id><published>2011-09-03T08:28:00.000-07:00</published><updated>2011-09-03T08:29:08.819-07:00</updated><title type='text'>Um sábado qualquer</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Que cheiro de fome&lt;br /&gt;- Vamos almoçar&lt;br /&gt;- O seu pai vem pro almoço?&lt;br /&gt;- Tô com vontade de comer frango&lt;br /&gt;- Vamos voltar pra casa&lt;br /&gt;- Vamos comprar um frango?&lt;br /&gt;- Que tal comprarmos uma torta para comemorar?&lt;br /&gt;- Boa ideia!&lt;br /&gt;- Mas eu ainda quero o frango...&lt;br /&gt;- Ah, mas a torta é mais gostosa&lt;br /&gt;- É doce. Eu quero frango. Vamos comer frango.&lt;br /&gt;- Estaciona o carro aqui na faixa mesmo que eu desço rápido&lt;br /&gt;- Cuidado pra atravessar a rua, hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PÉÉÉÉÉÉÉÉ – ÔLOCO MEU!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isso realmente tinha que acontecer? No dia do seu aniversário?&lt;br /&gt;- Foi por pouco&lt;br /&gt;- Eu tô tremendo até agora.&lt;br /&gt;- Motociclista filho da puta!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-9066768457180946179?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/9066768457180946179/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/09/um-sabado-qualquer.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/9066768457180946179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/9066768457180946179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/09/um-sabado-qualquer.html' title='Um sábado qualquer'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-2193204103841640731</id><published>2011-08-30T20:09:00.001-07:00</published><updated>2011-08-30T20:09:41.427-07:00</updated><title type='text'>Era inexistente</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O sentimento inexistia, contrapondo a vontade evidente. Tilintava as garrafas em brindes e brindes e só uma coisa desejava. Chegou. As músicas eram bregas o suficiente, exatamente como gostava. Lançou-lhe um olhar. De leve. Abraçou-o e aceitou a bebida que oferecera. Goles e mais goles de esquecimento, o pensamento já vagava distante dali. O papo fluía vez ou outra. Encontros e desencontros com estranhos e reconhecíveis misturados no ambiente fracamente iluminado. Saiu. Sentiu-se seguida. A sombra, os passos diferenciados das notas musicais insistentes aos dançarinos ousados na pista. Tomou mais um gole. Hesitou à porta, evitando a área de fumantes. Virou o copo. Pensou em voltar ao bar e buscar mais uma long neck, mas aguardou. Sabia que a sombra tinha nome. Nome, sobrenome e intenções.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Puxou-lhe pela cintura, fazendo às escuras o que não era permitido fazer frente aos olhares curiosos. De conhecidos. Intrometidos. Entre sussurros, confissões aos ouvidos, já não se importavam mais com a escadaria molhada, com a precipitação atmosférica. Só era possível ouvir a respiração de ambos. Sentia-se a garoa aderindo à pele, aos suspiros e às juras que valeriam somente àquela noite.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- A gente se uniu muito rápido. Como você explica isso?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Alguma sugestão? – perguntou-lhe ao pé do ouvido – Destino?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O tempo de cinderela estava ao fim. As juras ficaram atadas ao vidro embaçado, ao soar da última canção. Olhou fixamente os olhos miúdos, prevendo o que escreveria a respeito daquele sorriso. E as covinhas? O charme infantil que mais gostava. Segurou-lhe o rosto com as duas mãos, prometendo sair dali como uma desconhecida. Prometendo a si mesma que jamais esqueceria. Calou-se. Fixou os olhos e selou o compromisso com um último beijo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Voltou à realidade, sabendo que era impossível. E o impossível se desfez. A carruagem agora era abóbora, travando significado com a noite de halloween. A madrugada fria, mais alguns goles. Entrou com um meio sorriso que sabia bem. Era segredo de Estado. Peça do destino desavisado. Partiu, deixando-se ouvir o som do salto alto batucando o piso de madeira. Deixando a sombra para trás.&lt;u&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-2193204103841640731?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/2193204103841640731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/08/era-inexistente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/2193204103841640731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/2193204103841640731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/08/era-inexistente.html' title='Era inexistente'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-8446438389979272108</id><published>2011-08-28T18:59:00.000-07:00</published><updated>2011-08-28T19:02:51.901-07:00</updated><title type='text'>Tela</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu gosto de traços definitivos como se a realidade me escapasse por entre as mãos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Gosto de sentir a brisa acariciando meus cílios, mantendo meus olhos semicerrados&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Gosto de misturar as cores e perceber uma leve inclinação na coloração, o sombreamento necessário&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;E pegar a cor pura e vê-la transformar-se em obra&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Tida pela minha mão, de outrem, das cores provenientes de uma só&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Então temos uma combinação infinita de sensações, significados e justificativas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Que nada justificam o que é ficcional&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;De traços nem sempre definitivos, de borrões ao acaso transformados em imagens&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Tão próximo que não possa ver&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Precisando da distância necessária para que possa se afirmar&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Ouvindo &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=njwvIPJlPN0"&gt;Adele&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-8446438389979272108?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/8446438389979272108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/08/tela.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/8446438389979272108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/8446438389979272108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/08/tela.html' title='Tela'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-8174789025021958582</id><published>2011-08-22T06:22:00.001-07:00</published><updated>2011-08-22T06:24:04.258-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Snoopy'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='charge'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tirinha'/><title type='text'>Tirinha</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-9M5M-vMFS8g/TlJYW-hsO_I/AAAAAAAAAgk/qHpXhiOYaB0/s1600/snoopytirinha1.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 136px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-9M5M-vMFS8g/TlJYW-hsO_I/AAAAAAAAAgk/qHpXhiOYaB0/s400/snoopytirinha1.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5643670434813328370" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-8174789025021958582?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/8174789025021958582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/08/tirinha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/8174789025021958582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/8174789025021958582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/08/tirinha.html' title='Tirinha'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-9M5M-vMFS8g/TlJYW-hsO_I/AAAAAAAAAgk/qHpXhiOYaB0/s72-c/snoopytirinha1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-131336554537158618</id><published>2011-08-19T05:12:00.000-07:00</published><updated>2011-08-19T05:15:24.170-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='palavras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='raízes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='madrugada'/><title type='text'>Resta um</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-TUUjGf8-sx4/Tk5TSjHi38I/AAAAAAAAAfo/ssZiMFsHT1Y/s1600/No_roots_by_Red_IzaK.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 217px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-TUUjGf8-sx4/Tk5TSjHi38I/AAAAAAAAAfo/ssZiMFsHT1Y/s320/No_roots_by_Red_IzaK.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5642538961271447490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;E é como se eu me olhasse no espelho. Daqueles olhos profundos amendoados, sob a luz estarrecida da avenida. Reconheci tantas delas naqueles sorrisos. Tive vontade de beijar-me os próprios lábios. Os cabelos pelo ombro, iluminados pela poesia da madrugada. Ao céu conciso, estrelas. Refletindo tantos olhos à meia-noite de um dia qualquer. De mudanças, afins e semelhantes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Saboreava cada palavra proferida como se fosse um discurso que passara tanto tempo para produzir, parindo literatura prematura. Colhia as sílabas, formava frases e transmitia sensações como se fosse tradução do que é real. Aos olhos contrastando com a pele parda. No toque da palidez. Que refletia a lua e incendiava a garganta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Queria falar. Falar-lhe tanto que não pretendia conter. Que prefiro não dizer. O que há de se afirmar? Das perguntas que não fiz, das respostas que vieram de maneira afável. Debruçando sobre a doçura do mel escorrendo por entre as veias fartas, do coração já entupido pela boca que não se cala, da rigidez nos entraves do que se é desconhecido. Não sabia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Conhecia aqueles gestos, o pedaço de tecido com linhas que conduziam ao olhar no fim da rua. Que nada tinha. Imensidão moldada em teorias estarrecidas pelo sopro. Pelo tropeço. Arfava de modo que lhe fazia escorrer pelas têmporas, sinônimos das pretensões tardias. Vagando por entre estados físicos da mente enevoados pela ampulheta arrematada com desdém. Algemando os braços que uniam as memórias fervorosamente como uma só vida. De começo, meio e além.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Ainda refletia com semelhança os olhares reconhecendo o cinza das manhãs de maio. Gêmeos atados ao que se predestinava num destino curto. Os pés tocando a terra, avermelhando-se com tom de sangue que vazava por entre as raízes: fixava-se. O olhar nos dedos nus. Do par descalço afundando-se no que vertiginava os planos, ações, sem saber. Carne, água, unha, terra, ventre. Paria e permanecia, como abortos instantâneos de quem não cobiçava ficar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A vontade aflorava contrapondo as indecisões permanentes. Tocava a água com fervor, ansiando mergulhar num desejo já asfixiado por normas, parênteses e travessões. Inquietantes vozes no vazio, no crânio, de suspiros formando imagens por entre os oculares. Ossos arremessados sem ofícios no vão do cerne, arrematando razões, esmagando penalidades crucificadas em gelo. Derretia medos, proferia escárnios e temerosamente ansiava dissimulação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Morria, renascia, tal qual a madrugada. De globos transtornados pairando entre as órbitas, fixando-se e arriscando-se aquém. Dançando por entre a lua, a vergonha e as grades. Nasalado nas expressões mórbidas que já não saltavam à língua, não tangiam os dentes, não pairavam a altura do peito. Inaudível, mordaz, sufocando o choro de quem se fizera vítima de atassalhar o útero e bradar a ardência de nascer trancafiado entre raízes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Imagem retirada do &lt;a href="http://red-izak.deviantart.com/art/No-roots-100906386?q=boost%3Apopular%20roots&amp;amp;qo=2"&gt;deviantart&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-131336554537158618?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/131336554537158618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/08/resta-um.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/131336554537158618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/131336554537158618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/08/resta-um.html' title='Resta um'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-TUUjGf8-sx4/Tk5TSjHi38I/AAAAAAAAAfo/ssZiMFsHT1Y/s72-c/No_roots_by_Red_IzaK.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-963398463745272884</id><published>2011-08-17T09:44:00.000-07:00</published><updated>2011-08-17T21:09:41.501-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sangue'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dúvida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='uísque'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Beatles'/><title type='text'>Hora de dizer boa noite</title><content type='html'>&lt;div&gt;Juntando os poucos cacos restantes que encobriam o chão de fragmentos translúcidos daquela substância que nada mais significava para mim. Poderia ser um copo de vodka, já sem o conteúdo prévio dentro. Poderia ser até mesmo meu coração estilhaçado pelo tempo, se o órgão não tivesse saído de férias.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não procurei decifrar o enigma de cacos, os holofotes de minha atenção foram parar no canto obscuro do bar, onde a iluminação era porcamente estabelecida pelos reflexos das luzes que vinham do palco. Algum desafinado arriscava-se nos Beatles, mergulhado na melodia que provavelmente o tirara dessa dimensão. Ninguém mais se importava pela qualidade musical do ambiente, tortos do jeito que estavam. E justamente aquela figura me chamou tanto a atenção.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Chapéu encobrindo meio rosto, vestido com ar de mistério, um sobretudo surrado e uma dose de uísque nas mãos. Os dedos tremelicavam fortemente ao redor do copo levemente trincado, enquanto o olhar buscava alguma exclamação no ambiente sujo que frequentava. Entretida pela música e ansiando alguma movimentação do anônimo indecifrável, acompanhava o refrão “You’ll let me hold your hand, now let me hold your hand, I wanna hold your hand”, e me senti perfeitamente em uma cena distinta daqueles filmes meio faroestes, onde tudo acontece em bares.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Recém chegada na metrópole, queria conhecer ao menos um pouco do lugar onde passaria belo período da minha vida – se não ela inteira. Ouvi os vizinhos comentarem sobre aquela casa com jeito de abandonada próximo ao boteco da esquina. Se a música era boa ou não, aquela era a válvula de escape do meu sábado solitário e trancafiado em um quarto assistindo algum filme na televisão. Minha visão já estava levemente alterada pelos efeitos que o álcool produzira nos meus neurônios. A pouca iluminação borrava as sombras nas mesas de sinuca, implorando por canecas que o fizessem esquecer a semana que já tinha passado. Era um ritual de comemoração pelo que se via. E o indivíduo na penumbra não me parecia alguém com ar de satisfação pela semana que disse adeus, e sim alguém que buscava por mais uma semana entretido em alguma história digna de acompanhar, mesmo com as alterações provenientes do etanol na corrente sanguínea.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O indicador do homem rastreava o sinal trincado do copo ainda abordado pela dose envelhecida do líquido. Parecia-me um dos bem baratos, o uísque. Quando bateu frente ao declive do vidro no recipiente, emanou uma gota de tom escuro, um literal vermelho sangue, que descia embriagada até o mergulho de despedida. As hemácias desmanchando-se naquele amarelo ouro que tilintava e refletia as faíscas luminosas do outro lado do salão. Em um rápido movimento de braço, a sombra engoliu toda a mistura de uma só vez. Levantou o chapéu e pude analisar melhor o perfil da minha curiosidade, que no exato momento de decifração resolvera fitar-me com aqueles olhos fundos e o nariz levemente adunco. Não sabia dizer a altura, a cor dos cabelos ou mesmo da íris. Mas notei que a barba era um tanto pra lá do por fazer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Levantou-se e caminhou em minha direção. Senti as mãos gelarem, os pés tamborilarem o assoalho riscado. Fitamo-nos por um instante. Acompanhamos um refrão de blues. Sabíamos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-963398463745272884?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/963398463745272884/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/08/hora-de-dizer-boa-noite.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/963398463745272884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/963398463745272884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/08/hora-de-dizer-boa-noite.html' title='Hora de dizer boa noite'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-514179850271784772</id><published>2011-08-15T09:30:00.000-07:00</published><updated>2011-08-15T09:31:11.631-07:00</updated><title type='text'>Ciso</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Olhou com certa incredibilidade. O riso aflorou naturalmente. Gargalhou.&lt;br /&gt;Aquela vida não era minha!&lt;br /&gt;Reconheceu um por um. Investigou. Atropelou o passado alheio.&lt;br /&gt;Que linda!&lt;br /&gt;Os olhos pareciam os meus. A pele branca. Quem era aquele ali?&lt;br /&gt;Você? Verdade? Não mente!&lt;br /&gt;Há há há há há&lt;br /&gt;Não pode ser verdade.&lt;br /&gt;O que é isso escorrendo do olho? Choras?&lt;br /&gt;É saudade. De algo que não vivi.&lt;br /&gt;Não estava ali, mas podia estar. Sobrevivi.&lt;br /&gt;E cá estou: cadê os olhos cor de mel? Que o tempo apagou.&lt;br /&gt;Que o vento carregou para longe. E esse moicano desengonçado?&lt;br /&gt;Corte da moda, no estilo Neymar.&lt;br /&gt;Há há há há há&lt;br /&gt;Não pode ser real. Eu estava lá, podia ver. Tá vendo ali? O conhecia.&lt;br /&gt;Olha bem na multidão! Pro lado, anda! Eu sempre estive ali.&lt;br /&gt;E aqui.&lt;br /&gt;E agora?&lt;br /&gt;A risada ecoa pela sala vazia. Não para. Não para.&lt;br /&gt;O riso escorre pelo assoalho empoeirado.&lt;br /&gt;É linda! Não vive mais! Não sobreviveu.&lt;br /&gt;O riso cessou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-514179850271784772?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/514179850271784772/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/08/ciso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/514179850271784772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/514179850271784772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/08/ciso.html' title='Ciso'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-5047105439734798580</id><published>2011-08-12T05:20:00.000-07:00</published><updated>2011-08-12T05:25:44.876-07:00</updated><title type='text'>Menino levado</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A casa era pequena, a comida, pouca. Dividia a cama com três irmãos. O único colchão, polvilhado de ácaros, atravessava o quarto para que todos coubessem ali, amontoados, todas as noites. A mãe era doméstica, casou aos 14. Naquele tempo, dizia a avó, não podiam se dar ao deleite das vizinhas tagarelarem. Ficar para titia era, por lei popular, escárnio para a família. A sorte fora que ninguém chegou a descobrir a gravidez antes do “sim”. Depois do altar, cada qual em seu caminho. Sem vizinhos. Sem perspectiva.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Vivenciava o drama de duas casas. O assédio do marido vagabundo da patroa durante o dia, à noite, os arroxeados pelo corpo se intensificavam – pela truculência do marido ébrio. Os cabelos brancos eram sanados aos fins de semana, quando tinha um bico no salão da esquina. Pé, mão, cabelo. A beleza tingida da sociedade moderna. Da futilidade instantânea.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A falta de instrução não impedira os devaneios de dias melhores. Alucinava sempre antes de dormir, propagando os ideais de vida para os filhos. Que absorviam a ilimitada quimera semeada pela genitora. Sonhavam acordados. Ideavam. E assim cresciam, na ilusória fatalidade de que teriam um futuro. Porvir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A mesa farta, inúmeros desenhos animavam as tardes trancafiados não mais na creche, mas em casa. Era o desejo do mais velho, ter o bem estar que vislumbrava em capas de revistas que não tinha condições de comprar. Perdeu as contas de quantas vezes fora tocado da banca do armazém. Não podia ler. E o dono do estabelecimento não o deixava ao menos observar as fotografias de grandes riquezas. Do mundo que não era seu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O do meio ansiava saúde. Desejava imensamente se igualar aos meninos rechonchudos que viviam no centro da cidade. Ser obeso na infância, acreditava, era sinal de bem estar. Comer bem, sem ter de permanecer dias instalados no sinaleiro da cidade, ansiando que alguém lhe atirasse alguns miúdos ao chão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Sobrara o mirradinho. Fruto da desnutrição molesta. Sonhava em ver a mãe rainha. Achatar as brigas no ralo da pia e ligar a torneira sem temer esgotar a água. Queria tratamento para o mau cheiro que saía do banheiro de casa. Pudera, mal sabia o que era esgoto. Extenuava a pouca fadiga que tinha para manter a saúde. Mental. Não significava, mas compreendia. Era o seu mundo. Foi então que tivera uma grande ideia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Pegaria alguns trocados do pai. As moedas tilintavam nos bolsos surrados da calça. Carecia de pegar mais roupas do albergue, as doações sempre eram fartas. “Pessoas boas” - pensava. “Nos oferecem o que vestir sem cobrar por isso”. Era um menino levado, não hesitava em aflorar as ideias. Não temia a irregularidade da imaginação – ponte principal para arcar, sozinho, com as próprias brincadeiras. A diversão consigo era sempre garantida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A miséria da família teria fim, desejou. O pai, na vã inocência infantil, usava um perfume exótico. Com cheiro forte, ele dizia. Roncava igual um porco, esperando a proximidade do fim. Os vinténs estariam seguros com ele. Correu até o quintal, jogando na pequena cova os pequenos níqueis que pegara emprestado – “depois devolvo, e ainda vai sobrar” – era a verdade que acreditava construir. Marcou o local com um x, feito de gravetos recolhidos do quintal. Aguou. Certamente a árvore de dinheiro não tardaria a brotar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Os problemas de casa haviam terminado, de forma tão simples. “Porque ninguém pensou nisso antes?”, mais fácil que pegar emprestado dos outros sem avisar. Adormeceu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;No meio da noite, com a boca seca, o inditoso do pai levantara. Percebendo não haver mais com o que aniquilar a sede, concluiu: “mulher vagabunda, pensa que vai me roubar”. O primeiro gesto foi chutá-la, na altura do estômago. O grunhido não acordou os filhos, certificara-se disso. E as agressões não ultimaram até que os pulmões não mais inflassem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;No mundo dos pequenos, agora viviam com outros garotos de mesma idade. Não entendia muito bem aquela nova casa, mas a vida era melhor. Tinham cama, roupa e atenção. Zombava das mulheres vestidas de preto, e com elas aprenderam a ter algo que desconheciam até então: fé. O menor pensava sempre na mãe, e nunca mais sentira o cheiro forte do perfume do pai. Algumas mulheres vinham vê-lo, tratando-o como se fosse gerado no próprio ventre. Mas nunca saíra dali.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O mais velho vira o sonho realizado. O do meio, contente pelos remédios que tomava quando adoecia e pelo alimento que o fortificara. Às vezes o mais novo era levado até um campo, que continha o nome da mãe escrito na pedra que decorava a vala. Pena ainda não conseguir identificar as letras. Diziam que ela fora deixada ali. Então sorria, maravilhado, ao ver as flores que nasciam ao redor da lápide. “É linda igual as flores”, repetia todas as vezes que lhe pediam para descrevê-la. Recebia em resposta um “Ela está em um lugar melhor agora”. E bastava. Seu desejo fora atendido. “Quero vê-la logo”, ansiava.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-5047105439734798580?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/5047105439734798580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/08/menino-levado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/5047105439734798580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/5047105439734798580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/08/menino-levado.html' title='Menino levado'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-4975795749903667169</id><published>2011-08-09T06:57:00.001-07:00</published><updated>2011-08-09T06:57:24.627-07:00</updated><title type='text'>Ter, ser, estar</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;E você?&lt;br /&gt;Hum?&lt;br /&gt;Me diz, sofre?&lt;br /&gt;Por que haveria de sofrer?&lt;br /&gt;Por estar assim&lt;br /&gt;Ah não, não sofro não&lt;br /&gt;Tem certeza?&lt;br /&gt;A gente tá calejado, né? Tanto faz&lt;br /&gt;Mas você não se importa?&lt;br /&gt;Tanto mais me preocupa. Mais que isso. É pouco preocupante, não acha?&lt;br /&gt;Não, não acho&lt;br /&gt;Então aprende, aprende que não é assim que funciona&lt;br /&gt;E devo imaginar, por uma fração de segundo, que você saiba como funciona&lt;br /&gt;Não vou te enganar, eu não sei. Pouco sei.&lt;br /&gt;Então não fale&lt;br /&gt;Mas é óbvio, não?&lt;br /&gt;Não consigo entender&lt;br /&gt;Deixe o coração um pouco de lado. Ou melhor, pense só com ele&lt;br /&gt;Deveria ser simples?&lt;br /&gt;Não vê? Não estamos discutindo a posse de alguém&lt;br /&gt;Não, não estamos&lt;br /&gt;Não penso que “ter” alguém poderia mudar muita coisa&lt;br /&gt;Quer mais que isso?&lt;br /&gt;É impossível “ter” alguém. Acorrentar alguém. Deveria ser crime&lt;br /&gt;E como vou agir?&lt;br /&gt;Você não se contenta em “estar”? É diferente. Você para e pensa: eu consigo.&lt;br /&gt;Consegue? O quê?&lt;br /&gt;Viver sem a pessoa. É fácil. Mas eu simplesmente não quero. Por isso “estou”.&lt;br /&gt;Isso é maluquice&lt;br /&gt;Então todos deveriam ser, estar, ter essa tal maluquês&lt;br /&gt;Agora percebo...&lt;br /&gt;É querer viver, compartilhar, e deixar ir. Cada um tem uma vida. Pra quê querer duas? Eu mal consigo cuidar da minha.&lt;br /&gt;Mas tem gente que quer ser cuidado...&lt;br /&gt;Então cuida! Mas da pessoa. Não da vida. E aproveita enquanto a possessão paira ao longe e só observa...&lt;br /&gt;Um dia ela vem?&lt;br /&gt;Se vir, é porque deixaste levar tudo que tinha de mais belo... E acaba.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-4975795749903667169?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/4975795749903667169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/08/ter-ser-estar.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/4975795749903667169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/4975795749903667169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/08/ter-ser-estar.html' title='Ter, ser, estar'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-1688523535972090408</id><published>2011-08-08T09:37:00.001-07:00</published><updated>2011-08-08T09:42:15.381-07:00</updated><title type='text'>Baú da Ana - parte I</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Era tarde de novembro, doce novembro, e a chuva caía rala. Da janela podia observar os pássaros voando para seus ninhos, aglomerando-se nas árvores – sem esperança alguma. Podia me perder naquele céu manchado de aurora, ouvindo o ranger dos carros, o suave lamurio de um piano no sexto andar – já eram seis horas, hora de voltar – mas que diabos eu fazia naquela gaiola, que não havia necessidade de retornar?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Acho que foi há tanto tempo, já tinha decorado a ordem das estrelas naquele céu – mesmo céu – rubro com o entardecer. A noite surgia calada, traiçoeira... Obrigava-me a fechar os olhos; Sempre ali, trancafiada no meu mundo – não reparei que as penas começavam a cair, o vento a soprar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O vento que junto trouxe a minha mudança, quem poderia imaginar? O pecador que sempre tive receio ou satirizei, o ser que muitas vezes vi e tentei, em vão, me esconder. Agora estava ali diante de mim. Convidava-me a sair daquele lugar, em meus lábios conseguia moldar um sorriso. As coisas foram mudando drasticamente, o piano já não soava a mesma nota, os carros não rangiam, só conseguia ouvir... Gargalhadas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Desde então meus dias eram transfigurados em planos. Como sairia dali? Era mais cômodo ficar. Mas a curiosidade de conhecer novos mundos era maior, o ser diferente que me atentou, Judas, criminoso. Fora da gaiola agora tento bater as asas. Decepciono-me: o estranho libertador era um homem – apenas um homem – errando como tantos outros. Agora eu estava fora e, igual aos inúmeros pássaros que costumava invejar o vôo, procuro um lugar naquelas mesmas árvores. Pois sei que pra casa não posso voltar, amargo novembro. O ranger dos carros são dissipados pelo meu triste canto – em vão, suplico às estrelas, por um dia a menos no mundo daquele que me concedeu a liberdade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Março de 2007&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-1688523535972090408?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/1688523535972090408/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/08/bau-da-ana-parte-i.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/1688523535972090408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/1688523535972090408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/08/bau-da-ana-parte-i.html' title='Baú da Ana - parte I'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-3489797324856314826</id><published>2011-08-05T17:39:00.001-07:00</published><updated>2011-08-05T17:39:49.186-07:00</updated><title type='text'>Seu aniversário</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;E então a data se repetia pela terceira vez. Da qual não se repetiu envio de cartões, cartinhas com declarações inocentes e abraços calorosos no corredor. Tracejando a cena de um filme água com açúcar qualquer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Você vê no que me transformei? Ou o que aquilo que tínhamos – ou eu assim pensava – me transformou? Pelo simples fato de existir por um momento. Eu me odiava por isso. Por lembrar aquela data toda vez. Por citar em voz alta o que ela significava e desejar esquecê-la para sempre: como você o fez no ano anterior, quando uma mera data era importante demais pra mim. Tanto que passou e eu nem vi.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;É engraçado como eu sempre volto a escrever quando tenho uma dose tua na minha vida. Correndo no meu sangue um pouco de você. Mesmo que isso não signifique mais. Mesmo que isso depois de um tempo tenha me custado a redenção.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;É estranho pensar que o tudo, de uma hora para outra, para mim é nada. E continua sendo. Por mais que eu negue e afaste da mente. A gente mente. Somente. Demente. Mentira que cala qualquer cisco de dor que poderia causar a intervenção mais doentia sua no meu presente – aquela do nada. Justo quando tudo estava indo bem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Teste de sanidade. Como se eu tivesse idade para pensar em tal hipótese. Como se três anos fosse muita coisa – e o é, dependendo da referência. Vê as mudanças ocasionadas nessas datas repetidas? Tão amargas e ressentidas. Que nem valem o desejo de comemorá-la. Nem vale a vontade de dizer que eu lembrei e torci o braço para não dizer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Meus parabéns.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Março de 2011&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-3489797324856314826?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/3489797324856314826/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/08/seu-aniversario.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/3489797324856314826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/3489797324856314826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/08/seu-aniversario.html' title='Seu aniversário'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-1237385139251351116</id><published>2011-08-03T19:55:00.000-07:00</published><updated>2011-08-03T19:56:41.034-07:00</updated><title type='text'>E só</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Desce amargo. Rasga a garganta e rasga o verbo. Não se importa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Engole. Como fonte de prazer e demonstração de afeto. Engole e não reclama.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Gargalha. Põe de enfeite na alma a sonora gargalhada. Rasga.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Vista-se. Encare com desdém qualquer situação fora do comum. Que é melhor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Solução. Porque desce amargo. Mesmo evitando. Ignore.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;E não consegue. Luta, aperta, abocanha – como se fosse a única oportunidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Que é para ser verborrágico. Papeia. Estapeia. Joga.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Rasgue a alma. Decore o verbo. Esqueça.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Gargalhe.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Evite.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Engole. E vive.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Só pela demonstração de afeto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-1237385139251351116?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/1237385139251351116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/08/e-so.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/1237385139251351116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/1237385139251351116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/08/e-so.html' title='E só'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-1163669240226230379</id><published>2011-08-01T08:52:00.000-07:00</published><updated>2011-08-01T09:25:15.567-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brinco da Vila'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='16ª Festa da Canção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sasc'/><title type='text'>Aprendizado e dedicação no Brinco da Vila</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-0M8kn1XV8h4/TjbOUtQ2fsI/AAAAAAAAAdg/h0CfSC87H3g/s1600/DSC_0190.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-0M8kn1XV8h4/TjbOUtQ2fsI/AAAAAAAAAdg/h0CfSC87H3g/s320/DSC_0190.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5635918838843735746" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-PrFo2vlisKw/TjbOUYK_DNI/AAAAAAAAAdY/t_BdT2B36Qk/s1600/DSC_0219.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-PrFo2vlisKw/TjbOUYK_DNI/AAAAAAAAAdY/t_BdT2B36Qk/s320/DSC_0219.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5635918833181986002" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small; "&gt;&lt;i&gt;Ana Luiza Verzola&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small; "&gt;&lt;i&gt;Especial para a SASC&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Após confirmarem o horário de apresentação na noite de domingo, 12 alunos com idade entre 8 a 16 anos ocupam seus lugares em uma aula aberta de violão na barraca da SASC. Orientados pelo professor Paulo Lima, o Paulinho, eles começam a esboçar alguns acordes. O professor, entusiasmado, repete “dó, sol, lá menor” – a parte B da música que vão apresentar de maneira improvisada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Logo que a apresentação começa, a canção entoada pelos alunos&lt;/span&gt; do projeto social realizado no Brinco da Vila na Vila Operária em Maringá chama a atenção de quem passa pela praça defronte à prefeitura. A parte B, após um tempo, reflete no refrão da música do Legião Urbana, “Será”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;A 16ª Festa da Canção reúne várias barracas de comidas típicas e, intercalando a atenção do público com as apresentações no palco central, a barraca da SASC apresenta trabalhos de vários grupos da região a qual orienta. O grupo de violão popular é a atração da vez, e parte para mais uma canção – dessa vez do Titãs, “Pra dizer adeus”. O profe&lt;/span&gt;ssor Lima não esconde a alegria de apresentar alguns dos alunos mais experientes que ensina: todos ali têm mais de dois anos de aulas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;“Tem alguns alunos ousados, que se saem tão bem que eu ‘arranco o couro’, cobro mais mesmo”, diz. Logo após expor que a rigidez aumenta conforme o desenvolvimento do grupo, o professor, há 25 anos no ramo musical, pede para que a aluna Isabela Maria Martins Amaral, 15, presenteie o público com uma canção instrumental. O nervosismo de Maria é evidente. “Eu não sabia que ele faria isso, me pegou de surpresa. Deu um frio na barriga, mas é preciso ter fé em Deus”, comenta após a apresentação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;“Eu estava tremendo, você viu?”, questiona. Mesmo treme&lt;/span&gt;ndo, o medo não impediu que a aluna emocionasse quem assistia à trilha sonora do filme Titanic (1997). “My Heart Will Go On” de Celine Dion foi o desafio para Maria, que já era íntima da canção. “Eu fiz o arranjo dessa música uma vez”, explica. “Mas na hora dá medo.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Para Paulo Lima, dar aula para crianças é uma enorme sa&lt;/span&gt;tisfação: “O projeto começou em 2008, e eu estou trabalhando nele desde então. É um, dos muitos projetos que o Brinco da Vila disponibiliza para a comunidade”. As aulas são gratuitas e ocorrem três vezes na semana, com duração de duas horas. A procura é grande, as 120 vagas disponíveis já estão preenchidas “e tem mais de 40 na lista de espera”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;A prefeitura assumiu o projeto em 2009, contribuindo p&lt;/span&gt;ara o aprendizado de muitas crianças. “Fornecemos todo o material necessário para ensiná-las”, completa Lima. Além de trabalhar a socialização dos jovens, as opções de atividades oferecidas impedem a exposição à marginalidade. O secretário da assistência social de Maringá, Ulisses Maia, aposta nesse ideal do projeto: “As aulas agem como forma de prevenção contra as drogas através da cultura, lazer e esporte dos adolescentes”. Maia ainda diz que, para os pais, deve ser emocionante assistir à apresentação.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Emoção vivenciada não apenas pelos pais: a platéia composta por uma média de 100 pessoas se encantou com a última música, entoada por uma aluna de 10 anos, acompanhada do professor Paulinho, que apresentou “I Want To Know What Love Is”, de Mariah Carey. “Não basta gostar, tem de ter dedicação”, afirma o professor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/-KuexKNYKnW8/TjbMIpMqkAI/AAAAAAAAAdA/Y6-Q0HrNZvU/s320/DSC_0259.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5635916432570748930" /&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;i&gt;Apresentação na barraca da SASC emociona alunos e plateia&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;*Reportagem da 16ª Festa da Canção. Antiga sim, mas deu vontade de postar. :)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-1163669240226230379?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/1163669240226230379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/08/aprendizado-e-dedicacao-no-brinco-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/1163669240226230379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/1163669240226230379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/08/aprendizado-e-dedicacao-no-brinco-da.html' title='Aprendizado e dedicação no Brinco da Vila'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-0M8kn1XV8h4/TjbOUtQ2fsI/AAAAAAAAAdg/h0CfSC87H3g/s72-c/DSC_0190.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-1152167563505184675</id><published>2011-07-28T20:16:00.001-07:00</published><updated>2011-07-28T20:16:34.150-07:00</updated><title type='text'>Feliz aniversário!</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;E então você apareceu. Assim, de repente. Nem pude pensar muito para agir, ou então não teria coragem o suficiente para continuar. Eu nunca fui muito segura a esse ponto, externar minhas emoções assim. E você sempre tão compreensivo, atencioso. Até quando eu me distanciava de ti, sabia que ainda estaria ali para me dar apoio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Correspondeu-me de pronto. Foi fácil. Mas não achei que seria complicado manter toda essa sensação por muito tempo. Surpreender é complicado. Exige criatividade. Eu precisava corresponder à altura do que você representava até então. Quando eu precisei desabafar, você absorveu cada palavra minha. Lágrimas, sorrisos. Boa parte da minha existência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Ser sentimental pode ser um problema. Ser sentimental demais então, impossível lidar. E você soube com uma sabedoria incrível. Sempre mudando a aparência até me agradar, comemorando a cada nova conquista, a cada novo comentário positivo sobre nós. A cada pessoa que parava para olhar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Cada minutinho, cada visita que recebíamos. Você que sempre esteve tão longe, do outro lado, agora era convidado a entrar. E compartilhar da minha vida. E guardar todos os momentos, registrar não só a minha história, mas a de quem quisesse. Agora éramos nós.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Pode ser que um dia isso acabe. Eu me canse, você perca o brilho, o interesse seja outro. Mas eu vou lembrar quem me deu base para externar o que antes estava engavetado. De quem me ajudou a driblar o medo da crítica. Da falta de aceitação. Melhor: de quem me fez aceitar que eu podia compartilhar aquilo que mais gostava de fazer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Escrever.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Dia 28 de julho fez exatos dois anos que você passou a existir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-1152167563505184675?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/1152167563505184675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/07/feliz-aniversario.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/1152167563505184675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/1152167563505184675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/07/feliz-aniversario.html' title='Feliz aniversário!'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-7643328027881388401</id><published>2011-07-24T20:57:00.000-07:00</published><updated>2011-07-24T21:00:58.033-07:00</updated><title type='text'>Liga ações</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Esse silêncio é minha agonia. Será que falei demais? Fiz tudo errado. O que era pra ser? Por que é que eu nunca consigo ficar quieta? Ou falar a coisa certa? E essas horas iguais? Que brincadeira mais boba. De nada significam, mas só querem significar... O tempo tá passando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse silêncio é minha agonia. O que ele estará fazendo agora? Em casa, na rua, nos meus pensamentos? Onde é que eu estou agora? Será que tenho onde morar? Tenho um espacinho ali, naquela vida? Mas é tão simples: o telefone está me encarando há horas. Será?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tateio as teclas. Vejo o plano de fundo. Desligo. Não.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Esse silêncio é minha agonia. Volto a ligar o aparelho vermelho meia hora depois. Será que ligo? E vou falar o quê? Ainda bem que pelo telefone ninguém pode ver meu rubor. Eu nunca fui assim. Alguém pode me dizer o que está acontecendo? Eu deveria reconhecer o que há, mas não o faço. É diferente. Ligo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Horas iguais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Esse silêncio é minha agonia. Vou dormir. Mesmo sonho. Cinco sonhos. Mesmo protagonista. Será possível? Acordo. Que horas são? Mais uma vez, iguais. Dá pra parar? Eu me conformo? Pego o telefone nas mãos, elaboro um discurso mental – o que eu diria? Manter um diálogo com a respiração ofegante não seria possível. Mentir que a gripe me deixou sem voz também não dá. “Ah, liguei por engano, desculpa”. Ledo engano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Agonia. Agonia. Agonia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;E agora? Que martírio. Que silêncio. Que sensação ruim. Por que ligaria? Ouvir aquela voz mais uma vez seria um reconforto e tanto. Que coisa besta, ficar feliz em ouvir a voz. Um “alô” qualquer. Liga para qualquer pessoa. Manda uma mensagem, então. Não sei o que mandar. Claro que sabe. Não. Por que não liga? Medo. Tenho medo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Esse silêncio é minha agonia. Vou ficar quieta. Vou ficar no meu canto. Vou ficar por aqui. Não. Vou ficar pensando, pensando e pensando. Vou ficar querendo, e tentando. Vou ficar perturbando quem não merece. Tá tarde. E daí? Liga! Não vou ligar. Mas você liga tanto pra isso, então liga! Eu me importo demais para ligar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Agonia. Tá se fazendo de difícil? Não é isso. Ele pode pensar que você não liga. Mas eu ligo, ligo sim. Então o que está esperando? O tempo tá correndo, tá voando. O que tem a perder? Por que é que eu pondero minhas ações? Eu deveria ligar. E perguntar se está tudo bem. O que é que ele está fazendo. E ouvir aquela risada. E ficar feliz com o “Hey” no lugar do “Alô”. E eu faria uma voz feliz, e tentaria disfarçar meu constrangimento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Tudo está tão quieto. Eu não deixaria espaço para o silêncio. Nem para a agonia. Eu falaria qualquer coisa que viesse em mente, só para ouvir qualquer resposta em troca. Só para me perguntarem se eu teria bebido qualquer coisa com álcool. E me faria de boba. De desentendida. Fingiria bem, muito bem. Sou perita nisso. Eu não ligo. Por que é que você não toca?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Esse silêncio é minha agonia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-7643328027881388401?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/7643328027881388401/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/07/liga-acoes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/7643328027881388401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/7643328027881388401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/07/liga-acoes.html' title='Liga ações'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-9143067411039166897</id><published>2011-07-23T10:02:00.001-07:00</published><updated>2011-07-23T10:02:24.706-07:00</updated><title type='text'>Exercício</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- Cê tá amarelo. Você tá bem?&lt;br /&gt;- Amarelo porque anseio&lt;br /&gt;- E fica aí, apreensivo&lt;br /&gt;- Estático como uma árvore&lt;br /&gt;- Agora tá ficando azul&lt;br /&gt;- E você branca, igual papel&lt;br /&gt;- Cachorro! Igual ao cachorro!&lt;br /&gt;- Tal qual a calma, a paz&lt;br /&gt;- Levanta, sai da calçada&lt;br /&gt;- E sento onde? No canteiro?&lt;br /&gt;- Nessas cinzas, de cigarro&lt;br /&gt;- Nesse cinza de concreto&lt;br /&gt;- Nessa creche, nesse inferno&lt;br /&gt;- E vive o devaneio&lt;br /&gt;- Transpassa a faixa, o barulho, o branco e o cinza&lt;br /&gt;- E chega na praça&lt;br /&gt;- Atravessa com pressa&lt;br /&gt;- Não repare no sinaleiro&lt;br /&gt;- Não nota. Anota. Se esconde por entre os tapumes&lt;br /&gt;- Atravessa. Que tá verde.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-9143067411039166897?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/9143067411039166897/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/07/exercicio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/9143067411039166897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/9143067411039166897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/07/exercicio.html' title='Exercício'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-7904791618811581539</id><published>2011-07-14T14:05:00.001-07:00</published><updated>2011-07-14T14:08:42.545-07:00</updated><title type='text'>Estrada, caminho e abraço</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-IFTYvJmnsd4/Th9ashZUKNI/AAAAAAAAAcw/8UrZCjl-37A/s1600/DSC_0077.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-IFTYvJmnsd4/Th9ashZUKNI/AAAAAAAAAcw/8UrZCjl-37A/s320/DSC_0077.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5629317780161702098" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Segura teu abraço&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;No meu braço&lt;br /&gt;Que tô chegando&lt;br /&gt;Pego a primeira mala&lt;br /&gt;O primeiro bonde&lt;br /&gt;Atravesso o oceano&lt;br /&gt;Pra me livrar daqui&lt;br /&gt;Pra te ver por aí&lt;br /&gt;Como se toda distância&lt;br /&gt;Coubesse num abraço&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Apertado&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Acolhe&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Recolhe&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Manifesta&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Abraça!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Tô chegando!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-7904791618811581539?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/7904791618811581539/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/07/estrada-caminho-e-abraco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/7904791618811581539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/7904791618811581539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/07/estrada-caminho-e-abraco.html' title='Estrada, caminho e abraço'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-IFTYvJmnsd4/Th9ashZUKNI/AAAAAAAAAcw/8UrZCjl-37A/s72-c/DSC_0077.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-5913337507714906002</id><published>2011-07-11T15:43:00.001-07:00</published><updated>2011-07-11T15:43:37.877-07:00</updated><title type='text'>Baque seco</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;E um barulho, rasgando a tarde silenciosa daquela rua entremeada por avenidas, chama a atenção da secretária a fazer suas ligações. Naquela solene tarde em que o sol resolvera dar as caras. “Ó o calor aí outra vez”, exclamou fulano ali, na mesa ao lado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Reunião, confirmar presença, remarcar viagens e atender prontamente a qualquer solicitação. Da janela via, e ouvia aquele barulho que atraíra a atenção. Um baque seco faltou ao final do grito vindo da freada brusca. Ninguém o vira, a não ser a neta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Bem ali, naquela esquina do cachorrão. O relógio marcava quatro horas e vinte minutos de uma tarde de terça-feira. Qualquer terça-feira. Dois motociclistas cortaram caminho através da vida de outrem, e agora era tarde. Um gol vermelho ligou o pisca-alerta uns dez metros a frente. Ninguém o vira.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Olhando mais atentamente, entre uma ligação e outra, aquele senhor deitado ao chão ainda úmido. A cabeça avermelhada, o sangue formando caminho por entre as folhas secas na calçada. Meio corpo na faixa de pedestre, meio corpo ao meio fio – que escorria por toda ruela até então entediada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Levantou-se de pronto, aos pedidos escandalosos da neta. Alívio de quem presenciara, incluindo o moço do gol vermelho – já que as motos foram-se. O dedo a altura do rosto, e um discurso de qualquer pedestre inconformado com o desrespeito. “É a sinalização, meu filho!”. Mas a culpa não fora dele. Ouviu calado, cabisbaixo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;“Vamos vovô, vamos”, insistiu a pequena. Acabara de sair do colégio, já havia chamado a atenção de todos os colegas. A ambulância estacionou ao lado, os cuidados começaram com o sangue empapando os cabelos esbranquiçados, enquanto o bigode se mexia, freneticamente, como se pertencesse a um roedor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;O jovem entrara no carro, ainda de cabeça baixa. A movimentação caiu e o telefone continuava a tocar. O sol batia sonolentamente pela janela, mesclando um vento que trazia aquela constipação típica dos desavisados – ah, essas mudanças climáticas! A poça ficara ali, escurecendo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Outro baque. Seco.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-5913337507714906002?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/5913337507714906002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/07/baque-seco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/5913337507714906002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/5913337507714906002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/07/baque-seco.html' title='Baque seco'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-6272414579874311821</id><published>2011-07-05T06:38:00.000-07:00</published><updated>2011-07-05T06:39:09.576-07:00</updated><title type='text'>Relativo</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:applybreakingrules/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:usefelayout/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Table Normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Vocês ficaram?&lt;br /&gt;- Não – disse, fitando o próprio pé.&lt;br /&gt;- Vocês estão juntos?&lt;br /&gt;- Não – repetiu, sem movimentar qualquer parte do corpo.&lt;br /&gt;- Diga isso olhando nos meus olhos!&lt;br /&gt;- Não. NÃO! Satisfeito?&lt;br /&gt;- Não. Você gosta dele.&lt;br /&gt;- E se gostar?&lt;br /&gt;- Não existe “e se”, é simplesmente visível. Só você não percebeu.&lt;br /&gt;- Quem disse que não?&lt;br /&gt;- Então porque tenta esconder?&lt;br /&gt;- Por tudo que já respondi. E que é verdade.&lt;br /&gt;- Então pare de fantasiar. Criar uma realidade que não é sua. Pra quê fazer isso?&lt;br /&gt;- Pra viver.&lt;br /&gt;- Eu ainda não entendo.&lt;br /&gt;- Deve ser terrível viver todos os dias sem sentir o coração acelerando.&lt;br /&gt;- Isso não é viver, é morrer todos os dias.&lt;br /&gt;- Isso responde tudo que você precisava saber.&lt;br /&gt;- Mas você gosta de algo que não existe.&lt;br /&gt;- Existe, para mim sempre existiu e sempre vai existir. Eu o criei.&lt;br /&gt;- E acredita em algo que não existe. Ele não vale a pena.&lt;br /&gt;- Essa é a sua conclusão.&lt;br /&gt;- É a verdade. Não vê? Vai te machucar.&lt;br /&gt;- Eu não me importo.&lt;br /&gt;- Eu ainda não entendo. Por quê?&lt;br /&gt;- Porque já faz parte de mim.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-6272414579874311821?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/6272414579874311821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/07/relativo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/6272414579874311821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/6272414579874311821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/07/relativo.html' title='Relativo'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-6194284055742682472</id><published>2011-07-02T09:32:00.001-07:00</published><updated>2011-07-02T09:33:23.917-07:00</updated><title type='text'>A arte de conversar sério</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- Eu vou ficar bravo com você&lt;br /&gt;- O que eu fiz?&lt;br /&gt;- Eu estou bravo com você&lt;br /&gt;- E não vai falar o motivo?&lt;br /&gt;- Não é bravo, é chateado&lt;br /&gt;- Mas me conta... Por favor!&lt;br /&gt;- Ah, você sabe o porque...&lt;br /&gt;- Sei, mas quero ouvir de você&lt;br /&gt;- Você tá obsessiva&lt;br /&gt;- Isso é ciúme?&lt;br /&gt;- Também. Mas você continua obsessiva...&lt;br /&gt;- Claro que não...&lt;br /&gt;- Dizer “eu te amo, seja feliz”, é amor. Gritar “eu quero!”, é obsessão&lt;br /&gt;- Não, é “O Segredo”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;- risadas -&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;- Não creio nisso... Você não existe&lt;br /&gt;- Viu? Não é obsessão.&lt;/p&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-6194284055742682472?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/6194284055742682472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/07/arte-de-conversar-serio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/6194284055742682472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/6194284055742682472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/07/arte-de-conversar-serio.html' title='A arte de conversar sério'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-6318933406829196619</id><published>2011-06-29T19:33:00.001-07:00</published><updated>2011-06-29T19:33:47.107-07:00</updated><title type='text'>Tempestade</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;A noite começara calma, parecendo nosso primeiro contato. Andava lentamente, com os fones de ouvido intervindo na interpretação do ambiente. Tudo monótono demais. Andava olhando para o chão, filosofando qualquer coisa quando alguém, de repente, segurou minha mão. Foi intuitivo. “Fui eu que quis”, disse-me. E passamos a andar juntos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Três longas quadras se passaram, passamos. Quando percebi tudo se acalmar novamente. Paramos em uma esquina, ela deveria virar à esquerda. E eu? Bom, eu deveria continuar em frente. Não foi assim que ela tinha planejado, notei pela expressão que sempre fazia quando algo a aborrecia. “Não vem comigo?”, sentia muito, mas meu caminho agora era outro. E atravessei a rua antes mesmo que ela pudesse perceber. O sinal abriu para mim, estava fechado para ela. Agora o cruzamento era outro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;No meio da decisão, olhei para frente. Lá estava outra pessoa. Parada, no meio da rua. Confundindo a listra branca da faixa de pedestres, mesclando com o breu que a noite carregava. Uma chuva rala começava a cair. Prestei atenção à música que era sussurrada em meus ouvidos e dei mais alguns passos. Em outro cruzamento, o mesmo rosto. Não me importei e tentei seguir. A chuva ia aumentando gradativamente, resolvi parar por um momento, ver a água rolar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Sentei-me na entrada de um prédio quando algo adiante, no meio fio, roubou minha atenção. Observei por alguns instantes. A curiosidade fazia parte, sentei ao lado. “Você tá se molhando, por que está aí?”. Ela puxou meus fones de ouvido bruscamente. “Porque só assim você me notaria”. Olhei mais uma vez o rosto já familiar. O rosto da faixa, do meio fio, o mesmo rosto. Os olhos cor de guaraná. Levantei e, desta vez era minha vez de tomar uma decisão. Estendi a mão. As próximas quadras eu teria companhia. Até quando eu não saberia dizer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-6318933406829196619?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/6318933406829196619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/06/tempestade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/6318933406829196619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/6318933406829196619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/06/tempestade.html' title='Tempestade'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-3772752795040647941</id><published>2011-06-28T05:06:00.001-07:00</published><updated>2011-06-28T05:06:58.815-07:00</updated><title type='text'>Azul</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;É que nunca usava roupa que não fosse preta. Ou roxa. E você lá, com aquele seu jeitão, sempre dizia “escolhe a azul”. Mas ah... Pra quê a azul? É feia. Me deixa gorda. Azul não. Eu sei, eu sei você gosta de azul. Mas você é você e eu prefiro minhas blusas escuras. Ah, tudo bem se você quiser me dar qualquer peça de roupa azul. E você sabe, não vou usar pra te agradar. Você gosta de mim ou do azul, afinal? Que coisa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Tô mais bonita hoje? Ah, essa blusa azul... Que diabos. Fico bem de azul? Tudo bem então, pouco importa. Se quiser, pode usar aquela sua blusa de lã azul royal. Horrorosa. Sempre te falei que blusa com listra deitada no meio é coisa de tiozão né? Poxa, você tem 17 anos! Para de usar essas roupas. E por favor, pare de pedir para que eu use azul. Eu não fico bem de azul.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;É nova essa, é? Listrada, de novo? Escolhe outra coisa. Olha o tanto de roupa parecida que você tem no guarda roupa. Senhor! Até a coleira da cachorra é azul? Pra quê fazer isso? Que obsessão. Toalha azul, tênis azul, colcha e travesseiro... Olha só esse céu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Essas situações que aparecem na mente, que às vezes parecem jogadas às traças... Engraçado o cérebro guardar... O maldito azul! Quando me olhei no espelho, vestindo aquela camisa country azul, tentei adivinhar o que você diria. A última vez que te vi você não tinha mudado tanto. Ainda parecia ter 17 anos. Baixinho igual. E olha que progresso! Trocou as listras por xadrez... Azul. Tudo bem, nunca admiti, mas você fica bem de azul. Eu passei a concordar contigo alguns poucos anos depois.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Mas só concordei porque você não vai me dizer para continuar usando roupas azuis. Aquelas velhas blusas de frio, listradas e feias, que você me emprestava quando ventava forte... Bem, ainda estão no guarda-roupa. Provavelmente você nunca mais as verá. Possivelmente já tem outras, completamente iguais. E provavelmente outra pessoa fique bem de azul agora. As situações mudam, nós sabemos... Mas eu duvido que você goste de outra cor hoje em dia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-3772752795040647941?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/3772752795040647941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/06/azul.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/3772752795040647941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/3772752795040647941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/06/azul.html' title='Azul'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-9003906600606877005</id><published>2011-06-22T19:31:00.000-07:00</published><updated>2011-06-22T19:32:47.538-07:00</updated><title type='text'>O tempo é o tempo que o tempo tem</title><content type='html'>&lt;div&gt;É que eu não tenho muito a oferecer&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Não tem problema, fique um pouco&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De verdade, não quero dar trabalho&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Mas não nos vemos há quanto tempo? Bastante o suficiente para você esperar&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Melhor não, agora não&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Eu sei, também não tenho lá muita coisa a oferecer que faça você ficar...&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não é isso&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;E que tem um mundo lá fora te esperando, eu entendo&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não é isso, já disse&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;A porta está aberta para você ir&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vai me escutar?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;E se quiser um dia voltar, continuará aberta&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para com a teimosia...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;De verdade, prometo não lembrar que você veio&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas não é questão de não querer ficar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;É o tempo, eu sei... É o melhor presente que podemos ganhar né? Não o desperdice aqui...&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Claro que você merece tempo, o tempo que for... É isso que to querendo te dar...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Até parece que não me conhece&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Você não esperaria, não é?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Esperar é pra quem tem tempo, e eu não o tenho&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas estou aqui, querendo te dar o meu tempo...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Não é o suficiente, porque eu já estou desperdiçando o que é seu. Você tá atrasado.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu te disse que não tinha muito a oferecer. O que mais é preciso?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Você não ia embora? Você deixou uma porta aberta lá atrás...&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu tô de mudança...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;E vai pra onde?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não sei, o tempo vai decidir...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Mas você não me deu o seu tempo?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora quem decide é você.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-9003906600606877005?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/9003906600606877005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/06/o-tempo-e-o-tempo-que-o-tempo-tem_22.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/9003906600606877005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/9003906600606877005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/06/o-tempo-e-o-tempo-que-o-tempo-tem_22.html' title='O tempo é o tempo que o tempo tem'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-8006999433578780287</id><published>2011-06-21T19:45:00.000-07:00</published><updated>2011-06-21T19:46:39.491-07:00</updated><title type='text'>Guia</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;O que aqueles olhos confirmavam, não saberia responder. Jamais. É certo que o brilho que ali se intensificava garantia-me coragem o suficiente para adiantar um passo. E o medo diluía-se em tal poço tão negro de segredos e contradições. Lia-me. Movia o universo com uma piscada e, ainda assim, tremia o chão do meu mundo com um único direcionamento do olhar. Ao encarar os meus. E a força que me dava, e as palavras proferidas pelo não dito. O silêncio era cúmplice da esfera que se formava. Narrava, ainda que na melodia sondada pelo vento, o que não conseguia dizer. E seguia adiante. Insistindo em manter contato visual, em fazer prevalecer o que as batidas do coração acelerado contrapunham o sistema racional. Induzia-me. Caminhava. Instintivamente direcionava ao que não conhecia. A narração, os pontos brilhantes, findados na escuridão. Escuridão incólume. Presente nos dois círculos que me acompanhavam. E acompanhariam se assim fosse da vontade, além de qualquer outra cor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;E as pupilas esverdeadas tanto quanto a copa das árvores de folhas secas. Azuis, tal qual o céu de baunilha ao amanhecer. Queimado tanto quanto o outono, de folhagens enfeitando as calçadas levianas da própria estrada. O contorno do que se pretende. Aqueles olhos poderiam ser tudo, e o nada. Inteligível e terno. Incompreensível, insano, improvável. E por deixar de ser, era tudo o que se propunha. A tudo que observava, e dialogava com o silêncio, com as composições de cores e vazios que prevalecia. No olhar mais doce e mais instigante que eu teimava em decifrar. No sombrio oblíquo. Profano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;*Do aglomerado de textos "&lt;b&gt;preto &amp;amp; branco&lt;/b&gt;" (26/10/2010)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-8006999433578780287?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/8006999433578780287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/06/guia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/8006999433578780287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/8006999433578780287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/06/guia.html' title='Guia'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-5357732927079842525</id><published>2011-06-18T12:03:00.000-07:00</published><updated>2011-06-18T12:35:22.970-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Adele Adkins'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Glee'/><title type='text'>You're gonna wish you never had met me</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Foi em uma tarde de sábado, com o vento chacoalhando a cortina do quarto. Era quase fim de junho, as discussões arrebatavam minha caixa de e-mails com um assunto que deixara todos indignados. Lia uma revista online, tentando esquecer um pouco desses problemas. O que sempre digo: Chega! Cansei! Mas é que... Não é tão simples assim se livrar do que ocupa espaço na mente. E a gente sempre mente nessas ocasiões.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Mas deixemos os problemas de lado. Falemos de coisa boa. Estava eu, debaixo das cobertas, a meia luz de uma meia tarde, com meio pensamento no que havia acabado de encontrar: uma mescla de soul, funk, blues. Um vozeirão que me conquistou assim, imediatamente. Quem era ela, céus?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Aquela música me fez lembrar um episódio do Glee, em que “Rolling In The Deep” fora entoada por Rachel Berry (Lea Michele) e Jesse St. James (Jonathan Groff). Assisti aquele episódio pelo menos três vezes (voa-lá, a segunda temporada acabou, o que mais eu faria se não repetir episódios?), e toda vez me arrepiava naquele dueto. Foi quando o ex-namorado da Rachel voltou do nada para pedir desculpas (aí se você ficou perdido na colocação, vá assistir ao seriado, por favor!).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Ouvi uma, duas, três vezes a música original. Agora na voz dela. Será? Pesquisei um pouco: Adele Laurie Blue Adkins tem 23 anos. Ganhou prêmio de artista revelação em 2008. E ora essa, porque carga d’água veio se revelar na minha vida só agora? Foi daquelas pessoas que surgem com a internet: tinha uma página no myspace, provavelmente numa tarde sem muito o que fazer algum anjo da guarda descobriu que a menina tinha talento e... tcharam! O contrato foi assinado, assim, como se fosse um capítulo de novela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essa idade, com uma voz dessa e com todo esse talento e visível sucesso. Vamos agradecer as facilidades digitais, né?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Vou negar que estou aplaudindo de pé o desempenho de Adele? Jamais. Gostaria de convidá-los a terminarem esse sábado, esse domingo e daqui em diante... A aplaudirem de pé também o último CD dela, batizado com a idade em que o gravou: “21”. Prova de que a mágica da dor pode ser transformada em algo digno de 11 faixas. Como a letra da canção a seguir diz, "Turn my sorrow into treasured gold" (&lt;i&gt;Transforme o meu sofrimento em ouro precioso&lt;/i&gt;). E transformou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;b&gt;Rolling In The Deep - Adele&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/rYEDA3JcQqw" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Rolling In The Deep - Glee Cast&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/vudBuaIiFcM" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;E se quiser ir além, temos (viva a internet!) todo o show de Adele em Paris disponibilizado no youtube. Achei essa coisa LINDA no post do Alexandre Inagaki, &lt;a href="http://www.interney.net/blogs/inagaki/2011/04/06/adele_em_paris_show_completo_no_youtube/"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-5357732927079842525?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/5357732927079842525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/06/finally-i-can-see-you-crystal-clear.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/5357732927079842525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/5357732927079842525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/06/finally-i-can-see-you-crystal-clear.html' title='You&apos;re gonna wish you never had met me'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/rYEDA3JcQqw/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-1850688369678058747</id><published>2011-06-15T20:25:00.000-07:00</published><updated>2011-06-15T20:40:41.767-07:00</updated><title type='text'>Despótica</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Era como algo feito de cristal. Aquela doce criança de olhos grandes e cabelos cacheados. Guiava-me com seu rosto angelical e enganava muito bem com aspecto tão inocente. Foi por louvar tal imagem por tanto tempo que nem percebi o que de fato alimentava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, não raro, essa criança resolvia escapar. Tinha sede de conhecer um pouco a minha realidade, verificar o mundo real a qual não pertencia. Deixava transparecer que era doce até o momento em que tinha liberdade o suficiente para guiar-me pelo impulso. Era mimada demais. Esperneava quando não tinha o que queria. Berrava. Isso refletia nas minhas enxaquecas constantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixá-la de castigo nunca foi opção viável. Era pior. O estágio em que estávamos acostumados a lidar com ela – eu e minha razão – já impossibilitava conter os ataques cada vez mais presentes no meu cotidiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt; Encarar aquela criatura de aparência infantil e inofensiva ainda enganava. Enquanto um lado advertia, o outro sorria e estendia a mão, permitindo que o bebê viesse a crescer. Mas o fim disso tudo, sabia bem: cresceria até onde deixasse, e se não o parasse agora, tomaria conta de vez de toda a minha vida.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt; Afastaria quem agora eu mais queria perto. Convenceria de que o passo em falso era a melhor forma de remediar, e que o perdão, repetido inúmeras vezes, jamais cansaria aqueles que nutrissem algum sentimento por mim. Desculpas? Me pego proferindo todos os dias o mesmo pedido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt; Estou inclinada a aceitar mais ordens de uma criança birrenta, que insiste em permanecer intocada dentro de mim. Que insiste em me colocar em situações desfavoráveis, desconfortáveis. Que insiste em afastar o que tenho de melhor. E afirma que o ciúme é bom. Insiste que tudo isso deveria ser mais fácil. Que grosserias fazem parte. E que ordens são proferidas para serem aceitas. Quer atenção, quer sobrepor qualquer manifestação contrária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grito. Assustada, ela chora incontida. Promete não fazer outra vez. E não vai, não agora. Nunca mais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;O grito é abafado. Sufoco-lhe até não poder ouvir seu choro. Até ter certeza de que agora serei só eu. E o coração.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-1850688369678058747?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/1850688369678058747/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/06/despotica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/1850688369678058747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/1850688369678058747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/06/despotica.html' title='Despótica'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-5820868054718582844</id><published>2011-06-14T11:59:00.001-07:00</published><updated>2011-06-14T12:37:06.053-07:00</updated><title type='text'>Mais do mesmo</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;O cheiro parecia o mesmo, aquele que ficara na roupa depois de tanto tempo. Um afago na memória mais recente que conseguiu encontrar, naquele emaranhado de artigos e textos jogados sobre a mesa. A vida, fazendo menção ao típico prazer de trabalhar na bagunça, estava assim: de pernas para o ar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;E o que é que vou fazer agora?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;As canetas bic, os rabiscos nos textos de tanta gente, a fotografia grampeada no mural ao lado. Os compromissos remarcados em papéis coloridos, tampando a visão de qualquer monitor de 20 polegadas. Era mais que uma tarde turbulenta de trabalho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Olhou sem vontade à manchete do jornal. Coisa pouca. Mais ricos, nós? Ah, conta outra. A vida de todo mundo é uma bagunça. Friccionou os dedos na têmpora, tentando relembrar desde quando estava ali, presa naquele minuto. Compensada de afazeres, dizimada de vontade e, ainda assim, em movimento. Porque uma vez disseram, que o que importava mesmo era se mexer – não importava como.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Estagnou: era impossível. Poeira, adesivos, telefone que não para. Quando iria parar? Tudo isso? Pior ainda. Quando é que tudo isso começou? A porta abre. O grito ecoa. Faz, faz, faz. É pra fazer tudo isso até as 18h, entendeu? Os prazos são seus. A olheira e o café na caneca com o meu nome. Já frio claro. Era esse mesmo o nome ou peguei por engano novamente? O compasso na hora de andar já não era o mesmo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Ranger os dentes não adianta quando a vontade é berrar. Quando não se suporta mais ouvir o motor do carro funcionar, aspirar aquele frio seco da mesma cidade... Há tanto tempo a mesma cidade. E eu que pensava que seria tudo diferente. Os mesmos olhos, o mesmo sorriso, o mesmo sentimento. Eu ansiava mais, eu podia mais. Merecia ter. O quê?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Ah é, tanta coisa... Que é fácil perder as contas. O que eu estava falando mesmo? Grampeio mais papel, guardo no envelope. Está pronto. E você, pronta? Bato o ponto, deu o horário. Está pronta? Fecho a porta, como se não fosse mais voltar. Não pego o mesmo caminho de volta, corro. Respiro, e respiro mais uma vez. Dá para mudar?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Dá pra ser agora?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small; "&gt;Tá cansada, senta&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small; "&gt;Se acredita, tenta&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small; "&gt;Se tá frio, esquenta&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small; "&gt;Se tá fora, entra&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small; "&gt;Se pediu, agüenta&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small; "&gt;&lt;b&gt;Lenine - Do it&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-5820868054718582844?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/5820868054718582844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/06/mais-do-mesmo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/5820868054718582844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/5820868054718582844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/06/mais-do-mesmo.html' title='Mais do mesmo'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-775832738241929963</id><published>2011-06-13T20:34:00.001-07:00</published><updated>2011-06-13T20:34:28.316-07:00</updated><title type='text'>É que...</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- Sabe quando um turbilhão de perguntas invade a mente?&lt;br /&gt;- Sei.&lt;br /&gt;- E quando você menos espera já roeu todas as unhas que tinha, pensou em tudo que podia e o que não podia...&lt;br /&gt;- Mas é só perguntar...&lt;br /&gt;- Como se fosse fácil.&lt;br /&gt;- O quê, quem, quando, onde, como e por quê?&lt;br /&gt;- É isso que faço todos os dias.&lt;br /&gt;- Como pode dizer que é difícil perguntar?&lt;br /&gt;- Quando se encarna uma profissão é diferente. A minha pergunta não tem esse tamanho.&lt;br /&gt;- Se não tem esse tamanho, que tamanho tem? Onde cabem essas dúvidas?&lt;br /&gt;- Ah se eu soubesse dizer.&lt;br /&gt;- Uma vez não te disseram que o ‘não’ você já tem?&lt;br /&gt;- Não é o ‘não’ que eu temo.&lt;br /&gt;- O que é, então?&lt;br /&gt;- Tenho medo que por um descuido do destino, os anjos digam amém.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-775832738241929963?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/775832738241929963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/06/e-que.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/775832738241929963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/775832738241929963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/06/e-que.html' title='É que...'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-2040886924401850021</id><published>2011-06-10T22:31:00.001-07:00</published><updated>2011-06-10T22:35:10.225-07:00</updated><title type='text'>Da coleção de vasos...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/--7S4onmjYtg/TfL-fuMAFJI/AAAAAAAAAbQ/MJbC0bC9oiA/s1600/DSC_0165.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://3.bp.blogspot.com/--7S4onmjYtg/TfL-fuMAFJI/AAAAAAAAAbQ/MJbC0bC9oiA/s320/DSC_0165.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5616831506212197522" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Acabara de completa 91 anos. O mapeamento do rosto já era resultado de sulcos escavados pelo tempo. Embora a estrutura fosse mais frágil que a tenra idade, os olhos mantinham a mesma cor de chá de outrora. Aquela vitalidade há muito esquecida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;A comemoração pelo quase século de vida era compartilhada com a região da casa que mais apreciava – aquela que ninguém poderia chegar perto sem sentir um mínimo de ciúme vindo da senhora. Talvez fosse típico das avós manterem um jardim florido – não nessa história. O ambiente era iluminado o suficiente e colorido excessivamente. Os vasos eram espalhados por toda a parte. Já havia saído até no jornal uma vez. Onde é que já se viu alguém colecionar vasos?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;O neto mais novo a acompanhava – sob extrema atenção – na hora de aguar as plantas, todas as tardes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- Vó, por que a senhora não joga fora esse aqui?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Rispidamente tomou-lhe o vaso das mãos. Era simples, de barro. Comparado aos outros, não se encaixava ali.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- De forma alguma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- Mas não tem nada plantado nele.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Ofendida, guardou o pequeno vaso a altura do peito. Onde pudesse mantê-lo em segurança.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- Mas é claro que tem. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- Prefiro os outros – opinou sem querer prolongar a discussão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Em algo deveria concordar com o menino: era mesmo incomparável aos outros. Era único. Não poderia pertencer a uma coleção, era especial demais para isso. Exigia mais cuidados – não que realmente fossem necessários, mas a atenção voltada a um simples vaso remetia às lembranças plantadas ali. Remetia ao que representava. Pouco importava do que era feito, qual era a forma exata e quantos anos estava guardado. Ela sabia bem da importância que tinha. Quando, mergulhada em pensamentos, foi pega de surpresa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- Está pensando em quê? – duas mãos enrugadas apoiaram-se diante de um par idêntico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Levantou os olhos e sorriu, - Pensando que este vaso foi o começo de tudo...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- Não é hora de nostalgia. Você sempre foi muito nostálgica. Tá esfriando, vamos entrar...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;A enfermeira acompanhou-a até o quarto. Normas da casa que agora freqüentava, do asilo que tanto temia habitar. Sentou-se na cama, apoiando-se no criado-mudo. Encarou o porta retrato feito em bronze ali em cima. A idade não faria com que aquele sorriso fosse apagado da memória facilmente. Lembrou-se de datas, de estradas e histórias. A dor inflou o peito ao recordar, fitando duas alianças no dedo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Sabia agora o que responder ao neto se voltasse a questionar o vaso de barro... Acabara de encontrar o que estava procurando.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-2040886924401850021?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/2040886924401850021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/06/da-colecao-de-vasos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/2040886924401850021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/2040886924401850021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/06/da-colecao-de-vasos.html' title='Da coleção de vasos...'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/--7S4onmjYtg/TfL-fuMAFJI/AAAAAAAAAbQ/MJbC0bC9oiA/s72-c/DSC_0165.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-2116167323561407061</id><published>2011-06-04T16:42:00.000-07:00</published><updated>2011-06-04T17:02:13.178-07:00</updated><title type='text'>Eu Tenho INTERNET</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Já ouviram falar de Nellie Bly? Jornalista americana, ela deu o primeiro passo nas reportagens investigativas. Se disfarçava, convivia, conquistava a confiança das pessoas e assim, atingia seu objetivo de reunir depoimentos importantes para desenvolver as reportagens.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Bom, é claro que não somos nenhuma "Bly", não nos disfarçamos para atingir nosso objetivo mas... tivemos de treinar um olhar sensibilíssimo. Ficarmos atentos aos depoimentos constantes de pessoas ao nosso redor. Treinar a memória. E, principalmente, treinar nosso lado mais humano.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Desde o início do ano estamos trabalhando para a realização de uma revista laboratório. Eu Tenho Profissão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;E eu achando que só o trabalho da revista laboratório desenvolvida pela turma do terceiro ano de jornalismo do Cesumar já era mais que suficiente. Ledo engano. O que seria da definição do tema, da distribuição de pautas, dos primeiros contatos, da vivência, da produção fotográfica e agora, etapa final, da distribuição de todo esse material rico em páginas de revista, se não tivermos trabalhado outro âmbito no jornalismo? Ah, a internet! Como faz milagres para nós, entusiastas na profissão. Foquinhas adestradas, que batem palma a cada mínima tarefa concluída.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Trabalhar com tanta informação e um texto longo, denso, é um desafio e tanto. Como comprimir os dias de vivência em um trabalho em que ainda não tínhamos contato? No meu caso, acompanhar os serviços do educador de base e da abordagem de rua rendeu mais para mim do que provavelmente vai render para o leitor. Compartilhar mais conteúdo no texto? A Rosane, professora que coordena a revista, nos mataria em dois palitos. Não tenho dúvida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;E caiu do céu, como se fosse criação divina: pudera, ideia de Deus. Criaríamos um blog de making off, com atualizações diárias... e por enquanto vamos preparando o terreno para que você possa se deliciar com nossas reportagens – tanto quanto a maioria se deliciou e se deslumbrou realizando esse trabalho. Quer acompanhar também? Não custa nada e o tempo de conexão no link é ilimitado :)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Você pode clicar &lt;a href="http://eutenhoprofissao.blogspot.com/"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-2116167323561407061?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/2116167323561407061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/06/eu-tenho-internet.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/2116167323561407061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/2116167323561407061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/06/eu-tenho-internet.html' title='Eu Tenho INTERNET'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-5290818508046417561</id><published>2011-06-03T20:32:00.001-07:00</published><updated>2011-06-03T20:32:53.269-07:00</updated><title type='text'>Desabafo</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;E então de repente você vem. Reaparece do mesmo modo como entrou na minha vida: assim, do nada. Fala em saudade, fala de lembranças, oferece nossas memórias compartilhadas... Tenta resgatar, por um vão espaço de tempo, o que foi nosso durante alguns momentos. Claro que, como sempre, permaneço na defensiva. Tento de alguma forma parecer educada dizendo que... acabou. É, você entende? Acabou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Digo que eu sou assim, que permaneço na vida das pessoas o tempo que acho necessário. Fico e vou – como você disse, nas memórias. Mas continuo andando, tentando não olhar para trás. Tentando não lembrar o sorriso de canto de boca, daquele menino tímido sentado no banco do shopping. Daquele menino que eu achei que poderia arriscar algo e... passou. Como deveria passar. Eu passei.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Sigo em frente, atravessando a vida de outros como o fiz com a sua vida. Como nós fizemos. Um dia talvez pague por toda essa indiferença que faço, por vezes, por alguns instantes. Por essa euforia que apaga de repente, que o interesse diminui, em que eu enjôo de brincar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Talvez um dia me pegue novamente servindo de brinquedo para alguém, e entenda o que você quis dizer com saudade...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Saudade daquela que parecia ser doce. Que parecia ser perfeita pra você. E não era.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Era... humana.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-5290818508046417561?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/5290818508046417561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/06/desabafo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/5290818508046417561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/5290818508046417561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/06/desabafo.html' title='Desabafo'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-4388395771981768930</id><published>2011-05-23T19:10:00.000-07:00</published><updated>2011-05-23T19:11:15.147-07:00</updated><title type='text'>Da mesa posta</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;O dia amanhece e escuto a chaleira apitar. O café está na mesa. O que nos une por mero acaso, na casa que não nos pertence. A alma vagueia, arranhando o assoalho que construímos. Tilintando os cristais da prateleira, pretejando a prata na gaveta. O que era pra ser. O sonho feliz, o vestido branco, as juras eternas... E nada mais que um café.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt; Levantei novamente, sem saber o que ela tem. Faço café na medida em que ela gosta: quatro colheres de pó, bem cheias. Cinco de açúcar. A mesa está posta, o pão quente, a manteiga derretendo. Lavo a caneca de louça que mais lhe agrada, aquela que comprei como primeiro presente... Quando tudo ainda era amizade. Voltar é uma questão de tempo, as almas sempre vagueiam.&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Não sinto vontade de levantar. Ele não está do meu lado como antes, ou eu vejo coisas distorcidas? O pé quente toca o assoalho frio, e o inverno mal começou. O rastro aponta para o banheiro, o espelho aponta para o fracasso. Os cabelos oleosos, os olhos opacos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;b&gt;Perdeu-se no brilho que tinha no sentimento tenro na medida em que crescia. Tudo lhe parecia natural no início, a carreira era um plano. Compartilhávamos da mesma fatia, saboreávamos da mesma conquista. Até subir, até alcançar o céu. Era mais que tudo, que os outros, que se perdeu de si. De tanto que quis, teve. E perdeu o brilho nos olhos. Perdeu o sorriso nos lábios. Perdeu a fé em si mesma.&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;O apoio que tinha já não era o mesmo. Eu queria mais e mais, insaciável. Inabalável. Era questão de crença, e ele não crê – que podemos e conseguimos. As unhas roídas, sinal de desleixo. Roupa amarrotada, cama sem trocar. Já era hora de desvencilhar, cada um seguir o próprio rumo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;b&gt;Meu único objetivo era estar do lado dela agora.&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Já não importa mais quem sou agora. O amor passou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;b&gt;Ela não crê&lt;/b&gt;. Ele não crê.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Do amor que ficou, partiu, restou. As pratas da casa, os cristais no armário. A vida que não se viveu. O egoísmo que trilhou o próprio destino. Sentados, à mesa posta. De café, embora doce, descendo amargo. Daquele gosto que não mais compartilhavam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Estranhas almas vagando.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-4388395771981768930?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/4388395771981768930/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/05/da-mesa-posta.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/4388395771981768930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/4388395771981768930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/05/da-mesa-posta.html' title='Da mesa posta'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-4110369161928135056</id><published>2011-05-12T05:56:00.000-07:00</published><updated>2011-05-13T13:35:52.406-07:00</updated><title type='text'>Reprovação</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse;"&gt;&lt;div&gt;É como se o mundo só fizesse sentido naqueles tons, de marrom e roxo. Dois planetas empilhados, um no colo do outro. Como um abraço. Mesclando os tons, fantasiando com um chapéu de palhaço. Olhava para aquela cena tão irreal agora, tão distante; Com os pensamentos vagando. Pelo choro entalado na goela. Pela gotícula querendo saltar, em efusivo suicídio.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acabara de absorver o que havia me passado. Entrar naquele carro sempre me amedrontou. Ajeitei o banco de modo que alcançasse a embreagem, ajeitei o retrovisor, coloquei o cinto de segurança. Estava pronta. Dei partida, tirei o freio de mão. Era fácil, já fizera repetidas vezes... que não notei a falha tão próxima. Que mal notei minhas mãos trêmulas, meus pés batendo insistentemente no chão do veículo. Justo agora, que queria tanto me livrar desse peso. Desse medo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Olhei pelo retrovisor, lá estava ele. Uniformizado, usando óculos escuros daquele estilo aviador. Ao encarar, fiquei surpresa. O medo assumia outra forma. De menina assustada, aquela loirinha ali dentro do carro. Errando os passos, perdendo o tempo, eliminando o resquício de equilíbrio que lhe restava.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pare o carro. Desligue-o. A voz era quase robótica.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A situação já estava longe, sentia o coração parando ao virar a chave. Havia desligado o carro. Me desligado completamente. E veio, aquele moço gigantesco e outro menorzinho, em sinal de solidariedade com a colega que acabara de conhecer, tentando proferir algumas palavras de conforto. O abraço coletivo e o desejo de boa sorte até poderia comover aquela estátua. Aquela cena congelada. O conforto que não veio. A frustração agora, sentada ao meu lado naquela lanchonete dividia comigo um sorvete. Sorvete de uva ao creme e brigadeiro. O palhacinho que sorria para mim. O reflexo que zombava de mim. Aquele medo velho conhecido.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-4110369161928135056?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/4110369161928135056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/05/reprovacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/4110369161928135056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/4110369161928135056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/05/reprovacao.html' title='Reprovação'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-2694974639494128196</id><published>2011-04-30T20:11:00.001-07:00</published><updated>2011-04-30T20:11:58.740-07:00</updated><title type='text'>Lá</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Onde é que fica a carceragem, moço?&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Fim do corredor, à direita&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Obrigada&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Tá indo pra onde, posso saber?&lt;br /&gt;Ahn, Oi.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Preciso entrar na carceragem&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Tão revistando as celas, é urgente?&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Caso de vida ou morte&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Mas do que você precisa mesmo?&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Uma informação&lt;br /&gt;Importante, é?&lt;br /&gt;De verdade&lt;br /&gt;Já tive a sua idade&lt;br /&gt;Você sempre carrega esse rádio?&lt;br /&gt;Ossos do ofício&lt;br /&gt;Tá aí&lt;br /&gt;Obrigada mesmo&lt;br /&gt;Não há de quê&lt;br /&gt;Pronto?&lt;br /&gt;Eu precisava voltar com isso&lt;br /&gt;Coisa simples, quando precisar, pode falar comigo&lt;br /&gt;E você quem é?&lt;br /&gt;Você sabe quem eu sou&lt;br /&gt;Não acredito que seja&lt;br /&gt;Pois sou&lt;br /&gt;Verdade?&lt;br /&gt;Assentiu com a cabeça&lt;br /&gt;Não posso acreditar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-2694974639494128196?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/2694974639494128196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/04/la.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/2694974639494128196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/2694974639494128196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/04/la.html' title='Lá'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-8156191696939729204</id><published>2011-04-17T16:38:00.000-07:00</published><updated>2011-04-17T16:48:09.984-07:00</updated><title type='text'>Luz que é bom...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-KKg6aNqcSus/Tat6FeNq5tI/AAAAAAAAAZ4/lDlJUb46kCs/s1600/DSC_0015.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 266px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-KKg6aNqcSus/Tat6FeNq5tI/AAAAAAAAAZ4/lDlJUb46kCs/s400/DSC_0015.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5596701196366309074" /&gt;&lt;/a&gt;Ok, hoje é o último dia da 16ª Festa da Canção em Maringá. Mas essa foto é de quinta-feira (14), quando o clube do carro antigo se reuniu ali na praça como de praxe, uma vez ao mês. Como fui fotografar o encontro, penei por conta da falta de luz. Achei que era reclamação só minha, mas ouvi muita gente falando da péssima iluminação do estacionamento em frente aos correios, bem no centro da cidade. E logo se vê: das quatro lâmpadas que deveriam, no mínimo, iluminar o local, sobrou uma. Restou aos veículos de mais idade abusarem do farol, mesmo que estacionados.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ainda em tempo, o movimento da festa atraiu mais associados do clube para exibirem os carangos. Para quem esperava a média de 25 carros, foi surpreendido por mais de 40. Legal que sempre aparece gente curiosa, querendo ver motor, saber o ano... Felizmente a deficiência na iluminação não desfavoreceu a participação dos maringaenses.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-8156191696939729204?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/8156191696939729204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/04/luz-que-e-bom.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/8156191696939729204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/8156191696939729204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/04/luz-que-e-bom.html' title='Luz que é bom...'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-KKg6aNqcSus/Tat6FeNq5tI/AAAAAAAAAZ4/lDlJUb46kCs/s72-c/DSC_0015.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-6157389723384263989</id><published>2011-04-08T20:20:00.000-07:00</published><updated>2011-04-08T20:21:21.279-07:00</updated><title type='text'>Roda de cores</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;É que as cores fazem tanto sentido como se nada fizesse. Capiche? É, complicado. Azul, amarelo, vermelho! Primária, eu? São elas! Tão lindas... Vêm, vem e se junte a nós: verde, laranja, roxo, cor-de-rosa, marrom. Azul escuro, azul claro. Verde limão, amarelo canário. Verde água! Azul ciano. Salmão. São todas... por assim ser. O que é pra mim, é pra você? E gira roda vida. Paleta de cores vivas. Tanto que nem sei, arco-íris com precisão. Óculos de sol e escuridão... O sol, amarelo. Lua crua, lua nua, lua azul. De queijo. Amarelo. Psicodelia que às vezes me leva a duas dimensões compostas por preto e branco. Abertura de texto? Pretexto. Pra quê? Pintar... de cinza.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;E que graça teria agora, meu momento dividido, minha vida em euforia... não fosse essa amizade. Essa amizade colorida?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-6157389723384263989?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/6157389723384263989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/04/roda-de-cores.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/6157389723384263989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/6157389723384263989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/04/roda-de-cores.html' title='Roda de cores'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-6214893361529370946</id><published>2011-04-02T19:37:00.000-07:00</published><updated>2011-04-02T19:42:37.527-07:00</updated><title type='text'>Adiante</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O estalo do texto nasce com o inesperado. Na cabeça brota um fiozinho de dizeres bonitos, que narram o que os olhos prevêem. A noite sorrateira, o vento levemente gelado e o som ecoando na rodovia dos pensamentos infundados. Sem direção. Ouso olhar ao redor infinitas vezes. “Está procurando alguém?”. “Não” – mentira. E de tantas outras mentiras que teimo contar para meu próprio reflexo, na esperança vã de uma crença momentânea. Confio na credibilidade dos dizeres, na força de vontade de que aquilo funcione, no fato proclamado com tanta convicção. Mas não creio no que os olhos escondem, no opaco sorridente que vibra a cada calúnia disseminada. Carma.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;E o tempo conspira, passa depressa. O som cada vez mais distante, e os olhares perdidos dentre tantos outros perdidos na noite - qualquer, de tantas qualqueres, da vida à mercê da espera. Do que nunca virá. “Está por aí, eu sei”. E por saber, meus pés tremelicavam em nítida manifestação de irritabilidade. E estava. Em algum canto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Corpos balançavam, ao ritmo disritmado da melodia. Do hipnotismo dos acordes, no dobrar dos joelhos acompanhando os batuques. Do olhar buscando outrem, na massa homogênea em características. Fitei os pés, desfitei o que tinha em mente. Olhei adiante e permaneci.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A atmosfera já me fazia absorver as ações frenéticas dos demais. Um ritual. Sabiamente olhei para o lado, ao longe. Avistei rostos transfigurados, desfigurados e figurados. A troca de olhar foi iminente, atravessando chapéus, cabeças e zumbis que balançavam. Eu já havia decorado aqueles olhos e o que diziam. Outra vez. Busquei o som, em sintonia, e repeti os mesmos gestos dos demais. Era só mais um. Olhar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; "&gt;&lt;i&gt;*Do aglomerado de textos intitulado "Preto &amp;amp; Branco"&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-6214893361529370946?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/6214893361529370946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/04/adiante.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/6214893361529370946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/6214893361529370946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/04/adiante.html' title='Adiante'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-8413139015878813303</id><published>2011-03-25T09:37:00.000-07:00</published><updated>2011-03-25T09:38:45.081-07:00</updated><title type='text'>Silenciosamente</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;A exaustão fez com que seu afastamento fosse repentino. Até respirar exigia algum esforço daquele que já contemplava alguns fios de cabelo branco na cabeça. Precocemente. Passou a desgostar do que antes lhe completava o perfil original. Festas, amigos, bebedeira, bons diálogos. Tinha preguiça de prosseguir com algum bate-papo. Injuriava-lhe o tempo que gastava nos ônibus da vida, com conversas tão infundadas dos passageiros que não conseguiam falar de outra coisa. Assuntos pertinentes só chamavam a atenção quando era para discutir algo que envolvia desgraças mundanas. Hábito moldado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Acostumado ao próprio silêncio, já em tenra idade transfigurava o adolescente tagarela em uma sombra sorrateira, que só fazia acompanhar a movimentação ao redor. Em casa, afundado em depressão não identificada, evitava proferir muitas palavras. O silêncio já era companheiro mais que suficiente para suas aventuras em livros comprados pela internet ou raridades de sebos e outras coisas que apreciava. Era um homem só. Puxavam assunto na portaria do edifício em que trabalhava. Acenava com a cabeça. Só sabia discordar ou concordar com movimentos de pescoço. Criticava mentalmente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;A atmosfera parecia demasiadamente inferior ao que ele poderia transpor à sociedade que o transformava. Isolava-se. Mantinha contato com outrem monossilabicamente, embora não fossem diferentes: tinham necessidade de treinar a fala. Ele não - desprezava. Poderia ter nascido mudo, continuaria fazendo o que bem fosse da mesma forma que sempre o fizera: cabisbaixo, discreto e indiscutivelmente bem feito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Não se importava muito com o que acontecia diante dos olhos turvos. A única necessidade que via era produção, (auto) reconhecimento e aquilo que já sabia bem: não pertencia a este mundo. Seu fim já decorado estampava os sonhos de todas as noites. Monocromáticos e cinema mudo, onde o herói deixava de salvar alguém atado aos trilhos do trem – ele próprio lançava-se de encontro ao maquinário. A única forma que encontrava de fixar os sonhos que nutria. O baque seco, a história sem enredo, sequenciada por formações de imagens. O silêncio fiel.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;*Do aglomerado de textos intitulado "Preto &amp;amp; Branco"&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-8413139015878813303?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/8413139015878813303/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/03/silenciosamente.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/8413139015878813303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/8413139015878813303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/03/silenciosamente.html' title='Silenciosamente'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-675594733296447520</id><published>2011-02-16T07:49:00.001-08:00</published><updated>2011-02-16T07:52:02.185-08:00</updated><title type='text'>Só pra constar</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-YCkR2ZA1RoQ/TVvyfc0tq2I/AAAAAAAAAZw/gVpuyKYpll8/s1600/c%25C3%25A3es%2Babandonados%2B%25281%2529%2B2222.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 265px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-YCkR2ZA1RoQ/TVvyfc0tq2I/AAAAAAAAAZw/gVpuyKYpll8/s400/c%25C3%25A3es%2Babandonados%2B%25281%2529%2B2222.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5574315585928276834" /&gt;&lt;/a&gt;E não deixar de postar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-675594733296447520?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/675594733296447520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/02/so-pra-constar.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/675594733296447520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/675594733296447520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/02/so-pra-constar.html' title='Só pra constar'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-YCkR2ZA1RoQ/TVvyfc0tq2I/AAAAAAAAAZw/gVpuyKYpll8/s72-c/c%25C3%25A3es%2Babandonados%2B%25281%2529%2B2222.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-3860732603952828239</id><published>2011-02-07T20:05:00.000-08:00</published><updated>2011-02-07T20:10:07.535-08:00</updated><title type='text'>Para finais felizes</title><content type='html'>&lt;div&gt;Por que ficar até o final? Perguntei-me atônita. Pôxa, no salubre desfecho insolente – não deveria terminar assim comigo – a escuridão é ignorada plenamente pelas luzes, ao mesmo tempo, acesas. Como se algo no meio da sala houvesse sorrateiramente expulsando as demais pessoas do local. Seria cômodo levantar e prosseguir, não fosse a curiosidade. Não fossem os gracejos de permanecer de mãos entrelaçadas, até o fim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que sentido teria, então, ao breu tremelicado de significados brancos, atendendo ao pedido de compreensão dos mais atentos à trilha sonora. Ou ao mocinho que chamara a atenção. Ele trabalhou naquele outro filme, lembra-se? Aguardo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os pés inquietos batucam o chão de madeira, o ambiente familiar. Os letreiros correm, saciam. Até o fim. É muito estranho isso? Seria não fosse a natural curiosidade. Fatalidade essa de querer desvendar, tudo, tanto. Que nem sei. Levanto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E que felicidade em ter do lado quem partilha do encanto de ver subir até a última letrinha. Simbologias toscas, que garantem o que haveria de saber. Por aguardar pacientemente, partilhando do que achara da história. Expresso: que amor a sua namorada!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-3860732603952828239?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/3860732603952828239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/02/para-finais-felizes.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/3860732603952828239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/3860732603952828239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/02/para-finais-felizes.html' title='Para finais felizes'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-6312908301161104377</id><published>2011-01-24T14:54:00.001-08:00</published><updated>2011-01-24T14:54:51.660-08:00</updated><title type='text'>Superando o machismo</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- Tem dia que eu olho e penso “superei os caras!”, e eu sei que fiz isso&lt;br /&gt;- É claro que fez, mesmo que ninguém admita, você sabe...&lt;br /&gt;- E eu não preciso que ninguém admita, eu vejo...&lt;br /&gt;- Querendo ou não, quando uma mulher pega algo pra fazer, ela sempre vai superar um homem&lt;br /&gt;- É difícil admitir isso&lt;br /&gt;- Mas é verdade, mulher se compromete e faz bem feito, mil vezes melhor&lt;br /&gt;- Então eu vou ficar feliz de ouvir isso&lt;br /&gt;- Deve&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-6312908301161104377?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/6312908301161104377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/01/superando-o-machismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/6312908301161104377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/6312908301161104377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/01/superando-o-machismo.html' title='Superando o machismo'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-493962715126426242</id><published>2011-01-08T16:41:00.000-08:00</published><updated>2011-01-08T16:49:16.849-08:00</updated><title type='text'>Gatos gordos e outras coisas</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;É em tardes assim que eu sento na varanda e vejo o sol se pondo. Noites de verão estão chegando, a luz partindo e a saudade permanecendo onde deveria e sempre esteve. Sento-me nos degraus, defronte a rua parada. É fim de ano. A monotonia incorpora e direciona o olhar. O fim de tarde, os pensamentos. Eu sabia que do meu lado direito deveria estar alguém. Você sabe, ainda que no fundo, que o lugar será sempre seu. O cão chega, abanando o rabo, sem conter a felicidade em estar perto. Afago as orelhas e apanho-o no colo. Lanço um olhar maternal, era realmente o que precisava. Amor incondicional de um animalzinho que não se envergonha em demonstrar o que sente. Atitude que pouco tivemos. O cultivo que terminou com o que sequer começara um dia. Numa tarde como essa. Há dois anos.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://gustavo-lemos.blogspot.com/"&gt;&lt;b&gt; Meu amigo&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;, sei bem o que diria. Que isso é coisa de gente carente. Que mora sozinha e cuida de um &lt;a href="http://www.cdvagabundo.com.br/wp-content/uploads/2009/11/gato-gordo.jpeg"&gt;&lt;b&gt;gato gordo&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;. Rebato a afirmação, dizendo que isso é coisa de gente nostálgica. Que tempera a vida com uma pitada de tragédia e boas doses de drama, pra continuar caminhando. Sentando na varanda, numa tarde de verão. Igual essa. Com o cachorro no colo. E, se puder, pensando em como era bom poder sentir que no peito havia um espaço preenchido. Hoje coberto por uma espessa camada de arrependimento.&lt;br /&gt;E mais um ano vai. Sem pontos finais, com inúmeras vírgulas. Algumas exclamações é verdade... E quantidades exaustivas de interrogações. Como haveria de ser. Ninguém precisa de amor incondicional. Precisam de compreensão. Sentar, observar. Só o que resta. Deixar o tempo colocar tudo no seu devido lugar... Como última esperança, para dizer que um dia foi verdade. E que valeu a pena. Ter feito, ter esperado. “Não pensar no que foi, mas no que ainda pode ser”. E afagar um gato gordo, só como forma de protesto às tardes intermináveis e as noites de insônia. E aos comentários do amigo que ainda ousa dizer que consigo ser sentimental somente com as palavras. Viu, só? Quem disse que a Ana não tem coração?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-493962715126426242?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/493962715126426242/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/01/gatos-gordos-e-outras-coisas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/493962715126426242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/493962715126426242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/01/gatos-gordos-e-outras-coisas.html' title='Gatos gordos e outras coisas'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-8688513343670050113</id><published>2011-01-06T02:52:00.000-08:00</published><updated>2011-01-06T02:54:38.208-08:00</updated><title type='text'>Parque do Ingá</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TSWfJ4BiayI/AAAAAAAAAYc/fm5lAVq053A/s1600/DSC_0105.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TSWfJ4BiayI/AAAAAAAAAYc/fm5lAVq053A/s400/DSC_0105.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5559024307065219874" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TSWfJmFR4rI/AAAAAAAAAYU/AWsd34rQO8I/s1600/PQINGA_0088.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TSWfJmFR4rI/AAAAAAAAAYU/AWsd34rQO8I/s400/PQINGA_0088.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5559024302249075378" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TSWfJX6XHEI/AAAAAAAAAYM/VPo3jTupU4s/s1600/PQINGA_0073.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TSWfJX6XHEI/AAAAAAAAAYM/VPo3jTupU4s/s400/PQINGA_0073.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5559024298445184066" /&gt;&lt;/a&gt;Só pra constar que essa vista ninguém paga. É.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-8688513343670050113?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/8688513343670050113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/01/parque-do-inga.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/8688513343670050113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/8688513343670050113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/01/parque-do-inga.html' title='Parque do Ingá'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TSWfJ4BiayI/AAAAAAAAAYc/fm5lAVq053A/s72-c/DSC_0105.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-8441664331458694905</id><published>2011-01-04T16:38:00.001-08:00</published><updated>2011-01-04T17:47:38.333-08:00</updated><title type='text'>Mais um,</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TSO-BstOCtI/AAAAAAAAAYE/Sp_i0oDHIXI/s1600/PRAIA_0021.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 266px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TSO-BstOCtI/AAAAAAAAAYE/Sp_i0oDHIXI/s400/PRAIA_0021.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5558495301495294674" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E o novo ciclo começa. Na verdade para renovar os ânimos, dar um pouquinho de esperança para quem precisa e encorajar os desavisados de que a vida acontece. Clichê, mas é uma vez só. E mais pensar, e mais pesar e mais penar.&lt;div&gt;Que seja diferente. Que seja ímpar. 2011.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-8441664331458694905?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/8441664331458694905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/01/recomco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/8441664331458694905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/8441664331458694905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2011/01/recomco.html' title='Mais um,'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TSO-BstOCtI/AAAAAAAAAYE/Sp_i0oDHIXI/s72-c/PRAIA_0021.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-4379296305261861831</id><published>2010-12-20T02:54:00.000-08:00</published><updated>2010-12-20T02:57:57.449-08:00</updated><title type='text'>Mi</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TQ82ZC0bU8I/AAAAAAAAAX4/LnUJ18Ziprg/s1600/INTERNET_0340.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TQ82ZC0bU8I/AAAAAAAAAX4/LnUJ18Ziprg/s400/INTERNET_0340.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5552716669452506050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TQ82Y_B2bSI/AAAAAAAAAXw/or-ZIR5sMAA/s1600/INTERNET_0354.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TQ82Y_B2bSI/AAAAAAAAAXw/or-ZIR5sMAA/s400/INTERNET_0354.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5552716668435066146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TQ82SNAuYBI/AAAAAAAAAXo/Ntg-SRMrKD8/s1600/INTERNET_0194.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TQ82SNAuYBI/AAAAAAAAAXo/Ntg-SRMrKD8/s400/INTERNET_0194.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5552716551929356306" /&gt;&lt;/a&gt;Fazendo uma criança feliz. Resta decidir se a criança estava na frente da câmera, ou atrás, haha&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-4379296305261861831?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/4379296305261861831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/12/fazendo-uma-crianca-feliz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/4379296305261861831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/4379296305261861831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/12/fazendo-uma-crianca-feliz.html' title='Mi'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TQ82ZC0bU8I/AAAAAAAAAX4/LnUJ18Ziprg/s72-c/INTERNET_0340.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-6976542678458787102</id><published>2010-12-13T08:50:00.000-08:00</published><updated>2010-12-13T08:53:16.019-08:00</updated><title type='text'>Fotógrafo ganha exposição e vira nome de rua</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TQZO62gYsWI/AAAAAAAAAXg/pXOnIV6ES7I/s1600/FOT%25C3%2593GRAFO%2BGANHA%2BEXPOSI%25C3%2587%25C3%2583O%2BE%2BVIRA%2BNOME%2BDE%2BRUA.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TQZO62gYsWI/AAAAAAAAAXg/pXOnIV6ES7I/s400/FOT%25C3%2593GRAFO%2BGANHA%2BEXPOSI%25C3%2587%25C3%2583O%2BE%2BVIRA%2BNOME%2BDE%2BRUA.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5550210363751444834" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;No dia 19 de novembro de 2008, Maringá perdia o estimado fotógrafo Henri Junior. Embora tenha morrido muito novo, com 28 anos, vítima de um tumor cancerígeno no cérebro, deixou um legado de imagens que, até o dia 15 deste mês, poderá ser visto em exposição. O trabalho está exposto na Câmara Municipal de Maringá, e conta com sete imagens feitas pelo fotojornalista, que trabalhou nos principais meios de comunicação impresso da cidade (Jornal do Povo, Hoje Notícias e O Diário do Norte do Paraná). A entrada é gratuita.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Além da mostra fotográfica, o legislativo municipal batizou uma rua no Jardim Três Lagoas com o nome do profissional. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Quem não foi, ainda tem dois dias para ver a exposição.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-6976542678458787102?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/6976542678458787102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/12/no-dia-19-de-novembro-de-2008-maringa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/6976542678458787102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/6976542678458787102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/12/no-dia-19-de-novembro-de-2008-maringa.html' title='Fotógrafo ganha exposição e vira nome de rua'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TQZO62gYsWI/AAAAAAAAAXg/pXOnIV6ES7I/s72-c/FOT%25C3%2593GRAFO%2BGANHA%2BEXPOSI%25C3%2587%25C3%2583O%2BE%2BVIRA%2BNOME%2BDE%2BRUA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-1021138041094272034</id><published>2010-12-09T07:06:00.000-08:00</published><updated>2010-12-09T10:15:55.853-08:00</updated><title type='text'>Combate</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;O corredor gélido contrastava com o suor escorrendo pelas têmporas. O calor que provinha de fora era latente. “Siga-me”. E o fiz. Obediente, impulsivamente. O corredor era longo e largo, com um bebedouro do lado esquerdo, mais adiante, uma parede de vidro do lado direito. Nada de diferente. Bem mais limpo do que eu imaginava – e calmo. “Agora vamos entrar no Vietnã”, brincou o doutor. Conferi se minha arma estava programada para o ataque. Ataque à (falta de) privacidade dos que permaneciam enfileirados no campo de combate. O uniforme verde não negava a batalha que travavam diariamente para sobreviverem em tal lugar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu nunca esperei ter alguma reação de pânico, falta de ar ou desespero ao me deparar com uma cena daquelas. Para mim, Hitler poderia ligar a câmara de gás que muitos ali agradeceriam. Fui atravessando, atentando-me aos jogados no meio do caminho. Tiroteio, pessoas desfiguradas, desesperançadas. Animais. Um dormia agarrado ao quase-curativo no braço quebrado. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Outro mostrava metade da face arroxeada, maior que o normal. Um olho não abria. E sabe-se Deus se voltaria a abrir um dia. Crianças, idosos, mulheres, não importava. O local era o mesmo, eram vizinhos da desvalorização cotidiana. E ninguém parecia se importar com aquele Vietnã resumido a um corredor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Apressei os passos, o que via me sufocava. Fui desencorajada, por um instante, de fazer algum uso do meu armamento. Mas acionei o gatilho – parecendo que atirava contra meu próprio peito – alcancei a porta que, antes mesmo que eu tocasse a maçaneta, abriu-se. Os generais transitavam de branco, competiam com os tons fantasmagóricos dos que saíam dali sem vida. Ouvi alguém sair no meu encalço. “Até logo”. “Até logo não, eu espero nunca mais voltar aqui”. Eu também esperava.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Achei que eu tinha uma coragem muito maior do que muitos que conviviam comigo. E me enganei. E me abati com tão pouco, na visão de alguns. Dos que convivem. Era um fluxo muito grande de gente que passava por ali. Que chegavam, saíam, ou não. Achei que nunca haveria de encarar uma guerra. A guerra de uma ala hospitalar. O confronto do atendimento médico oferecido ali. Atendimento público, condições desumanas.  O calor que fazia lá fora, agora, parecia menos infernal do que aquele corredor que eu jamais vou esquecer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TQDwkaxYRVI/AAAAAAAAAXY/XdCplNVwa74/s400/HU_PB_0247.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5548699249372841298" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-1021138041094272034?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/1021138041094272034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/12/combate.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/1021138041094272034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/1021138041094272034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/12/combate.html' title='Combate'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TQDwkaxYRVI/AAAAAAAAAXY/XdCplNVwa74/s72-c/HU_PB_0247.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-7352039703007053033</id><published>2010-12-05T19:28:00.000-08:00</published><updated>2010-12-05T19:30:06.891-08:00</updated><title type='text'>Avante!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TPxYqnzLPMI/AAAAAAAAAXQ/7mCOPZUVdYI/s1600/INTERNET_0457.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 266px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TPxYqnzLPMI/AAAAAAAAAXQ/7mCOPZUVdYI/s400/INTERNET_0457.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547406330274987202" /&gt;&lt;/a&gt;Qual o tamanho dos seus obstáculos?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-7352039703007053033?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/7352039703007053033/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/12/avante.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/7352039703007053033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/7352039703007053033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/12/avante.html' title='Avante!'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TPxYqnzLPMI/AAAAAAAAAXQ/7mCOPZUVdYI/s72-c/INTERNET_0457.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-6119458831572171122</id><published>2010-11-30T18:33:00.000-08:00</published><updated>2010-11-30T18:34:43.358-08:00</updated><title type='text'>Um dia ela vem...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TPW0PsIDJ0I/AAAAAAAAAXI/jbzNlY08nEg/s1600/INTERNET_0223.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TPW0PsIDJ0I/AAAAAAAAAXI/jbzNlY08nEg/s400/INTERNET_0223.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5545536697812592450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-6119458831572171122?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/6119458831572171122/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/11/um-dia-ela-vem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/6119458831572171122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/6119458831572171122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/11/um-dia-ela-vem.html' title='Um dia ela vem...'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TPW0PsIDJ0I/AAAAAAAAAXI/jbzNlY08nEg/s72-c/INTERNET_0223.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-7376643015862665984</id><published>2010-11-18T21:52:00.000-08:00</published><updated>2010-11-18T21:57:02.030-08:00</updated><title type='text'>Thriller movie</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TOYQ216qXcI/AAAAAAAAAWw/2q1oGNWv5f8/s1600/hp.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TOYQ216qXcI/AAAAAAAAAWw/2q1oGNWv5f8/s320/hp.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5541134925898079682" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;Quem nunca foi a uma pré-estreia, que retraia a vontade de mandar o desconhecido ao lado ficar, por um instante, quieto. O popular ‘cala a boca’ - aliás, ouvi bastante esse dizer, que ecoava aos montes na sala 5 super lotada. A cena típica: fila gigantesca, formada pelas mais distintas espécimes humanas – ou próximo disso. Disputa por pipoca e refrigerante. Cá entre nós, não há pipoca igual a do cinema. Um dia hei de descobrir a receita daquela manteiga – seria o prazo de validade vencido? De qualquer forma, a procura pelo milho estourado era absurdamente previsível.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No banheiro, a disputa pelo espelho central que, em vez de ser utilizado para que os usuários averiguassem a própria imagem, refletia garotas fazendo poses e bicos para tirarem fotos com uma câmera cor-de-rosa. “Essa ficou linda, vou por no perfil”, “Amiga! Que maravilhosa... você ficou ga-tís-si-ma!”. Minha vontade era enfiar a cabeça no vaso sanitário e dar descarga. A cabeça delas, claro. Vislumbrei álbuns em redes sociais intitulados “No xóps”, “Antes do cine” ou “Friends 4 ever”. E provavelmente acertei um desses.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esqueci de comentar a respeito dos espécimes que aguardavam a porteira abrir. Me senti  velha. Muito velha. Seria um absurdo a criançada estar fora de casa em plena quinta-feira de madrugada, ou mais absurdo ainda seria uma tia (sim, perto da creche do papai, me senti uma tia) ter comprado bilhete para a pré-estreia? De Harry Potter. E qual o problema em gostar de histórias fantasiosas e querer assistir ao filme com antecedência? Ok, uma falsa antecedência, visto o atraso para que o longa chegasse até minha cidade. Que nem é tão tão distante.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma fobia de estar ali no meio apoderou-se de mim. Mas enfrentei os fãs mais ousados que levavam bolsinhas de coruja – ah vá, a Edwiges é a primeira que vai pro saco – entre outras peculiaridades que possivelmente eu só pude conferir ali. Rumei até a sala. Já mencionei que meu bilhete coincidia com a primeira fileira? Sim, primeira. Eu já havia previsto um torcicolo daqueles depois da sessão pipoca. Dor no pescoço que ficou no chinelo, perto da algazarra que começou quando a tela acendeu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Histeria. Propaganda. Mais histeria. Símbolo da Warner. Demência. Primeira imagem do filme. Inconsciência. A sala 5 estava repleta de gente desvairada. Pior ainda, deixando-me em estado semelhante. De raiva. Atores aparecendo aos poucos, personagens da minha pré-adolescência contemplados com gritos. Era a sessão terror. Thriller movie na sessão madrugada do cinema da cidade. Só não saí correndo dali aos berros por que... Eu realmente queria ver o filme.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vou poupar meus elogios para a adaptação da primeira parte do último livro – e se você não gosta de Harry Potter, o problema é todinho seu – tudo corria bem, até a tela resolver dividir-se ao meio. Artístico, ironicamente. O sono dos lanterninhas atrasou a estabilização da tela, que veio após alguns minutos de meia-tela e urros dos estressados. Credo gente, estresse desde cedo cria rugas. E cabelos brancos. Com a suposta normalidade, achei que já tinha acontecido de tudo. Voltar para casa antes das três era missão impossível até então.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não. Pausaram o filme, como se fosse um DVD alugado para assistir no aconchego do meu sofá. E voltaram até a parte em que o maldito corte resolveu roubar a cena. Respirei fundo, observei os cidadãos levantarem das cadeiras, remexerem-se, abusarem um pouco mais da voz. Vamos rever a cena. Tudo bem... Era uma parte que eu havia elogiado, a ideia ficou muito boa. E vi de novo, sem fôlego para reclamações.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tensão, tristeza, ação. Ouvi soluços e narizes. Choro. Os créditos começaram a rolar ao som da típica trilha sonora e esperei a luz ficar acesa para que pudesse me retirar sem correr o risco de tropeçar no meu próprio all star – o que não seria de se estranhar. Nada de luz se acender. Atípico. Arrisquei-me andar até a luz no fim do túnel e tentar sobreviver nesse breve espaço de escuridão e gente se embolando. Comentários audíveis do filme. Eu queria de novo. O filme, somente o filme.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Desci as escadarias do shopping, conversando com alguém que realmente entendia minha indignação. Entre xingamentos, pérolas e exclamações sobre o que acabávamos de vivenciar, a conclusão era óbvia – diferente da noite:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- É isso que dá vir em pré-estreia;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-7376643015862665984?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/7376643015862665984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/11/thriller-movie.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/7376643015862665984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/7376643015862665984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/11/thriller-movie.html' title='Thriller movie'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TOYQ216qXcI/AAAAAAAAAWw/2q1oGNWv5f8/s72-c/hp.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-8148074674728565014</id><published>2010-11-18T03:27:00.000-08:00</published><updated>2010-11-18T03:28:35.430-08:00</updated><title type='text'>Mutação</title><content type='html'>&lt;div&gt;A gente teima em modificar o que está cômodo. Mas a verdade é que a mudança nos faz bem, pelo menos se propõe a fazer. Não há alterações que não venham, seja por dor ou por necessidade, fazer-nos crescer. Refletir. E mudar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há quem se entedie muito fácil, e os que se contentam com pouco. Os que nada buscam e os que em tudo crêem. Desenvolver faz parte. Optar também, mesmo que seja impossível explicar algumas escolhas. Por impulso. Criar situações, definir rumos, alimentar expectativas e, vez ou outra, dar de cara com a decepção.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se decepcionar também faz parte. Faz crescer, da maneira mais difícil, é verdade. Mas faz, simplesmente. Passa o tempo e quando vês, sedimentamos o que por hora sentimos. Atamos as mãos, cruzamos as pernas. Arremessamos da janela em vã tentativa de viver. Antes que alguém nos atire. Externe.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Revolta. Preciso dizer que compõe a vivência? Transforma por si só, a pessoa que assume outra personalidade. Na esperança de funcionar. A revolta vai embora, as cicatrizes ficam. E muda-se.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma hora cansa. E cansamos de cansar e permanecer cansados... Daí vem o tempo, as acusações e o tédio, fazendo com que a ideia seja substituída. Não adianta. É impossível não mudar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Ok, preciso de inspiração. Ur-gen-te. Alguém se habilita a tomar um café?)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-8148074674728565014?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/8148074674728565014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/11/mutacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/8148074674728565014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/8148074674728565014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/11/mutacao.html' title='Mutação'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-7110805052103349812</id><published>2010-11-08T19:47:00.000-08:00</published><updated>2010-11-08T19:50:27.141-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sócio'/><title type='text'>Aleatório</title><content type='html'>- O problema é que a gente quer sempre antecipar tudo;&lt;div&gt;- É verdade, a Rosane sempre diz que eu adoro pôr o carro na frente do boi;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Mas eu não consigo...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- É que a gente pensa lá na frente...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Aham&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- E deixamos de pensar no agora... Porque o agora já foi pensado lá atrás.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-7110805052103349812?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/7110805052103349812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/11/aleatorio.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/7110805052103349812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/7110805052103349812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/11/aleatorio.html' title='Aleatório'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-4546616444450528135</id><published>2010-11-04T19:14:00.000-07:00</published><updated>2010-11-04T19:30:15.832-07:00</updated><title type='text'>É o primeiro dia do resto da minha vida</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TNNquFHUn8I/AAAAAAAAAWo/0fbLp59GVXM/s1600/faber.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 169px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TNNquFHUn8I/AAAAAAAAAWo/0fbLp59GVXM/s200/faber.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535885706847887298" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Um contra-senso. Acabou por inverter a história. Quando pequena, deitava-me e, religiosamente pedia que minha mãe contasse alguma história. Tinha adoração por Chapeuzinho Vermelho e os Três Porquinhos. Gostava ainda quando ela resolvia, de muito bom humor, inventar alguma narrativa. Ingratidão a dela ao me levar a um lugar chamado escola. Deu-me opções: a pública e a particular. Na cidadezinha onde morava, a última garantia os mimos de cadeirinhas e mesinhas coloridas. O que de nada adiantou, de colorido eu me bastava com minha caixa de Faber-Castell com divinas 48 cores. Optei por mesas e cadeiras normais. O primeiro dia, não esqueço, a novata. Mil rostos fitando-me dos pés à cabeça – não que houvesse muito espaço entre um e outro. Era o ápice da minha meia dúzia de velas assopradas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Um pecado, largar aquele projeto de gente à mercê da professora e de um batalhão de curiosos. Ainda lembro-me da primeira pergunta: “Você tem cachorro?”. Tinha. A Kika, que infelizmente perdera a vida em um incêndio. Mas não vem ao caso, afinal, o choro entalado na garganta resolvera anunciar a chegada de mais convidadas: lágrimas e lágrimas rolando pelo meu rosto – que nunca imaginara receber, futuramente, visitas periódicas da tal de Acne. Enfim. Chorei. Chorei. E passei as horas seguintes em uma salinha especial. Não entendia porque a salinha era especial e, anos mais tarde, descobri o que era síndrome de down - a rima forçada não fora de propósito, perdão. Todos tinham direito de aprender, e eu, obviamente, de chorar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Desesperada ao ouvir o que a diretora relatava. Que conduta terrível da menina, anti-social. Fechamos um acordo com a bibliotecária: eu iria me juntar aos outros de mesma idade, à contra gosto, mas a oferta era válida. Poderia dali em diante, emprestar quantos livros eu quisesse daquele lugar mágico que me acolhia tão bem. Meus primeiros passos na literatura, quem sabe. Sorte minha que consigo lembrar, ainda em detalhes, do pior dia da minha vida. Esbaldava-me em casa com tantas figuras de coelhinhos, ratinhos e bonequinhas. E dizeres curtos, porém, tão significativos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Hoje, ironicamente, me peguei lendo crônicas recém adquiridas para minha mãe. Antes de dormir. Nada comparado a chapéus ou porcos. Quiçá, camelos e agulhas, aniversários de crianças ou domingos de sol. E, de muito bom humor, entoava algo que anos mais tarde viera a aprender a gostar e escrever: crônicas. Hora de contar histórias e dormir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-4546616444450528135?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/4546616444450528135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/11/hoje-e-o-primeiro-dia-do-resto-da-minha.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/4546616444450528135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/4546616444450528135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/11/hoje-e-o-primeiro-dia-do-resto-da-minha.html' title='É o primeiro dia do resto da minha vida'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TNNquFHUn8I/AAAAAAAAAWo/0fbLp59GVXM/s72-c/faber.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-3543588396003561042</id><published>2010-11-02T13:55:00.000-07:00</published><updated>2010-11-02T14:09:08.920-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maringá'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Finados'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cemitério'/><title type='text'>A saudade prevalece</title><content type='html'>2 de novembro. Finados. Cemitério Municipal de Maringá e alguns cliques.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TNB8WvjpSuI/AAAAAAAAAWQ/lTSgjXjlOUg/s1600/DSC_0242.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TNB8WvjpSuI/AAAAAAAAAWQ/lTSgjXjlOUg/s320/DSC_0242.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535060672203279074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TNB9ICr3ASI/AAAAAAAAAWY/T8B6fVSYsHs/s1600/DSC_0112.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TNB9ICr3ASI/AAAAAAAAAWY/T8B6fVSYsHs/s320/DSC_0112.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535061519151595810" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TNB8WB-m6II/AAAAAAAAAWI/5NNLnfB3bcY/s1600/DSC_0231.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TNB8WB-m6II/AAAAAAAAAWI/5NNLnfB3bcY/s320/DSC_0231.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535060659968338050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TNB8VmJwb_I/AAAAAAAAAWA/JZBQLZ035TY/s1600/DSC_0227.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 213px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TNB8VmJwb_I/AAAAAAAAAWA/JZBQLZ035TY/s320/DSC_0227.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535060652498907122" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TNB7_Qh9ABI/AAAAAAAAAV4/43Rx1vy8xUU/s1600/DSC_0174.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TNB7_Qh9ABI/AAAAAAAAAV4/43Rx1vy8xUU/s320/DSC_0174.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535060268737691666" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TNB7-UeA3II/AAAAAAAAAVw/17qasm1GS44/s1600/DSC_0203.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TNB7-UeA3II/AAAAAAAAAVw/17qasm1GS44/s320/DSC_0203.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535060252615040130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TNB79-PSWMI/AAAAAAAAAVo/x4E3uIDIRg4/s1600/DSC_0192.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TNB79-PSWMI/AAAAAAAAAVo/x4E3uIDIRg4/s320/DSC_0192.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535060246647691458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TNB79UbagHI/AAAAAAAAAVg/CuDgweGf_pI/s1600/DSC_0148.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TNB79UbagHI/AAAAAAAAAVg/CuDgweGf_pI/s320/DSC_0148.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535060235424268402" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TNB9IhYcumI/AAAAAAAAAWg/gIRL_ZsaVmU/s1600/DSC_0145.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TNB9IhYcumI/AAAAAAAAAWg/gIRL_ZsaVmU/s320/DSC_0145.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535061527391681122" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TNB782oNeFI/AAAAAAAAAVY/UHwu0yFeRWc/s1600/DSC_0140.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TNB782oNeFI/AAAAAAAAAVY/UHwu0yFeRWc/s320/DSC_0140.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535060227424876626" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TNB7T6lz9uI/AAAAAAAAAVQ/ZE1ZNM5n1DY/s1600/DSC_0073.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TNB7T6lz9uI/AAAAAAAAAVQ/ZE1ZNM5n1DY/s320/DSC_0073.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535059524113921762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TNB7TSs-mGI/AAAAAAAAAVI/GkEdlsgISsw/s1600/DSC_0067.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TNB7TSs-mGI/AAAAAAAAAVI/GkEdlsgISsw/s320/DSC_0067.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535059513406560354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TNB7TJR8G6I/AAAAAAAAAVA/HwAxbyhlac4/s1600/DSC_0057.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 213px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TNB7TJR8G6I/AAAAAAAAAVA/HwAxbyhlac4/s320/DSC_0057.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535059510877232034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TNB7SxYCeAI/AAAAAAAAAU4/GwhULLcAQIw/s1600/DSC_0047.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TNB7SxYCeAI/AAAAAAAAAU4/GwhULLcAQIw/s320/DSC_0047.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535059504460363778" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TNB7SW9cO5I/AAAAAAAAAUw/MUeoAw_Qe_o/s1600/DSC_0024.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 213px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TNB7SW9cO5I/AAAAAAAAAUw/MUeoAw_Qe_o/s320/DSC_0024.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535059497369484178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-3543588396003561042?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/3543588396003561042/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/11/saudade-prevalece.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/3543588396003561042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/3543588396003561042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/11/saudade-prevalece.html' title='A saudade prevalece'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TNB8WvjpSuI/AAAAAAAAAWQ/lTSgjXjlOUg/s72-c/DSC_0242.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-7167168416671178205</id><published>2010-11-01T14:48:00.000-07:00</published><updated>2010-11-01T14:55:22.086-07:00</updated><title type='text'>Eu não me importo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TM81-6syVRI/AAAAAAAAAUo/rqaoBF-jQyA/s1600/cronica.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 238px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TM81-6syVRI/AAAAAAAAAUo/rqaoBF-jQyA/s320/cronica.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5534701822086894866" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 5px; -webkit-border-vertical-spacing: 5px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O frio gela até a alma, se é que ainda a tenho, se não a vendi em um desses dias de fogo. Sabe que para esquecer a vida, se é que posso chamar isso de vida, doses e mais doses de álcool acalentam qualquer coração congelado. Alzheimer momentâneo, fuga passiva. E o efeito teima em passar cada vez mais depressa. Tentei outras coisas mais pesadas, que prolonguem o efeito de minha ausência terrena, mas careço de ter doses ainda maiores de cada substância dessas. Dilacera-me aos poucos. Por ninguém se importar, eu não me importo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 5px; -webkit-border-vertical-spacing: 5px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 5px; -webkit-border-vertical-spacing: 5px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Pesco algumas lembranças que boiam na memória já diluída pela falta de oportunidade. Ou falta de vontade - não serei negligente com minha própria situação. A barba volumosa fornece a prévia dos dias em que não vejo um chuveiro. Um espelho. Os hábitos asseados que um dia já tive. Mal consigo lembrar aquela época, hoje distante, apagando-se gradativamente. Já não faço perguntas, não quero respostas, evito prolongar o raciocínio. Mantenho o corpo inanimado ainda bombeando sangue. Veneno que mantenho minhas angústias em quarentena. Pertence que não posso doar vender ou mesmo liquidar. O sangue ainda me deixa vivo o suficiente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 5px; -webkit-border-vertical-spacing: 5px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 5px; -webkit-border-vertical-spacing: 5px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;E percebo, com certa dor, que diferença nenhuma fiz. Que deixei a lacuna da minha vitalidade vazia. Enterrei-me na vala que eu próprio me dispus a cavar. Sem casa, família, identidade ou história. Não lembro e, pior, ninguém mais se lembra quem eu era, sou e, quem sabe com alguma clemência, serei. Cansei de albergues, de agir e ser tratado como animal. Cansei do teto onde moro ser tão bipolar: hora faz sol, hora cai um pé d’água. Cansei de respirar fumaça de automóveis, de ver miséria, de perceber que minha ignorância atou-me à inutilidade. Que a preguiça e falta de perspectiva nocautearam meus sonhos que não consigo recordar quais eram. O oco dentro de mim não pode informar se sou pai, filho ou simplesmente humano. Apenas sou, existo. Sei disso porque penso, critico. E só sei criticar, nada mais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 5px; -webkit-border-vertical-spacing: 5px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 5px; -webkit-border-vertical-spacing: 5px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Meus dentes batem uns aos outros, o clima sugere outra mudança na temperatura. Capaz, em plena primavera. É o caos. Enrolo-me nos trapos que ocupavam o guarda-roupa de alguma alma supostamente caridosa, que o esvaziou e diz ter feito boas ações. O vento intenso faz com que meus olhos permaneçam semicerrados. Meus cabelos desgrenhados não conseguem se embaraçar mais. Abraço meus joelhos, aperto meus braços repletos de feridas, picadas. Tateio os bolsos. Nada. Não tenho mais condições de manter os vícios, minha salvação. Relutei até fechar os olhos. Frio é psicológico. Frio é psicológico. Frio é psico...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 5px; -webkit-border-vertical-spacing: 5px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 5px; -webkit-border-vertical-spacing: 5px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;"O coordenador do pronto-socorro de Mandaguari, no noroeste do Paraná, Eron Rodrigues Barbiero, confirmou hoje a morte por hipotermia de João da Silva Oliveira, de 40 anos, ocorrida durante a madrugada, em frente a um bar. Segundo Barbiero, ele teria saído de casa para beber bebida alcoólica, o que fazia com frequência, e acabou passando a noite na rua. A vítima foi encontrada sem agasalho. Barbiero disse que Oliveira não tinha patologia crônica que pudesse levá-lo à morte, por isso o atestado confirmou a hipotermia. O município de Mandaguari fica próximo de Maringá, onde o Instituto Tecnológico Simepar registrou temperatura de 6,5 graus positivos durante a manhã de hoje."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 5px; -webkit-border-vertical-spacing: 5px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 5px; -webkit-border-vertical-spacing: 5px; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Agencia Estado, atualizado em 14/7/2010 às 17h10&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-7167168416671178205?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/7167168416671178205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/11/eu-nao-me-importo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/7167168416671178205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/7167168416671178205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/11/eu-nao-me-importo.html' title='Eu não me importo'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TM81-6syVRI/AAAAAAAAAUo/rqaoBF-jQyA/s72-c/cronica.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-4325422716366784970</id><published>2010-10-30T12:12:00.000-07:00</published><updated>2010-10-30T12:40:02.613-07:00</updated><title type='text'>RUC Revista</title><content type='html'>&lt;div&gt;XIII Mostra de Profissões no Cesumar, ontem. Cair da cama, ônibus, correria, muita música, risada e, no fim do dia, uma graaande satisfação. E mais ônibus, é claro. Ó vida! haha&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As fotos são do RUC Revista (@rucrevista), que ontem teve duas horas de duração, com várias entrevistas e apresentações de bandas aqui da cidade. Valeu equipe linda! :)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TMxvUZ7W2SI/AAAAAAAAATo/vgGv7fgbTB8/s320/DSC_0012.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 213px; height: 320px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5533920438479411490" /&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Preocupação&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TMxvc1V76SI/AAAAAAAAATw/vVzCRmf4V9Y/s320/DSC_0024.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5533920583277603106" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Organização&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TMxwqmQupJI/AAAAAAAAAUg/8xQhEC_ozE0/s1600/DSC_0139.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 213px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TMxwqmQupJI/AAAAAAAAAUg/8xQhEC_ozE0/s320/DSC_0139.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5533921919259026578" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Gratificação (tietismo mesmo haha)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TMxwqmQupJI/AAAAAAAAAUg/8xQhEC_ozE0/s1600/DSC_0139.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TMxwqU6QH6I/AAAAAAAAAUQ/fbgB3bMXgkk/s1600/DSC_0096.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TMxwqU6QH6I/AAAAAAAAAUQ/fbgB3bMXgkk/s320/DSC_0096.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5533921914601349026" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Correria&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TMxwqU6QH6I/AAAAAAAAAUQ/fbgB3bMXgkk/s1600/DSC_0096.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TMxwp6vur6I/AAAAAAAAAUI/Euq3JaiiQfo/s1600/DSC_0087.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TMxwp6vur6I/AAAAAAAAAUI/Euq3JaiiQfo/s320/DSC_0087.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5533921907577892770" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Entrevistas&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TMxwp6vur6I/AAAAAAAAAUI/Euq3JaiiQfo/s1600/DSC_0087.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TMxwpxuqFUI/AAAAAAAAAUA/fdCNL2OkHgY/s1600/DSC_0085.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 213px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TMxwpxuqFUI/AAAAAAAAAUA/fdCNL2OkHgY/s320/DSC_0085.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5533921905157477698" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Bandas&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TMxwpxuqFUI/AAAAAAAAAUA/fdCNL2OkHgY/s1600/DSC_0085.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TMxwOcU2zYI/AAAAAAAAAT4/oljWXEDaulA/s320/DSC_0026.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5533921435555646850" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Rádio Universitária Cesumar&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Valeu a pena?&lt;b&gt; Tudo vale a pena&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Se a alma não é pequena&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Quem quer passar além do Bojador&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Tem que passar além da dor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Deus ao mar o perigo e o abismo deu,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Mas nele é que espelhou o céu.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;(Fernando Pessoa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-4325422716366784970?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/4325422716366784970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/10/ruc-revista.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/4325422716366784970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/4325422716366784970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/10/ruc-revista.html' title='RUC Revista'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TMxvUZ7W2SI/AAAAAAAAATo/vgGv7fgbTB8/s72-c/DSC_0012.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-2419352402681234420</id><published>2010-10-27T18:56:00.000-07:00</published><updated>2010-10-27T19:42:59.452-07:00</updated><title type='text'>É uma viagem</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TMjeOMNgwTI/AAAAAAAAAS4/BI7XtKYNisw/s1600/DSC_0025.jpg"&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TMjeOMNgwTI/AAAAAAAAAS4/BI7XtKYNisw/s200/DSC_0025.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532916477602087218" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 200px; height: 130px; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Achei que eu não ia ligar muito. Até agradeceria quando a correria de cumprir pautas pro jornal-laboratório acabasse. E agora que chega próximo ao fim, a saudade antecede qualquer outro sentimento que eu possa expressar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No meio do ano, quando resolvemos - aos cuidados de Deus - avaliar as produções, houve diversas reclamações quanto às idas ao bairro. "É longe demais", "não tenho tempo", "não moro em Maringá", "não sei abordar as pessoas", "não acho nada interessante". &lt;/div&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TMjf4CAcf5I/AAAAAAAAATI/3HvIPX0P2z4/s200/DSC_0051.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532918295929061266" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 200px; height: 133px; " /&gt;&lt;div&gt;Eu, bancando a do contra, pensava: eles não sabem o que dizem. Só pensava.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E, certamente, não sabiam. Ou eu que era maluca demais em aceitar subir num ônibus que nunca tinha pego na vida para ir a um lugar igualmente desconhecido. Perigoso, distante, isolado, bonito, curioso, carente? Só saberia quando a viagem acabasse.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por sinal, já está acabando. E o maior perigo que encontrei até então, foram os comentários dos colegas que desencorajavam qualquer pessoa a seguir adiante com os bairros. Que renderam tantas crônicas e risadas. Lembranças. &lt;/div&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TMjfFX3ojtI/AAAAAAAAATA/j_zKEwUsGiM/s200/seohilario.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532917425624354514" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 200px; height: 133px; " /&gt;&lt;div&gt;Aflita, já deixo o banco do ônibus Matéria Prima para outro aventureiro sentar. E aviso de ante-mão, que de nada vai adiantar permanecer sentado, ouviu? Há muito trabalho pela frente para manter o bonde andando. Com o que me assemelho? Querendo cuidar do que, durante um ano, chamei de meu. Orgulho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando Deus disse que aquilo seria uma vitrine, prontamente acreditei. Mal sabia que Deus também errava. Mais que um mostrador de produtos bonitos, com embalagens atrativas, o tal do ônibus que embarquei era o nosso próprio diário de bordo. O que apresentamos não tinha nada a ver com belos pacotes. Tinha a ver com as pessoas que desembrulhamos para mostrar ao mundo que existem.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TMjgkaW_n1I/AAAAAAAAATQ/UtxwyZBvSpA/s200/DSC_0050.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532919058380332882" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 200px; height: 133px; " /&gt;&lt;div&gt;Era disso que eu mais gostava do bairro. Explorar. Descobrir no rosto anônimo um diferencial. Abrir um baú de histórias para meu próprio aprendizado. Aprendi. Errei. Rompi barreiras que só eu tinha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Puxo a campainha, ouvindo ao longe as histórias que vamos contar dali alguns anos. Era o sinal. O condutor está parando, já consigo avistar rostos que serão desvendados futuramente. O desconhecido já não representa mais o medo que antes todos tinham. Me preparo para descer e esperar o que virá. Por enquanto, estou bem guiada, sei disso. O Todo Poderoso toma conta do volante, extraindo de nós o máximo de combústivel que consegue. Muita cafeína. &lt;/div&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TMjg9nxLUPI/AAAAAAAAATY/TCnaM0-Yypw/s200/FOTO_0062.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532919491476541682" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 200px; height: 133px; " /&gt;&lt;div&gt;Transporte ecologicamente correto. Humanamente curioso. E Ele nos prepara para seguir o caminho não mais sobre rodas. Temos nossos próprios pés desenvolvidos para continuar a jornada. Descobrindo. Desembrulhando os pacotes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi o meu maior presente. Conhecer quem conheci. Vivenciar as cenas que só eu vivi. O ônibus para. Chegou a hora de descer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fotos: alguns dos ilustres mais-que-personagens da nossa história; E faltou muita gente;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TMjhPIHhLCI/AAAAAAAAATg/XQAJdNVTM8U/s1600/DSC_0001.jpg"&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TMjhPIHhLCI/AAAAAAAAATg/XQAJdNVTM8U/s320/DSC_0001.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532919792217959458" style="display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 144px; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Essa última, os desembrulhos do ano, hahahaha&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-2419352402681234420?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/2419352402681234420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/10/e-uma-viagem.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/2419352402681234420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/2419352402681234420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/10/e-uma-viagem.html' title='É uma viagem'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TMjeOMNgwTI/AAAAAAAAAS4/BI7XtKYNisw/s72-c/DSC_0025.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-8555248812254785859</id><published>2010-10-25T19:50:00.000-07:00</published><updated>2010-10-25T19:51:03.574-07:00</updated><title type='text'>Eis que...</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Apareço quando a pessoa menos deseja. Aliás, sou muito criticado. Meu teto é de vidro e meu pavio... Bem, que pavio? Não gosto de dividir atenção. Sou egoísta e sei disso. As pessoas hesitam ao me identificar, e muitas mentem a meu respeito. Escondem-me como se eu fosse motivo de vergonha e, muitas vezes, sirvo de pivô para muitas brigas. Não queria ser uma sementinha de ódio plantada na relação entre as pessoas, mas acabo servindo tal função quando bem entendem. Meu intuito era proteção, alerta e um bocado de manha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Infelizmente, usam-me como desculpa para se livrarem de quem já não interessa mais. Atribuem significados aos bens materiais e me jogam na fogueira quando alguém pede qualquer objeto emprestado. Impossível eu, na idade que pouco me importa, ser tão ruim assim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Acho cômico quando esses humanos resolvem me evitar. Negam-me a razão, quando sei o que estou fazendo. Quando não querem admitir a si mesmos o que sentem por outrem. Considero minha principal diversão, se queres mesmo saber. Fico pouco em evidência para dar show quando resolvo aparecer. O que, dependendo da situação, faço com frequência. Aí recorrem aos tais psicólogos para controle emocional. E botam a culpa em mim. Logo eu, que só atiço. O real responsável pelo circo pegar fogo são esses daí, que me rejeitam a qualquer custo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Eu existo, e isso é fato. Ponto. Nunca deixarei de existir, enquanto a possessão for componente do perfil das pessoas. Ter-me ao lado é comum, não sou doença. É que, na verdade, ninguém consegue compreender minhas reais intenções. Gosto de testar limites, de gente que saiba me dominar. E quando isso acontece, ah meu amigo, fico manso, manso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Eis meu segredo, de domínio e dosagem. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Desculpe-me, não me apresentei ainda. Mas imagino que já tenha ideia de quem seja, pois provavelmente já participei ou ainda participo da sua vida. Posso até ser tudo isso que me pintam, mas jamais mal educado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Muito prazer, meu nome é Ciúme.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-8555248812254785859?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/8555248812254785859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/10/eis-que.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/8555248812254785859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/8555248812254785859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/10/eis-que.html' title='Eis que...'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-2058459870277382407</id><published>2010-10-20T06:35:00.001-07:00</published><updated>2010-10-20T06:36:26.349-07:00</updated><title type='text'>Recomeço</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TL7wTQVf2CI/AAAAAAAAASo/POJh2WPmzP4/s1600/DSC_0314.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 213px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TL7wTQVf2CI/AAAAAAAAASo/POJh2WPmzP4/s320/DSC_0314.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530121606050863138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;O tempo dela, mal sabia, estaria a chegar. Não era possível dizer se era mimada demais para aceitar que nem todos a tratariam da forma a qual tratava os demais, mas via-se que tinha consciência de que sofreria além da conta por agir de tal forma. A imaturidade ainda se fazia presente na pouca idade e na falta de experiência do acúmulo de anos. Não sabia lidar com certas situações.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;A recompensa pelo esforço – pensava - raramente vem, que dirá o reconhecimento. Está em falta no mercado, tão saturado de egocentrismo. São verdades que enfrentava, ainda que com o apoio dos amigos, faltava-lhe o aval de quem a moldara a ser quem se tornou. Ou no que se tornaria. Não caberia a ela, nem a Freud explicar o posicionamento brusco do Mestre. De como ignorava as vitórias e a fidelidade daquela que seguiria seus passos. Não demonstrava interesse e, proferir uma palavra de estímulo, era afrontar o dom que recebera. Que agora aparentava não ser mais o de ensinar e acompanhar justamente aqueles que se esforçavam para alcançar alguma plenitude no espaço de atuação. Teatral.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Ela segurava o relógio, pois sabia que a hora estava chegando. Nunca se dera conta de como esse tipo de situação poderia afetá-la. Não sabia dizer se fora pelo sentimentalismo aguçado ou pela mágoa atribuída à desanimadora indiferença. Como podia ser uma pessoa com duas personalidades completamente diferentes? Na frente dos demais, misógino. No mundo, deleitoso. E deleitava-se. E machucava, destruía e não se importava. A realização não lhe pertencia, ele que já tinha tudo o que gostaria de ter.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;O acúmulo nas decepções aglomerou-se instantaneamente, ao ver a atenção redimensionada a qualquer produção mal feita. Desfez-se de todas as crenças, pôs fim à magia e brincadeiras. E sabia que era chegada a hora. Correu escadaria abaixo, mal sabendo que era observada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- Você tá chorando?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;E pulou, sem pensar duas vezes, rolando, rosto abaixo. Uma lágrima de desgosto. O tempo acabou. Não conseguiu responder.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- Não acredito que você tá chorando por causa disso. Me diz que não, vai.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Ela ria, enxugando o rosto com as costas da mão gelada. Que tremia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- Não sei se rio ou se choro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;E os dois riram.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Ela foi embora, pensando em como foi infeliz ao acatar ordens de quem não se importava. Resolvera que era hora de libertar-se, pensar sozinha e reconhecer-se. E chorou. Sorriu. Adormeceu. Amanhã teria de caminhar com as próprias pernas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;E o tempo recomeçava...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-2058459870277382407?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/2058459870277382407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/10/recomeco.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/2058459870277382407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/2058459870277382407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/10/recomeco.html' title='Recomeço'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TL7wTQVf2CI/AAAAAAAAASo/POJh2WPmzP4/s72-c/DSC_0314.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-4902068381508084820</id><published>2010-10-17T20:44:00.000-07:00</published><updated>2010-10-17T20:49:39.845-07:00</updated><title type='text'>Domingo, Willie Davids, futebol</title><content type='html'>&lt;div&gt;Da (mini) série "Significando"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TLvDLUKC5cI/AAAAAAAAASQ/77nHbTg4WeY/s320/DSC_0181.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5529227566684235202" /&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TLvDLdr_3xI/AAAAAAAAASY/ZxU92iD1Qpw/s320/PB1.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5529227569242562322" /&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TLvDL0SZ6yI/AAAAAAAAASg/BPJ_fK5WWmM/s320/DSC_0298.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 213px; height: 320px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5529227575309232930" /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Fotos: desculpa para sair de casa. E, ao mesmo tempo, me sentir em casa. :)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Ótima semana para os que passarem por aqui - e para os que não passarem também.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-4902068381508084820?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/4902068381508084820/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/10/domingo-willie-davids-futebol.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/4902068381508084820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/4902068381508084820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/10/domingo-willie-davids-futebol.html' title='Domingo, Willie Davids, futebol'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TLvDLUKC5cI/AAAAAAAAASQ/77nHbTg4WeY/s72-c/DSC_0181.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-6447573596857042793</id><published>2010-10-16T08:22:00.000-07:00</published><updated>2010-10-16T08:29:28.496-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Matéria Prima'/><title type='text'>[consequências da] Reportagem de bairro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TLnEV0WzgiI/AAAAAAAAASI/_U8SIxYMcqE/s1600/DSC_0245.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 304px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TLnEV0WzgiI/AAAAAAAAASI/_U8SIxYMcqE/s320/DSC_0245.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5528665896684585506" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;Originalmente publicado no&lt;a href="http://www.jornalmateriaprima.com.br/menu/artigos_e_cia/?id=77"&gt; jornal Matéria Prima&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A saudade de fazer relatórios impulsionou-me, ainda que mentalmente, ao que escreveria ao chegar em casa. Sabe, é mal de toda vez que saio para fazer matéria de bairro. Até mesmo ir a um lugar que não conheço e procurar algo novo, externar para a sociedade... Ou mesmo ir a um lugar conhecido e tentar explorar algo ainda não visto. Pequenos detalhes me levam mais à certeza de que estou no caminho certo. De que é isso mesmo que eu quero para a minha vida. Inteira.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eis que descubro o que daria de presente para a professora, em comemoração à idade nova dali 24h: fazer valer a pena todo o conhecimento que estou acumulando com o avançar dos dias. Tudo que eu pude aprender – e ensinar – com a oportunidade que o jornal-laboratório trouxe.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para se ter ideia, gosto ainda mais quando tenho de fazer tudo em cima da hora, sabia? Parece que dou conta, é o mesmo que estar em um jornal diário, que requer produção diária. Meu dia começou cedo, na companhia do melhor amigo. Era preciso chegar ao bairro – a qual nunca havia ido – e descobrir algo interessante. Desafio. Conversei quem já tinha ido ao local. A resposta não foi das melhores. “Muito difícil de achar pauta, o bairro é grande... eu sofri pra caramba”. Pronto, e meu tempo era escasso - das 10h às 13h para achar algo. Já desanimada com o fato de ter “pouco” tempo para buscar algo, as referências que obtive do Conjunto residencial Hermann Moraes de Barros contribuíram para que o pessimismo invadisse meus pensamentos: bairro perigoso, distante, violento. E eu, na minha dependência da TCCC, não tive opção, senão encarar o que estava por vir.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fui até a escola de inglês, da qual dois amigos faziam aula – dali fomos para o terminal. A Camila fez companhia até a metade do caminho e me desejou sorte para achar pauta. Internamente eu realmente quis que aquele desejo de boa sorte funcionasse. Embarcamos em mais uma ida sem saber o que nos aguardava. Chegando ao bairro, falei com um morador que, no calor infernal que nos acompanha desde o início da semana, estava lavando a calçada. Ele nos informou que o bairro que queríamos ficava da esquina seguinte adiante. Sem opção, lá fomos nós...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Parei uma velhinha na rua, uma simpatia! Aliás, eu acho que tenho sorte com moradores de bairro. Até hoje todos foram bem cordiais. Conheci pessoas que valiam à pena! O que me deixa imensamente feliz. Como ela mudou-se para a região havia três meses, tudo ainda “é lindo”. Inclusive o acesso do transporte coletivo, que é bem frequente – uma raridade, todos os moradores dos demais bairros em que estive reclamavam da TCCC por não ter ponto de ônibus ou por demorar demais para passar. Olhei para meu amigo, que entendeu imediatamente: achei a pauta. Descemos a rua e abordei duas meninas, uma de 12 e uma de 18, estudantes que dependiam do transporte coletivo: confirmaram o que a senhora felicíssima disse – a praticidade e rapidez do ônibus ali era um fato. O acesso aos demais cantos da cidade era beneficiado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando pensei ter encontrado a pauta nos primeiros cinco minutos circulando pelas ruas do conjunto, resolvi que era hora de partir, e fomos ao encontro com a avenida que corta as demais travessas, para pegarmos o transporte tão acessível. Olhei para o lado direito da rua que descíamos: um painel cheio de tapetes coloridos. Não hesitei: corri e bati palmas. Ninguém. Bati de novo. “Já vou! Quem tá aí?”. Respondi com outra pergunta: “é a senhora que faz os tapetes?”. “Minha filha, um momento... Ô Dulce! Ô DULCEEE!!!”. Eis que conheci a dona Dulce, outra simpatia. E uma história e tanto: ela mesma faz os tapetes, funciona como um negócio próprio, e ela aprendeu sozinha. Saí da casa com um sorriso de orelha a orelha. Meu companheiro de pautas e bairros perguntou: “Mas e agora, qual das histórias você vai fazer?” Dos tapetes, óbvio. Pensei: poderia muito bem fazer as duas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Já na avenida, cinco “jaulinhas” cheias de filhotes de cachorro em adoção atraiu o nosso olhar. Não resisti e adotei a Mel, uma vira lata de 40 dias. Entrei na minha “Mercedes-Benz” com o filhote dentro da bolsa, para que ninguém visse. Minha sorte, fiel escudeira, foi que a tagarelice das senhoras ao lado escondeu o choro da pequena, que voltou dormindo com a cabecinha para fora da mochila.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma pena a Mel não ficar muito tempo comigo. O passeio de ônibus fora o suficiente para que eu desse a atenção necessária que a mesticinha merecia. Caminho ainda tinha para ser percorrido: voltando para casa do terminal, a pé, resolvi pegar a Rua Joubert de Carvalho, pensando “vou passar pelo que foi a vida do professor Fabio [Dias, de fotografia] durante um ano”. Confesso, nunca gostei daquela rua, mas as fotos que ele fez de lá fizeram com que eu mudasse alguns conceitos. Ao menos atiçaram a curiosidade histórica. A cachorrinha no meu colo. Passei em frente a uma das tantas lojas de roupas e tecidos de lá, quando uma moça me chamou – “Que coisa linda, me deixa ver?”, entrei com a Mel, que logo foi “raptada” dos meus braços para que todos os funcionários ali resolvessem mimá-la de uma só vez.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A que me chamou por causa da cadelinha contou que a vizinha perdera o animalzinho de estimação havia uma semana. No bairro onde ela mora, a menina foi na padaria buscar pão para a mãe e levou a cachorrinha junto – até o ônibus chegar...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Engraçado que foi por causa do ônibus que cheguei até a Mel, até onde estava agora. Instantaneamente perguntei: “você não quer levar para ela?”. Silêncio. Repeti. Ela me olhou incrédula. “Você não vai ficar com ela?”. Expliquei que moro em apartamento, que provavelmente eu ia levá-la a outro lugar. Ela não hesitou mais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Saímos juntas da loja, eu, em direção à minha casa, ela, correndo pegar o ônibus, aproveitando o horário de almoço para fazer uma surpresa para a menina que mora ao lado da casa dela.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Voltei ainda mais feliz, pois sabia que tinha encontrado um lar para a Mel, se é que agora teria esse nome. Feliz, não por ter adotado um filhote por meia hora, mas por ser adotada por essas pessoas a cada vez que ouso me aventurar nas matérias de bairro que a “Dona Pauta” [a professora] nos faz vivenciar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Reportagem sobre os tapetes &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;a href="http://www.jornalmateriaprima.com.br/menu/geral/?id=141"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;aqui!&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-6447573596857042793?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/6447573596857042793/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/10/consequencias-da-reportagem-de-bairro.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/6447573596857042793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/6447573596857042793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/10/consequencias-da-reportagem-de-bairro.html' title='[consequências da] Reportagem de bairro'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TLnEV0WzgiI/AAAAAAAAASI/_U8SIxYMcqE/s72-c/DSC_0245.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-5923460170076245745</id><published>2010-10-13T08:24:00.001-07:00</published><updated>2010-10-13T08:30:23.121-07:00</updated><title type='text'>Todo dia...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TLXQE5VNG7I/AAAAAAAAAR4/hITdcRCHGwg/s1600/DSC_0118.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 244px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TLXQE5VNG7I/AAAAAAAAAR4/hITdcRCHGwg/s320/DSC_0118.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5527552900194966450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TLXPdRMRqnI/AAAAAAAAARw/QnElYPy7YqI/s1600/DSC_0066.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:applybreakingrules/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:usefelayout/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Table Normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;12 de outubro, Dia das Crianças. Passou sem qualquer significado. Até qual idade podemos considerar uma criança de fato “criança”? Não sei. Há quem diga que a criança nunca morre - se esconde. A minha criança foi substituída por movimentos robóticos. Infelizmente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Acordar, café, trabalhos, almoço, trabalho, café, faculdade, café, ônibus, livros, cama. Sem sonhos. Programação mecânica, envolta pelo tédio, pela mesmice, pela ausência de cor. Disseram-me que meu perfil era de extremos. Resolvi que crescer funcionaria bem, quando a criança aqui dentro anseia pelo retorno. A mesma que atira as memórias de um tempo bom, espontâneo. De atividades maleáveis, flexíveis. Agora, que sou? Parte do conjunto, peças de metal. Que hora ou outra precisará ser trocada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E que falta faz? Sem vida, segmentada, obediente. Componente perfeito de um modelo seguido por tantos. Vazio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tudo exatamente igual, as mesmas repetições, a mesma nota soada tantas e tantas vezes, agora inaudíveis para que alguém possa ouvir. O grito de desespero, o choro sufocado pelo cotidiano. O cansaço agarrado às olheiras, o combustível agora com gosto de diesel. E o dia das crianças já passou.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Significação para quem atribui, para quando faz sentido. Sequer a data do aniversário fez sentido, comemorar ser criança? Deveria ter libertado, por um instante, a criatura já travada, destinada ao esquecimento. Deveria ter. Tanta coisa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas muito tinha de ser feito, descomemoração, desaniversário, desalimentada, desacordada. Ao contrário. Sempre igual. Diferente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Acorda!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-5923460170076245745?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/5923460170076245745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/10/12-de-outubro.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/5923460170076245745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/5923460170076245745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/10/12-de-outubro.html' title='Todo dia...'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TLXQE5VNG7I/AAAAAAAAAR4/hITdcRCHGwg/s72-c/DSC_0118.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-4158730273909135574</id><published>2010-10-08T21:25:00.000-07:00</published><updated>2010-10-08T21:29:05.942-07:00</updated><title type='text'>Quando a didática é posta em questionamento</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Reformulando: quando a qualidade da didática é questionada. A metodologia engessada de despejo do conteúdo nas mentes de alunos que fingem aprender uma verdade absoluta é, definitivamente, algo que deveria ser extinto na docência. Há verdades que não mudam. Será? A ciência é posta em prova a todo instante, e novas formulações e embasamentos são descobertos e derrubados a todo o momento em que alguém se dispõe a ir mais longe ao conteúdo explorado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Ok, não vou falar de métodos de ensino, pois não tenho aval algum para dar pitacos a respeito. Só contextualizo uma opinião que tenho vivenciado e que, de certo modo, associa a experiência do profissional com a maneira de ensinar. E isso resulta em diversos pontos positivos, que ultrapassam a compreensão delimitada pelas paredes da sala de aula. O bate papo, mesmo que sem ligação direta com o assunto discutido, por vezes resulta em uma consequência positiva. Estimula o pensamento e a própria definição das ideias acerca do que nos rodeia. É esse o ponto. Conseguir parar e, por um instante, pensar em possibilidades, em teorias - e viver daquele fragmento utópico de que os 110 minutos de suposições e hipóteses valem cada segundo esticado da sexta-feira. Ou de qualquer outro dia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;É difícil falar de todos àqueles que me ensinam algo. Todos conseguem ensinar para os que se dispõe a aprender. Outro ponto. Escutar e discutir. Apreender funções, histórias, experiências, vivência. Definir como conteúdo o que material algum poderia transpassar. Admiração. Não consigo definir a sensação abstrata de estar em contato com pessoas que direta ou indiretamente contribuem para a formação dos meus ideais, da minha postura. É difícil falar de todos de uma só vez, pois cada um tem uma característica singular que, somada ao todo, reconstroem as minhas crenças, apontam para novas alternativas. Sugerem outro olhar. Atiçam a observação e, principalmente, a atenção.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;E cá permaneço, perdendo algumas horas de sono da minha sexta-feira, tentando escrever algo que nem eu sei bem o que quero dizer. Partindo do nada e querendo chegar a lugar nenhum, só para manter o complexo hábito de pensar. Nem sempre sentimentos são materializados em frases ou imagens. Definir em palavras não expressaria ao certo tudo o que cabe aqui dentro. Gratidão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-4158730273909135574?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/4158730273909135574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/10/quando-didatica-e-posta-em.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/4158730273909135574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/4158730273909135574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/10/quando-didatica-e-posta-em.html' title='Quando a didática é posta em questionamento'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-5702376318431041994</id><published>2010-10-06T18:10:00.000-07:00</published><updated>2010-10-06T18:29:20.896-07:00</updated><title type='text'>ponto de ônibus;</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TK0eKIX9ECI/AAAAAAAAARo/cAhlUAZE8Q8/s1600/FOTO04.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TK0eKIX9ECI/AAAAAAAAARo/cAhlUAZE8Q8/s400/FOTO04.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5525105477248946210" /&gt;&lt;/a&gt;e uma câmera em mãos;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-5702376318431041994?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/5702376318431041994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/10/no-ponto-de-onibus.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/5702376318431041994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/5702376318431041994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/10/no-ponto-de-onibus.html' title='ponto de ônibus;'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TK0eKIX9ECI/AAAAAAAAARo/cAhlUAZE8Q8/s72-c/FOTO04.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-6196229509977388514</id><published>2010-10-04T05:17:00.000-07:00</published><updated>2010-10-04T05:20:04.189-07:00</updated><title type='text'>Madrugada em claro</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Só poderia render algum devaneio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Cadê a réplica? Da coisa, do sonho, do encanto e fadiga.&lt;br /&gt;Quero a resposta. Que me incomoda, aflige, atinge, tinge e descansa no pensar.&lt;br /&gt;Incômodo algum! Eu diria.&lt;br /&gt;Perguntas. O que será, foi, fui, jaz. É.&lt;br /&gt;Questão de tempo. Acanha, tormento, atormenta, engana e faz.&lt;br /&gt;Pensar. O que quero, agora, não sabe e só.&lt;br /&gt;Solidão. Escura, fria, vazio que ecoa.&lt;br /&gt;O medo.&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;A verdade.&lt;br /&gt;O momento.&lt;br /&gt;Sorriso. Gargalha, alegria, sente.&lt;br /&gt;O fim.&lt;br /&gt;Fim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-6196229509977388514?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/6196229509977388514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/10/madrugada-em-claro.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/6196229509977388514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/6196229509977388514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/10/madrugada-em-claro.html' title='Madrugada em claro'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-5774607937091249502</id><published>2010-10-01T21:25:00.000-07:00</published><updated>2010-10-02T09:22:44.341-07:00</updated><title type='text'>Cafecólotros anônimos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TKa2XIYDE2I/AAAAAAAAARA/gUIpBrd3uvo/s1600/cafe.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 213px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TKa2XIYDE2I/AAAAAAAAARA/gUIpBrd3uvo/s320/cafe.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5523302501518087010" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;Vícios consumindo as horas, o dia, a própria vida por assim dizer. Tudo em excesso, já me disseram, faz mal à saúde – o que não deixa de ser uma verdade popular. Manter o equilíbrio tem papel fundamental no comportamento estável que assumimos, minuto sim, dia não. E maldito seja o vício! É maldito mesmo, mas dá para enganar o cérebro dizendo que faz bem e que é melhor assim. A dependência é perdoável, até compreensível se analisada bem. Age em benefício, ou pelo menos deve agir. Falo de um vício em específico. Já reparou como todo comunicador social (ou quase comunicador, meu caso) é viciado em cafeína? Mal da falta de tempo ou do acúmulo de funções em um mísero espaço de tempo talvez seja justificativa plausível. Produtividade. Fazendo mal ou não, quem é que resiste àquele cheirinho de café passado na hora? Ir ao shopping de vez em nunca e deixar de passar na livraria para consumir algo que contenha a tal bebida feita a partir dos grãozinhos torrados é voltar para casa com a sensação de que algo está faltando.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E o elixir nos acompanha em cada jornada. Logo cedo à mesa, mesmo que religiosamente você encha a sua caneca favorita, não há tempo para sentar-se: engole às pressas defronte a pia da cozinha mesmo, apreciando, ainda que ligeiramente, aquele sabor tão característico. Ah se o gosto fosse tão superior ao aroma. Ligada na 220 w, lembro-me do barulhinho que meu avô fazia ao terminar o cafezinho de meia em meia hora. Um estalo gostoso de ouvir, seguido de um “ah!”. Era o ritual que eu pude acompanhar de perto no decorrer da minha infância. Hoje a canequinha órfã repousa no armário da avó. A fiel companheira de porcelana ainda mantém as duas listrinhas azuis ao redor. No fundo só restou a mancha amarelada, resquícios do excesso de café, e as boas recordações que o avô deixou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vem à mente, ainda no mesmo instante, a cidadezinha que morava. E, Drummond que me perdoe, mas algo mais interessante que a pedra ficava no meio do caminho do sítio até o centro: uma torrefação de café. E, novamente o olfato ganhou minha atenção; Ninguém pode com café torrado, ninguém. A estrada para Maringá também acende outra lembrança: chegar à casa da outra avó com o mesmo olfato aguçado: torrando café no quintal, num latão de tinta improvisado e o torrador comprado na feira. Minha tarefa já estava determinada: moeria o café, com toda a força que meus bracinhos haveriam de ter, e faria com muito gosto! Afinal, a atividade era recompensada com aquele pão caseiro e o café feito na hora – e, quem diria, eu mesma tinha moído as sementinhas de cor marrom escuro. A típica família da margarina Qualy.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A bebida indispensável é um hábito que vem se desenvolvendo pelas terras tupiniquins (e ainda acho que a contribuição dos comunicadores conta muito nesses dados). Segundo estatísticas da Abic (Associação Brasileira de Indústria de Café), a média per capta é de 78 litros de café consumidos por brasileiros ao ano. Quanto você já contribuiu este ano? Eu já perdi as contas - se é que já tive paciência para fazê-las. Engraçado como a “droga” também (re) acende tantas lembranças. A mania de se abastecer do combustível para funcionar em meio às terras tropicais é de longa data. De origem etíope, o consumo do líquido se popularizou de tal forma, que impregnou qualquer ser humano a fim de aumentar os níveis de produção. Ou mesmo degustarem sabor tão singular.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Solúvel, descafeinado, espresso, instantâneo, orgânicos, kopi luwak, tradicional. Em excesso. Vai do gosto de quem se arrisca, bem como disse, vícios não são bons.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E vou deixando o anonimato por aqui, que a chaleira indica que a água está fervendo. Viciada, eu? Quem diria!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-5774607937091249502?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/5774607937091249502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/10/cafeinicos-anonimos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/5774607937091249502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/5774607937091249502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/10/cafeinicos-anonimos.html' title='Cafecólotros anônimos'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TKa2XIYDE2I/AAAAAAAAARA/gUIpBrd3uvo/s72-c/cafe.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-5854264413310674239</id><published>2010-09-20T14:03:00.000-07:00</published><updated>2010-09-20T14:08:40.811-07:00</updated><title type='text'>Hey, Jude, don't make it bad</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TJfMaS1v6EI/AAAAAAAAAQ4/z7OjLtE3pp0/s1600/DSC_0794.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TJfMaS1v6EI/AAAAAAAAAQ4/z7OjLtE3pp0/s400/DSC_0794.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5519104620471773250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-5854264413310674239?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/5854264413310674239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/09/hey-jude-dont-make-it-bad.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/5854264413310674239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/5854264413310674239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/09/hey-jude-dont-make-it-bad.html' title='Hey, Jude, don&apos;t make it bad'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TJfMaS1v6EI/AAAAAAAAAQ4/z7OjLtE3pp0/s72-c/DSC_0794.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-3105308480671653581</id><published>2010-09-14T04:01:00.001-07:00</published><updated>2010-09-14T04:04:56.525-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='balonismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maringá'/><title type='text'>Um sonho, uma colcha de retalhos, um dia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TI9WrmKT8II/AAAAAAAAAQY/RhITR4DcF-c/s1600/02.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TI9WrmKT8II/AAAAAAAAAQY/RhITR4DcF-c/s320/02.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5516723375530307714" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;É um sonho – disse-lhe de sobressalto – só poderia ser. Eis a visão do sonho, o vislumbre de meus dias, querendo esquecer o que tinha ali, cravado à terra roxa. A idade já ultrapassara as brincadeiras, embora os bilhetes infindáveis procedessem no decorrer das aulas. Assuntos inaptos para a discussão à frente da lousa. Era cansativo ter de frequentar a rotina. Passou-me pela cabeça que seria um bom nome de chiclete. Ro-ti-na. Doce no início e, com o tempo, vai perdendo o sabor. Quando se tenta livrar da forma errônea, acaba por grudar. Pegar no pé. Era realmente uma fuga daquilo tudo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A oportunidade dos sonhos, quem sabe. Acionou o maçarico. Só sabia seu primeiro nome e nada mais me importava. Deixei de avisar a família, para evitar preocupações – afinal, a fuga era temporária. Começamos a subir. Atentei às pessoas que possivelmente teriam torcicolo se continuassem a olhar para o céu. Sorri de canto de boca. Eram pequenas agora. Não que eu fosse grande, mas a distância me confortou de maneira inexplicável. Separados pela altura, que mais haveria de ser?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Levantei os olhos, o piloto acendia um cigarro. Olhei para os lados, estávamos adentrando um agosto de muita seca. O clima se refletia na imagem mal formada da cidade, imponente e bem dividida. Posta como toalha de mesa, remendada nas combinações de quadras e blocos de edifícios. Ao longe, um lago – agora trancafiado, fazia bem alguns meses. Ouvi dizer que era para reforma. Libertaram os animais enjaulados, removeram os visitantes e este – ah! Ficou só. Cintilava, ao longe, a formação do sol irradiando a poeira que pairava no ar. Mal conseguia respirar, dado à umidade baixa, ao fogo que aquecia minha cabeça de minuto a minuto. Busquei não me importar. Era um sonho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O cartão postal direcionava o olhar de qualquer cidadão, nascido nesta terra ou algum aventureiro. Embora no interior, ainda é a terceira maior cidade do Estado. Não deixava de ser: interior, repleto de pessoas com a cabeça pequena. Tal qual a cidade onde morei. Será que a visão seria assim? Algumas casinhas e, então, o verde inundaria. Voltei para o cesto que me carregava. Quando imaginei que flutuaria dentro de um cesto? O piloto acendeu outro cigarro – acredita que tem gente que se espanta? “Como assim você fuma dentro do balão?” – ri, ao olhar o que nos rodeava: quatro botijões de gás, combustível suficiente para manter nossos sonhos no alto. Ergui o queixo, o maçarico inflamava nossos rostos. Que mal haveria de fazer um cigarro? A cabeça encolhida não pertencia somente aos pés vermelhos. Não soube decifrar o incômodo em descobrir tal sina, mas continuei a apreciar a vista.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os sonhos certamente estão no alto. Olhar para baixo é ter certeza de que o que ficou abaixo pertence a outra história. De um lado, a urbanização invadindo um espaço que, embora o olhar limitado da terra não identifique, ainda dominava. Enormes tapetes verdes rastejavam até o horizonte, delineado por tímidas elevações terrestres. Montanhas. E a imensidão azul-amarelada era só minha. O pôr-do-sol respingado por pontos coloridos no céu. Nas ruas, pequenas formiguinhas apontavam o sonho acima das cabeças.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Minha companhia de cesto avisou que era hora de descer. Recolhi meus pensamentos e guardei-os na bolsa, junto à cintura. Quicamos em um terreno desconhecido. Era uma plantação solitária, tal qual a lagoa do parque, não fora os visitantes inesperados. Entre pés de aveia e cavalos correndo - assustados com o barulho facilmente identificável - crianças tapavam a boca e soltavam gritinhos de alegria. Seria possível? Tão perto? Corriam ao encontro daqueles que desciam do céu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Dá medo? Como é lá em cima?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- De onde vocês são? – arrisquei.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O maior deles apontou para baixo, na direção que o fim do dia seguia. Um barraco montado no fundo de um vale anunciava a noite com a luz de fora já acesa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Nós seguimos vocês! Posso sentar aqui?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O piloto consentiu, ainda que desconfortável, a presença empoleirada de cinco garotos ao redor do cesto. Cinco formiguinhas lá do alto. Cinco persistências em seguir o sonho aqui de baixo. O sonho tão distante, que para a alegria dos irmãos, veio pousar no próprio quintal. Seis sonhos realizados por um dia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-3105308480671653581?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/3105308480671653581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/09/um-sonho-uma-colcha-de-retalhos-um-dia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/3105308480671653581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/3105308480671653581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/09/um-sonho-uma-colcha-de-retalhos-um-dia.html' title='Um sonho, uma colcha de retalhos, um dia'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TI9WrmKT8II/AAAAAAAAAQY/RhITR4DcF-c/s72-c/02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-4361659325911947735</id><published>2010-09-06T07:00:00.000-07:00</published><updated>2010-09-06T07:05:28.207-07:00</updated><title type='text'>Nada é tão ruim que os argentinos não possam piorar</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TIT1DtRIzqI/AAAAAAAAAQI/D3ciLyFbci8/s1600/CRO.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 159px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TIT1DtRIzqI/AAAAAAAAAQI/D3ciLyFbci8/s200/CRO.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5513801287848218274" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;""Maradona analisa possibilidade de treinar time no Brasil, diz escudeiro de técnico". Desligado oficialmente do comando da seleção argentina, Diego Maradona pode até continuar sua até agora curta carreira de treinador no futebol brasileiro. Isso é o que diz seu fiel escudeiro e auxiliar técnico, o ex-jogador Alejandro Mancuso."&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Folha Online – publicado em 29 de julho de 2010, atualizado às 7h03&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aturdido, não conseguia engolir que o tricolor tomou de um a zero. Apoiei os cotovelos nos joelhos, segurei a cabeça – visivelmente decepcionado. Fitei o chão cor de tabaco, ainda exalava a produto de limpeza. Vislumbrei um fragmento do dia seguinte, a caça aos bambis certamente estaria no ápice da descontração alheia. Respirei fundo. Os caras no trabalho com certeza pegariam pesado. Já tinha recebido mensagem no celular avisando “dá-lhe Inter!” e fingi estar sem créditos para responder.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seria prudente inventar alguma desculpa. Alguma doença grave – era válido, ao menos evitaria aborrecimentos. Quiçá, salvaria até mesmo meu emprego. Maldita hora em que fui trabalhar para um corintiano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre um plano mirabolante e outro, reconheci a música do jornal. Era o último telejornal da noite, e eu torcia para que em momento algum fosse mencionado o “caso do goleiro Bruno”, ou seria obrigado a desligar a TV. Eu tinha de tirar da cabeça os erros de gramado – estava decidido. Concentrei toda a atenção no apanhado de notícias que a Christiane Pelajo prontamente anunciaria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ah, mas se arrependimento matasse... Mick Jagger teria torcido pela Alemanha nas quartas de finais ou eu teria ido dormir mais cedo. A reação, quase que instantânea, foi de incredibilidade. “Diego Maradona assume posto de técnico da Seleção Brasileira”. Diego Maradona. Ma-ra-do-na. Não podia ser verdade, deve ter dinheiro por trás disso! Explicação lógica para um fato sem nexo algum. Ver aquele barbudo faceiro acenando, como se tivesse ganhado na mega-sena, bastou para que a frustração de 2014 se consolidasse.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O apito ao final do jogo soou. Estava encerrado, era hexa. Finalmente o hexa! Sob os cuidados daquele que por baixo da camisa verde e amarela tinha impregnado na pele a cor azul e branca. Frustrado como qualquer patriota de época, ouvi atentamente o apito, que não parava de tocar. Barulho mais insuportável que a própria vuvuzela. Parecia até mesmo o meu...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abri os olhos, a claridade invadia o quarto. O ruído ensurdecedor tremia o criado-mudo e acordava o restante da vizinhança. Bati a mão com força para desligar o despertador, fazendo um estardalhaço ao derrubá-lo no chão. As pilhas foram inescrupulosamente arremessadas para debaixo da cama, obrigando-me a percorrer o mesmo caminho, engatinhando, à procura do relógio, que pairou sobre um jornal da semana anterior. “Mano Menezes assume a Seleção Brasileira”, era a chamada de capa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esfreguei os olhos, encarei novamente a página de esportes. Foi o suficiente para que a derrota da noite passada nem tivesse existido. Aliviado, fui passar um café antes de começar mais um dia de trabalho. Enquanto o aroma característico imbuía a cozinha, liguei a televisão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Pesquisa Ibope aponta Dilma com 39% e Serra com 34%”. Aninhei a caneca com o café novo por entre os dedos, levando o líquido à boca calmamente. Levantei-me, deixando a louça na pia, desliguei a TV. Bati a porta, encarei a rua, lembrando da última notícia que ouvira. E o dia mal havia começado...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Originalmente publicado em: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.jornalmateriaprima.com.br/menu/cronica/?id=60"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;http://www.jornalmateriaprima.com.br/menu/cronica/?id=60&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-4361659325911947735?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/4361659325911947735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/09/nada-e-tao-ruim-que-os-argentinos-nao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/4361659325911947735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/4361659325911947735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/09/nada-e-tao-ruim-que-os-argentinos-nao.html' title='Nada é tão ruim que os argentinos não possam piorar'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TIT1DtRIzqI/AAAAAAAAAQI/D3ciLyFbci8/s72-c/CRO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-3841869414277767398</id><published>2010-08-25T20:40:00.000-07:00</published><updated>2010-08-25T20:42:23.393-07:00</updated><title type='text'>É incerto</title><content type='html'>Te querer o bem&lt;br /&gt;Sem saber ao certo&lt;br /&gt;O certo alguém que tem&lt;br /&gt;Destino traçado&lt;br /&gt;Descrença aturdida&lt;br /&gt;No bem, mal&lt;br /&gt;Em triste partida&lt;br /&gt;E vai seguindo&lt;br /&gt;Todo o sistema imune&lt;br /&gt;De letreiros disformes&lt;br /&gt;E alegorias por vezes&lt;br /&gt;Que me fez assim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querer-te o bem&lt;br /&gt;Fazer sorrir pra mim&lt;br /&gt;E só o bem que faz&lt;br /&gt;Você por perto&lt;br /&gt;Dando a certeza&lt;br /&gt;De que nosso futuro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É incerto&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-3841869414277767398?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/3841869414277767398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/08/e-incerto.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/3841869414277767398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/3841869414277767398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/08/e-incerto.html' title='É incerto'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-4477319529775815949</id><published>2010-08-03T23:22:00.001-07:00</published><updated>2010-08-03T23:32:01.393-07:00</updated><title type='text'>E foi assim que aconteceu</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TFkIT5ykJWI/AAAAAAAAAPs/KH9QtzClHoc/s1600/DSC_0038.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TFkIT5ykJWI/AAAAAAAAAPs/KH9QtzClHoc/s320/DSC_0038.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5501437557833213282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Nem sabia o que pensar, corria desenfreada pela portaria do prédio. O porteiro, sem entender, digeria lentamente o assunto da fofoca na hora do almoço. Certamente alguma coisa de errado estava acontecendo para que a garota do quarto andar saísse correndo daquela forma. Fugindo de si mesma, de qualquer retalho de culpa, do que não podia acreditar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Ela demorou a ser assaltada até aquela tarde supostamente aleatória. Foi ao acaso, o interesse era outro, profissional. O parque absorvia toda a luminosidade, a luz mágica. O ambiente era favorável, e então eles se conheceram. E seus pensamentos foram furtados.&lt;br /&gt;Poucas palavras de fato, mas o riso ecoando ao fundo de uma paisagem tão surreal reconfortava os pensamentos, alinhava-os para um único endereço: um ao outro. A sexta-feira demorou a chegar. Ela preferiu ficar em casa, vendo algum filme. Ele saiu para a noite, ironicamente a procura dela. Sem resposta. E sem saber que, ao ver o mocinho do filme, involuntariamente pensou nele. Estava acontecendo, ela pressentia.&lt;br /&gt;- Achei que fosse te ver hoje&lt;br /&gt;Pela idade, ele já podia pensar em um compromisso de fato. Ela era nova, começo de faculdade. Ele, diplomado, empregado e independente. Ela, mais uma sonhadora. Ele vivia o que quisesse viver, corria atrás da impulsividade. Ela, atada à saia da mãe, mal sabia o que era pisar na calçada do mundo. A sorte é que a garota tinha a mais bela visão de tudo, exceto pelas grades que ladeavam a vontade de voar. O registro era feito da janela, memorizado no papel e as histórias que tinha para contar era de um mundo só dela. E que ele, agora, queria fazer parte.&lt;br /&gt;Nunca havia visto tal comportamento, de criatura livre querer se aprisionar. Entoou a mais bela canção, inflou toda a coragem que pôde e quis saber o que tinha por trás daqueles olhos castanhos. Daquela fisionomia frágil e deturpada. Antes da data que mudaria todos os planos, cada um desejava a vida do outro sem saber. E de repente, não mais que de repente, todo o pranto e fúria se fizeram véu e poesia. Caíram ao mesmo andar, nada mais existia a não ser a possibilidade da felicidade compartilhada.&lt;br /&gt;Era o que os dois buscavam. Que todos buscavam. A felicidade. Excentricidade da vida a dois, os mimos e gracejos que encarnam o sentimento mais popular e menos compreendido. Responsável por dopar a maioria das pessoas. Não seria diferente agora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-4477319529775815949?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/4477319529775815949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/08/e-foi-assim-que-aconteceu.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/4477319529775815949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/4477319529775815949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/08/e-foi-assim-que-aconteceu.html' title='E foi assim que aconteceu'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TFkIT5ykJWI/AAAAAAAAAPs/KH9QtzClHoc/s72-c/DSC_0038.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-6482467454635456615</id><published>2010-07-14T19:50:00.000-07:00</published><updated>2010-07-14T20:06:45.164-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cash In Flowers'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eco Estático'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='DreamCake'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Strettos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rock and roll'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Londrina'/><title type='text'>Little London</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TD569g5WH2I/AAAAAAAAAPk/FIJ9KyZMdfc/s1600/DSC_0478.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TD569g5WH2I/AAAAAAAAAPk/FIJ9KyZMdfc/s320/DSC_0478.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493963792659652450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TD569MNiOEI/AAAAAAAAAPc/9HbH7NAYgQI/s1600/DSC_0341.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 213px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TD569MNiOEI/AAAAAAAAAPc/9HbH7NAYgQI/s320/DSC_0341.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493963787107186754" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TD54u7J3qhI/AAAAAAAAAPU/vHfPv4Wu6aE/s1600/DSC_0862.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 213px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TD54u7J3qhI/AAAAAAAAAPU/vHfPv4Wu6aE/s320/DSC_0862.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493961342986988050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TD54t4VOMsI/AAAAAAAAAPM/d1kujObOxjo/s1600/DSC_0753.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 213px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TD54t4VOMsI/AAAAAAAAAPM/d1kujObOxjo/s320/DSC_0753.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493961325049426626" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TD54tLazJJI/AAAAAAAAAPE/55pz_k1pz18/s1600/DSC_0572.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 213px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TD54tLazJJI/AAAAAAAAAPE/55pz_k1pz18/s320/DSC_0572.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493961312993223826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TD54rtlBcFI/AAAAAAAAAO8/FvCCBKr2Wq0/s1600/DSC_0608.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TD54rtlBcFI/AAAAAAAAAO8/FvCCBKr2Wq0/s320/DSC_0608.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493961287803170898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;Não, não esqueci que tenho blog, hahaha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Atualizando com as fotos do dia 3 de julho, lá em Londrina.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bandas que tocaram: Cash In Flowers, DreamCake e Eco Estático.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aproveitando a deixa para "comemorar" com certo atraso o Dia Mundial do Rock, que foi no dia 13.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Valeu moçada! :)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-6482467454635456615?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/6482467454635456615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/07/little-london.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/6482467454635456615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/6482467454635456615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/07/little-london.html' title='Little London'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TD569g5WH2I/AAAAAAAAAPk/FIJ9KyZMdfc/s72-c/DSC_0478.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-4243563792624453370</id><published>2010-06-24T20:54:00.001-07:00</published><updated>2010-06-24T20:59:43.419-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='luto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='acidente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alto piquiri'/><title type='text'>Luto</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TCQorEejEGI/AAAAAAAAAO0/brEbrYCqNoY/s1600/Sem+t%C3%ADtulo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 228px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TCQorEejEGI/AAAAAAAAAO0/brEbrYCqNoY/s320/Sem+t%C3%ADtulo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5486554966445461602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Queria voltar aqui com mais tempo, com mais crônicas e com mais fotos. Talvez do post de hoje crie-se uma narrativa que consiga exemplificar melhor o que tantos estão sentindo agora, e que não consegui expressar bem no que segue adiante, mas tentei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O plano terrestre para uns serve momentaneamente de moradia para a grandiosidade que o espírito poderá alcançar quando tiver plenitude de divagar sem se prender ao campo material. Falo de alma, de sentimento, de ações. Refiro-me, sufocando o sentimento de perda, pessoas que poderiam estar mais próximas. Que eu poderia ter feito do contato em eventos, amizades plenas e duradouras. É assim que nos referimos às amizades construídas dentro de uma família. Critiquem ou não, existem pessoas que fazem da família Rotária uma segunda família e que, notícias bruscas ecoam os flashs da última vez em que vimos os envolvidos, explanando toda aquela alegria de quem tem gosto pela vida. Como de praxe, penso no que estou fazendo da minha própria vida e de que forma posso melhorá-la, seja deixando de levar a sério algumas situações ou mesmo ignorando comentários alheios.&lt;br /&gt;Sem rodeios, toda perda traumatiza. Toda perda é lembrada. Em alguns casos, em especial este, fere. Feriu o que chamamos de companheiros, de gente do bem, de pessoas com potencial extraordinário. E recordo que palavras assim geralmente são pronunciadas logo após a tal perda. O pensamento de injustiça aflora e questiono-me desde cedo: por quê?&lt;br /&gt;Conversando hoje no intervalo de aula com minha professora e mais um amigo, colocamos em questão o que já havia passado pelos pensamentos desta criatura atordoada que escreve – e se eu estivesse trabalhando no jornal, tivesse de conferir quais foram os “presuntos” do dia para divulgar notas de falecimento e me deparasse com nomes conhecidos? As pontadas na cabeça e os olhos lacrimejando, escondendo-se atrás do óculos redefiniram meu estado. A postura profissional e psicológica constantemente é posta em choque e, em casos assim, tão rotineiros para as redações da vida, acabariam por tirar uma, ou duas noites de sono – não só minha, é verdade, mas de uma cidade inteira que declarou luto oficial pela tragédia. Por um distrito que uniu e fortaleceu, no mínimo, orações de conforto por todas as vidas esvaídas e todas as que foram atingidas de alguma forma.&lt;br /&gt;Seja por compartilhar a dor do próximo ou mesmo sacudir a angústia descendo e subindo de elevador na garganta, o sentimento é universal.&lt;br /&gt;Esforcei-me para escrever algo digno, algo que jornais não têm tempo de fazer – homenagear todos os acidentados, de todos os dias. O projeto de homenagem não passou de um grito ecoando pelo corredor escuro que um dia todos nós teremos de atravessar.&lt;br /&gt;Sobe mais um nível estatístico de acidentes de trânsito, sobe a bandeira preta do luto de tanta gente. Eu subo a bandeira branca e clamo por paz. Aos familiares, aos amigos, aos que se sensibilizaram com o acontecimento. Eu quero paz!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-4243563792624453370?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/4243563792624453370/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/06/luto.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/4243563792624453370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/4243563792624453370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/06/luto.html' title='Luto'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TCQorEejEGI/AAAAAAAAAO0/brEbrYCqNoY/s72-c/Sem+t%C3%ADtulo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-2655888541421044947</id><published>2010-05-30T17:57:00.000-07:00</published><updated>2010-05-30T21:47:58.141-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='colégio'/><title type='text'>Voltando atrás</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TAMJ7y0nbjI/AAAAAAAAAOM/WcSvrQlW_7Y/s1600/foto08.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 257px; height: 177px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TAMJ7y0nbjI/AAAAAAAAAOM/WcSvrQlW_7Y/s320/foto08.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5477232494672047666" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Achei que era brincadeira, coisa de gente velha falar que o tempo encurta com o passar dos anos. Mentira deslavada afirmar que passar manhãs e tardes no colégio iria fazer falta. Quem foi que disse que eu precisaria da tal da física para o curso que eu pretendia? Ahh, quando eu fizesse 18 anos, tudo seria diferente. Seria sim, tudo mais bonito, eu seria gente grande. Poderia dirigir e entrar nos lugares que eu quisesse. Estudar para a faculdade que eu escolhi depois de tanta matéria chata no ensino médio. Uniforme? Nunca mais teria de usar, o do colégio não. As amizades continuariam as mesmas, melhor ainda, aumentaria o ciclo de amizades. O sonho estava prestes a se concretizar com a minha formatura do “terceirão”. Outro caminho, outras histórias. Esperei tanto para poder dizer que... A decepção veio com os anos adiante meus 17.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TAMMer4LsKI/AAAAAAAAAOs/vFLzUr_OeaM/s1600/1229287809210_f.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 125px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TAMMer4LsKI/AAAAAAAAAOs/vFLzUr_OeaM/s200/1229287809210_f.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5477235293126635682" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Se estou com quase-dezenove e cabeça de sessenta, eu não sei dizer, mas preciso imediatamente de uma fórmula que transforme as 24h em 36h, no mínimo. O sono nunca foi um bem tão precioso, e tão raro. Custo acreditar que sinto falta de manhãs e tardes, vestindo o uniforme azul marinho e branco com a mochila repleta de apostilas nas costas. Hoje, se pudesse, ficaria até noites em claro no colégio estudando física, química e matemática.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TAMKbyfMDSI/AAAAAAAAAOU/EHZDlXZY8z4/s1600/aniversario2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TAMKbyfMDSI/AAAAAAAAAOU/EHZDlXZY8z4/s200/aniversario2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5477233044337986850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Passaram-me uma rasteira. Por que esperei tanto os 18? Queria tanto voltar aos 14. É sempre assim? Esperamos chegar a um ponto para voltarmos? Triste pensar que voltar, a partir de então, apenas por fotos espalhadas pela cama, lendo as provas antigas feita às pressas porque não tinha estudado. Saudade aperta o peito ao passar por aquela mesma calçada, ver que nada lá dentro mudou... Mas que não posso mais desfrutar daquele ambiente. Só restam as lembranças.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TAMMUbub7fI/AAAAAAAAAOk/9lcRWT-yMTY/s1600/1156468982_f.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 151px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TAMMUbub7fI/AAAAAAAAAOk/9lcRWT-yMTY/s200/1156468982_f.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5477235116992097778" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Dirigir nunca me pareceu tão necessário. Uma necessidade, e não uma diversão como pensava que seria. E a carteira ainda não veio. Apesar de tudo, não tenho pressa. São tantos acidentes, tantas histórias que ouvimos... A imprudência no trânsito não é mais da boca pra fora, é real e faz inúmeras vítimas. O hábito de ler isso a todo instante, fez do absurdo, cotidiano.&lt;br /&gt;Enfim, as amizades. Ah, com 18, festaríamos horrores! Sairíamos todos os finais de semana, nos encontraríamos em barzinhos tomando cerveja legalmente (agora não precisava pedir para alguém “de maior” comprar!) e cada um compartilharia do universo universitário que agora vivemos. Até a formatura, sairíamos sabendo, além do próprio curso, mais uns três ou quatro. A certeza de que a amizade vingaria minguou. É claro que o carinho e a consideração permaneceram intactos... Mas o contato, quanta diferença. Trocamos as baladas por raros telefonemas. Os bares e a cerveja por um recado de Orkut a cada... Sei lá quanto tempo. A desculpa? Esse mesmo, o tempo – ou a falta dele. Ampliamos a rede de contatos sim, mas superficialmente. Conversa na hora de tomar um café e debater trabalhos que deveriam ser feitos com antecedência e que foram realizados às pressas e de última hora.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TAMK3gR-baI/AAAAAAAAAOc/mA2aPbdA5EY/s1600/1225326308839_f.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TAMK3gR-baI/AAAAAAAAAOc/mA2aPbdA5EY/s200/1225326308839_f.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5477233520487067042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O pior de tudo não é somente a saudade que fica da época em que achávamos o cúmulo estudar três capítulos do livro de história. “É muito conteúdo!”. Reclamar faz parte. Hoje reclamo sim, reclamo de como poderia ter aproveitado mais a melhor fase da minha vida. Reclamo de como a postura que assumo hoje é a da gente velha que eu zombava anteriormente. Pior do que assumir a postura que eu não queria e nutrir o perfil que eu não esperava, é que a tendência depois dos 18 é piorar. Dali a pouco sentirei falta do tempo em que tinha tempo para sentar e relembrar histórias, rever fotografias e dizer que se pudesse, viveria tudo de novo.&lt;br /&gt;A nostalgia tomou conta do meu domingo. Ah, como eu odeio domingos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-2655888541421044947?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/2655888541421044947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/05/voltando-atras.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/2655888541421044947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/2655888541421044947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/05/voltando-atras.html' title='Voltando atrás'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/TAMJ7y0nbjI/AAAAAAAAAOM/WcSvrQlW_7Y/s72-c/foto08.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-4496720423857496216</id><published>2010-05-23T16:09:00.000-07:00</published><updated>2010-05-23T16:15:24.474-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='show'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rock'/><title type='text'>Um dia eu aprendo.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S_m2eKTtMjI/AAAAAAAAAOE/tarLbJaz4EY/s1600/DSC_0208.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S_m2eKTtMjI/AAAAAAAAAOE/tarLbJaz4EY/s320/DSC_0208.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5474607451324887602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S_m2diujgGI/AAAAAAAAAN8/7ygXld4g0TA/s1600/DSC_0198.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 253px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S_m2diujgGI/AAAAAAAAAN8/7ygXld4g0TA/s320/DSC_0198.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5474607440700080226" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S_m15MgFjzI/AAAAAAAAANc/2ALPIGeXRdE/s1600/DSC_0123.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S_m15MgFjzI/AAAAAAAAANc/2ALPIGeXRdE/s320/DSC_0123.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5474606816258527026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S_m2dTN7knI/AAAAAAAAAN0/QRTAQJUPaxs/s1600/DSC_0732.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S_m2dTN7knI/AAAAAAAAAN0/QRTAQJUPaxs/s320/DSC_0732.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5474607436536713842" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S_m2c64KBSI/AAAAAAAAANs/t7ZsjnqomeE/s1600/DSC_0727.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 213px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S_m2c64KBSI/AAAAAAAAANs/t7ZsjnqomeE/s320/DSC_0727.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5474607430002935074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S_m2BDE1qAI/AAAAAAAAANk/47qQEK5EyH8/s1600/DSC_0502.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 294px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S_m2BDE1qAI/AAAAAAAAANk/47qQEK5EyH8/s320/DSC_0502.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5474606951167272962" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Sexta-feira (21), Trip, Ana brincando - de novo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-4496720423857496216?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/4496720423857496216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/05/um-dia-eu-aprendo_23.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/4496720423857496216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/4496720423857496216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/05/um-dia-eu-aprendo_23.html' title='Um dia eu aprendo.'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S_m2eKTtMjI/AAAAAAAAAOE/tarLbJaz4EY/s72-c/DSC_0208.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-3741552376602930610</id><published>2010-05-18T21:32:00.001-07:00</published><updated>2010-05-18T21:38:16.453-07:00</updated><title type='text'>Mais uma...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S_Np8JmDTII/AAAAAAAAAMc/sBtkOYzLPLI/s1600/Imagem+101.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S_Np8JmDTII/AAAAAAAAAMc/sBtkOYzLPLI/s320/Imagem+101.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472834454273870978" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;E a garota, empolgada demais pela tarde enlameada que passara entre rabanetes, alfaces e quiabos, fora mostrar ao professor a recompensa disso tudo: um all star coberto de lama. A tal da terra que ora é nomeada de roxa, ora vem a ser vermelha – não importava – fazia presença no conjunto da obra. Suja, mas satisfeita. E como se fosse uma censura, mas inevitavelmente um conselho de pai, recebeu em resposta:&lt;br /&gt;- Vai se acostumando, essa é a vida que um fotógrafo leva.&lt;br /&gt;Como se não bastasse a empolgação típica, ela já sabia que aquela resposta era suficiente para fechar o dia de maneira que a deixasse mais feliz – como se fosse possível. Essa era a vida que escolhera. Entre lama, lentes e histórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S_NqKP9podI/AAAAAAAAAMk/x-KpLHICKVs/s1600/DSC_0188.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S_NqKP9podI/AAAAAAAAAMk/x-KpLHICKVs/s320/DSC_0188.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472834696501633490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-3741552376602930610?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/3741552376602930610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/05/mais-uma.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/3741552376602930610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/3741552376602930610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/05/mais-uma.html' title='Mais uma...'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S_Np8JmDTII/AAAAAAAAAMc/sBtkOYzLPLI/s72-c/Imagem+101.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-1558702746929741191</id><published>2010-05-13T21:12:00.000-07:00</published><updated>2010-05-13T21:33:54.241-07:00</updated><title type='text'>E você é?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S-zO-R1BPVI/AAAAAAAAAMU/iuaHU7z331Y/s1600/0beb429de405de55720cb56994f47591.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S-zO-R1BPVI/AAAAAAAAAMU/iuaHU7z331Y/s320/0beb429de405de55720cb56994f47591.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5470975216681303378" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Era tarde da noite já, ela estava desiludida demais para continuar em casa. Saiu às pressas antes que alguém da casa acordasse – tinha esquecido até que morava sozinha desde o início do ano. Condenava o fumo, achava-o ridículo até, mas inexplicavelmente precisava dar um trago. Dirigiu-se até a loja de conveniência mais próxima – a que estava aberta – e pediu um maço do cigarro mais barato, juntamente com um isqueiro verde – cor da esperança que lhe faltava. Enquanto o atendente obedecia fielmente às suas ordens, ela abaixou-se para amarrar o all star desbotado.&lt;br /&gt;Pagou e deu o fora dali, precisava espairecer urgentemente. Buscou em vão por estrelas que ilustrassem aquela noite tenebrosa, decepcionando-se mais uma vez em não ser atendida. Será que era tudo culpa dela? Não se encaixava em lugar algum. Não tinha um grupo de amigos fixo, não tinha uma convivência harmoniosa com os vizinhos, já não se identificava com a universidade e, pudera, não tinha perfil para doutrinas religiosas. Sentou-se ao meio fio, três quadras à frente da lojinha. A cidade estava terrivelmente parada. Domingo à noite, sabe como é, um tédio. Todos em casa, assistindo ao final do Fantástico, quiçá Big Brother. E ela ali, sem chão, sem estrelas no céu, perdida completamente em pensamentos não fundamentados.&lt;br /&gt;Olhou o cigarro na mão direita, encarou-o com nojo de si própria. Aquela cena não se encaixava. Era perigoso andar na rua àquele horário. Era perigoso fumar. Era perigoso beber. Tudo tinha um falso marketing que indicava perigo. Alguém já tinha avisado que era também perigoso tentar viver? Ninguém saía vivo dessa aventura, esse decoreba todos já sabiam bem. As músicas do mp3 já nem pareciam seleção dela. Ansiava por novidades que tardavam a chegar. Chorou. Extravasou o aperto no peito com as lágrimas insistentes em saltar daquele abismo. Tossiu, não estava acostumada com a fumaça e a nicotina. Resolveu que daria mais uma volta, daria um close na cidade que ninguém mais sonhava em ver: quieta, com uma beleza singular. Mal iluminada, mesmo assim, bela.&lt;br /&gt;Foi até a praça da igreja central, sentou-se na gigantesca escadaria de mármore. Gélido. O vento começava a soprar anunciando a mudança de estação. Ela nunca tinha gostado do verão mesmo. Mas será que o outono combinaria com o estado de espírito incombinável que ela tinha consigo? Friccionou os dedos nas têmporas, como se sofresse de um mal que não era dela – a enxaqueca – quando o susto apoderou-se das emoções.&lt;br /&gt;- Ahn... Olá.&lt;br /&gt;Instintivamente ela deu um salto para trás, jogando uma das pernas à frente como se aquilo pudesse parar a figura que estava posta – enganou-se, não à frente, mas ao lado. Um indigente, desses moradores de ruas drogados e sem previsão de vida abundante. Esperava que este estivesse cheirando a cachaça barata, mas não. Forçou os olhos naquele breu para tentar decodificar a imagem que chamara a sua atenção. A barba um tanto quanto Marcelo Camelo, os cabelos até pra baixo da orelha formando cachos não uniformes. O olho não conseguia distinguir, mas pareciam castanhos. Grandes cílios. Riu da reação já esperada – os dentes surpreendentemente em perfeito estado.&lt;br /&gt;- Oi. – disse, assumindo uma postura de poucos amigos.&lt;br /&gt;- Posso me sentar?&lt;br /&gt;Ela só se deu ao trabalho de olhar o degrau que dividiria com aquele estranho. Ele entendendo o silêncio como um “sim”, ocupou seu lado esquerdo na escada.&lt;br /&gt;- Quer? – ofereceu asperamente um dos cigarros que completavam o maço.&lt;br /&gt;- Não fumo. Obrigado.&lt;br /&gt;- Não isso, não é? – disse sem pensar.&lt;br /&gt;- Porque é que as pessoas julgam as outras pela aparência? Tenho cara de maconheiro, moça?&lt;br /&gt;- Desculpe, não foi a intenção ofender.&lt;br /&gt;- Me chamo Eloím. Você é?&lt;br /&gt;- Gabriela.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-1558702746929741191?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/1558702746929741191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/05/e-voce-e.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/1558702746929741191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/1558702746929741191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/05/e-voce-e.html' title='E você é?'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S-zO-R1BPVI/AAAAAAAAAMU/iuaHU7z331Y/s72-c/0beb429de405de55720cb56994f47591.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-2923717201126657141</id><published>2010-05-05T13:46:00.000-07:00</published><updated>2010-05-05T13:52:04.320-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adoção'/><title type='text'>"Tá pensando que isso é mercadoria?"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S-HaFR68bCI/AAAAAAAAAMM/x4XTtZh_FUA/s1600/ENT.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S-HaFR68bCI/AAAAAAAAAMM/x4XTtZh_FUA/s320/ENT.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5467891206849326114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="descricaoFoto"  style="font-size:78%;"&gt;Para o juiz Costa, é impossível não se apegar à criança adotiva&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;" class="descricao"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;" class="descricao"&gt;Renê Pereira da Costa, 60, juiz da Vara da Infância e Juventude de Maringá, retrata os impasses no processo de adoção&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Era início da semana, segunda-feira, dia 19 de abril, sob um céu “risonho e límpido”, que a entrevista tinha hora para começar: 13h30. Bastou entrar no Fórum de Maringá e questionar “Onde fica o gabinete do juiz Renê?”, que o caminho rapidamente foi indicado: “Segue reto, vira à direita e vira à direita de novo”.&lt;br /&gt;O comando pareceu funcionar, afinal, naquele ambiente um tanto quanto escuro, com pessoas transitando de um lado para o outro, duas fileiras de bancos se encontravam diante da plaquinha acima da porta amarelada: “Juiz de Direito Infância e Juventude”. Não demorou muito para reconhecer o entrevistado chegando. A passos largos e um cumprimento de cabeça, Costa entrou no gabinete sem falar nada. Instantes depois o assessor aparece à porta, pedindo para entrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia de antipatia que fizera anteriormente diluiu-se logo no primeiro contato pessoalmente: um aperto de mãos e uma sequência de perguntas com respostas bem embasadas. Renê Costa formou-se pela então Faculdade de Direito de Curitiba em 1973 e é responsável pela Vara da Infância e Juventude de Maringá desde 1997. Por trás da postura rígida e séria, esconde um passado de muito suor para estar onde está: foi apresentado ao trabalho logo cedo, com 8 anos colhia café e aos 10 pintava automóveis. Conciliou a origem humilde com os estudos. Mais do que correr atrás de oportunidades, o renomado juiz construiu a própria oportunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Como lidar com a situação quando não existe adaptação da criança à família adotiva?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;É um costume meu de fazer: quando alguém vem adotar uma criança, de zero a 1, muitos casais, principalmente os jovens, pensam que a adoção é só alegria e não é. Porque a criança chora, tem dor de barriga, dor de ouvido, tem uma série de dificuldades. O que acontece: não existe uma adaptação. Colocamos um período em torno de seis meses de observação, em que o casal, entre o pedido de adoção e a guarda provisória que concedemos, convive com a criança para ver se é realmente isso que eles pretendem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A maioria das pessoas prefere adotar bebês. A preferência é por conta da adaptação ou tem outro motivo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A maioria prefere bebê, de preferência de um mês de idade, justamente para adaptação e a educação adequada, porque é a criação que vai resolver. Uma criança com 5, 6 anos, já tem alguns costumes. No café da manhã, se a criança prefere café ou chá, é um costume. São manias adquiridas com o tempo, que pegam sem saber. Agora, se pega um recém-nascido, vai moldá-lo de acordo com a família, com os costumes, de ir à igreja ou não ir à igreja, ter uma vida farta ou não, ter café da manhã. Enfim, os costumes básicos que fazem a diferença. Quando você pega uma criança para doutrinar, ela adere a todos os costumes, entra no que você gosta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;É aconselhável o casal falar para a criança que ela é adotada?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tem de falar. Entre os 5 e 8 anos de idade, é preciso conversar e explicar que é filho do coração. Quanto menos criticar a mãe biológica, melhor. Falar que ela abandonou não traz benefício nenhum para a criança, nem para a convivência. É prejudicial. É evidente que lá na frente [a criança] vai conseguir descobrir e acaba complicando. Se falar que é filho do coração, ela acaba entendendo. O importante na adoção é que damos um encaminhamento da criança para um casal. Às vezes a criança leva sorte, nasceu pobre, e acaba em uma família rica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;E quando o casal se interessa em adotar a criança e a família biológica quer a criança de volta?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não tem como reverter, porque antes da adoção a mãe ou os pais chegam aqui e declaram que não têm interesse nem psicológico, nem financeiro e realmente não querem a criança, querem desistir do pátrio poder ou, então, a Justiça, o Ministério Público, entra com uma ação de destituição do pátrio poder. Destituindo, o poder fica disponível para a Justiça, e não tem como os pais irem procurar a criança. Primeiro porque não sabem com quem está, ocorre em segredo da Justiça, troca de nome, de registro, desaparece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Caso a criança adotada queira conhecer os pais biológicos, pode?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Só se os pais adotivos falarem, a Justiça jamais vai dizer. Eles podem deixar conhecer, mas pai é quem cria. Não existe na cabeça de uma criança que foi criada por um casal, depois de 15 ou 20 anos, falar que quer voltar para os pais biológicos. Os outros pais são estranhos à relação dela, não vai conseguir colocar na cabeça que vai voltar. Visitar é até normal. Se os pais adotivos pedem para visitar, a gente pode abrir o registro. Isso acontece por curiosidade, para conhecer. Se tiver uma razão, “olha, eles abandonaram você”, é pior ainda, não pode abrir. Mas tem gente que entrega o filho e sai chorando. Muitas adoções são de moças que vêm de outros Estados, chegam aqui e ficam grávidas, não podem chegar de barriga para o pai, então ficam até ganhar o bebê e entregam para a adoção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Como funciona o processo em casos de adoção por casais homossexuais?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Se o casal vive bem, você entrega, mas a primeira coisa no processo de adoção se chama habilitação, que é o momento em que você chega aqui com os documentos pessoais, endereço, a ficha geral e inclusive empregatícia. Vamos analisar a idade. Por exemplo, como vou entregar uma criança para alguém com 55 anos? A hora que a criança precisa dele, a pessoa não tem condições de educá-la, pelo menos da maneira que deveria ser, de correr atrás e ser participativo. O juiz tem de analisar todos esses aspectos objetivos e subjetivos da lei, para que, se indeferir o pedido, ele possa agravar ou recorrer. Mas é um direito do juiz de reprovar, não é o normal da Justiça liberar. Basta indeferir a habilitação, porque, se não tiver, não pode adotar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Há crianças que vão e voltam várias vezes para adoção. Não fica a impressão de que elas fazem parte de um comércio?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Eu já falo assim, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Você tá pensando que isso aqui é mercadoria?"&lt;/span&gt;. A pessoa chega aqui, pega, olha, usa e depois devolve? Eu “boto pra quebrar!”. Teve um caso de uma criança que estava com o casal havia uns três ou quatro anos. Depois eles resolveram que não queriam mais e a criança começou a sofrer. Decretei a prisão dos dois e falei que eles ficariam presos enquanto a criança estivesse chorando. Enquanto ela não estiver bem, em condições normais, vocês ficam detidos, “Ah, mas e a arbitrariedade?”. Faz um habeas-corpus e manda para o tribunal. “Procura teus recursos, porque o senhor está preso”. Prendi os dois, até que a criança se adaptou direitinho. Mas enquanto ela estava sofrendo, eles também estavam. Tem hora que você tem de jogar duro, porque ninguém é obrigado [a adotar]. Você faz o cadastro se quiser, pega a criança se quiser. Agora, pegou tem de ter responsabilidade para criar da melhor maneira possível, ter o mesmo amor que você tem a um filho. Até para um gato, um cachorro você tem amor e em uma criança que você pega ali, recém-nascida, fica acompanhando, não é possível que não adquira amor de pai, de criá-la, educá-la e querer um bom futuro para ela.&lt;br /&gt;Eu tenho um sonho, no passado, uns oito anos atrás, tentei em Maringá, não um processo de adoção, mas eu queria casais para pegar crianças no abrigo, escolher uma criança, sem precisar levar pra casa, só acompanhá-la, dar uniforme escolar, acompanhar na escola, ver como está o desenvolvimento, se precisar de médico, dar um plano de saúde, fazer um acompanhamento até uns 16, 18 anos de idade, para ser um cidadão. Na época eu fiz uma campanha na mídia, TV, rádio, jornais e consegui um casal. Um! Ninguém quer saber. A grande verdade funciona da seguinte maneira: o que está sobrando para mim, está faltando para alguém. Deus não fez as coisas assim, Deus fez todo mundo igual. Eu posso ter mais que você, porque eu já estudei, tenho mais idade, tenho um pouco mais. Não posso ter além disso. Todos têm que ter comida, remédio para dor, uma escola para estudar. Tem que ter as mesmas condições, todo mundo tem direito.&lt;br /&gt;As pessoas não se preocupam, de maneira nenhuma, com os semelhantes. Um casal que tem um filho, dois filhos e perde o emprego, por exemplo. Ele tem que comer, a mulher tem que comer, mas antes, as crianças têm que comer. Ele às vezes comete um furto, entra para a criminalidade, para cobrir uma situação que na realidade cabe ao Estado, ao Município, à sociedade. Supri-la! E não é isso que acontece, tem gente que passa dificuldade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Como anda o processo de adoção de crianças em Maringá?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Para o processo de adoção, existe um livro para as pessoas interessadas, eu falo pessoas porque não há necessidade de ser casal, são pessoas. Também é um livro de crianças disponíveis para adoção. Hoje nós temos mais ou menos na lista de espera em torno de 120 pessoas e crianças disponíveis para adoção: nenhuma.&lt;br /&gt;Fazemos por ano em Maringá em torno de 10 a 12 adoções e a demanda está em torno de 120. Se as coisas caminharem do jeito que está, as pessoas que estão no final vão demorar de oito a dez anos para a adotarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Com a nova lei, o senhor acha que vai facilitar o processo de adoção?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Facilita porque fica no cadastro nacional e as pessoas têm de escolher onde querem se cadastrar. Se a pessoa se cadastrou em Maringá, não pode se cadastrar em Sarandi, em Manaus, São Paulo, então é um cadastro só, porque se sair daqui e for se cadastrar em outro lugar vai bater com a lista de existência. Então veio facilitar justamente por isso, antes, as pessoas para agilizarem o processo, faziam cadastro em pelo menos dez comarcas, então muita gente ficava impossibilitada de fazer adoção. Uma criança daqui saía para São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul. Hoje as crianças de Maringá ficam em Maringá, porque os cadastrados são daqui, 80% residem na comarca. Nesse sentido, o cadastro nacional foi importante, porque eu não posso de maneira nenhuma suprimir alguém. Quando você tem uma criança disponível e entra no cadastro nacional, da comarca, a classificação sai na hora. Na lista dos 20 primeiros, você pega o primeiro e vê se ele tem interesse, se não tiver, vai para o segundo. Não tem perigo nenhum da pessoa se preocupar de que alguém vai passar na frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;E quando existe caso de casais estrangeiros que querem adotar uma criança brasileira?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A adoção de casais estrangeiros existe na comarca há mais de 11 anos e eu nunca vi nenhum, não tem. A adoção internacional de uns 15 anos para cá acabou, porque hoje tem um conselho que se chama CEA (Conselho Estadual de Adoção), que é no tribunal, onde é composto pelo presidente do tribunal, vice-presidente, alguns juízes e promotores, psicólogos, psiquiatras e pedagogos. Esse grupo faz uma análise, e hoje para liberar alguém para a adoção internacional, tem que consultar todas as comarcas, se não tem ninguém nacional interessado. Se tiver, a prioridade é nacional. Por essa razão que a adoção internacional ficou sem condições no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Alguns casais brasileiros se interessaram em adotar as crianças do Haiti, e a Unicef tem uma postura que só libera em último caso. Essa é uma postura correta?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Nem todas essas crianças estavam disponíveis para adoção. Estavam em dificuldades de sobrevivência. Alguns os pais morreram, mas outras os pais não morreram: estavam em dificuldade financeira, de sustento. Eu acho, por exemplo, que a posição seria diferente, como trazer essas crianças aqui e colocar nos abrigos que existem. Aqui em Maringá existe um monte de abrigos, e faltam crianças para abrigar. Nós temos espaço, como tem espaço em todas as comarcas do estado e do Brasil. Então o assessoramento para o Haiti é no sentido de colocar essas crianças aqui, não para uma adoção. Se pudesse, iria para a adoção aqueles que realmente estão disponíveis, sem os pais biológicos ou algum parente que possa cuidar, porque primeiramente no processo de adoção, procura-se deixar a criança no vínculo familiar. Se os pais que não têm condições e simplesmente querem deixar a criança, mas um tio ou os avós querem criar, é obrigado a deixar dentro da família. Por isso tem três modalidades de colocação de família substituta: a guarda, tutela e a adoção, que é a última delas, porque tem que procurar sempre colocar no seio familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Geralmente quem adota é quem não tem filhos ou têm casais com filhos que também adotam?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Devido ao pequeno número de crianças para adoção, nós só entregamos para casais sem filhos, porque não é possível que a pessoa já tenha filhos e tenha preferência na adoção. Então pulamos e entregamos a criança para as pessoas ou o casal que não tem filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Qual a relação dos lares da cidade com crianças em adoção?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;As crianças que ficam ali são pouco diferentes das crianças do Haiti. São crianças que os pais são desajustados, usuários de drogas, desempregados e não tem familiares aqui para poder colocá-los em uma família substituta da própria família. Então retiramos as crianças e colocamos nesses lares aguardando um tempo, um mês, um ano, dois anos, até que você verifique se aquele casal está trabalhando, se ajustando e fazendo tudo aquilo que nós mandamos, visando o retorno à sociedade. Nós ficamos aguardando para devolver a criança. Porque se for retirar todas as crianças dos pais que ganham pouco, não tem uma boa alimentação e não vive tão bem, lota um salão grande. O objetivo do estado, da família e da sociedade é manter esses locais, porque muitas mães passam dificuldades porque querem. Ficam desempregadas, só o pai que trabalha e não ganha nem um salário mínimo para alimentação. Como vai fazer com as crianças? Têm dificuldades, passam fome e acabam indo para as ruas pedir. É de onde nós retiramos e colocamos nesses lares, aguardando as consequências. Chama-se pedido de providência: ficamos acompanhando. Quando se vê que não existe nenhuma possibilidade de retorno à família, entramos com uma ação de destituição de quarto poder, aí colocamos em adoção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Casos em que as crianças são irmãs, pode um casal adotar uma e outro casal adotar a outra?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não adota. Procuramos fazer da seguinte forma: leva os dois ou não leva nenhuma. Se adotou uma criança com a gente e essa mãe biológica tiver outro filho dali um tempo e correr aqui pela vara, nós colocamos no mesmo casal. Porque pode casar irmão com irmão. A gente mantém o nosso cadastro que só o juiz pode abrir. No caso de doenças que só a família pode salvar, aí pode abrir o cadastro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Saiu no JM (Jornal de Maringá), no dia 04/12 do ano passado, que a maioria tem uma predileção por bebês da cor branca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Na hora que faz o cadastro, eu exijo pelo menos duas ou três fotografias do casal, da pessoa. Você procura chegar perto. Por quê? Justamente pelas sequelas. Por que você vai colocar um nissei em um casal que não é? Ou um moreninho em um casal de polacos? Procuro colocar dentro por causa da questão de adaptação. Ele vai ao colégio e ninguém entende. Pô, pera um pouquinho! Tua mãe é branca, teu pai também, e você é moreno? As crianças não sabem lidar, então para evitar isso, saem os primeiros vinte nomes, e a gente enquadra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quais são os critérios avaliados na lista de adoção?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tem que estar inscrito, e a data que você entrou está lá, esse é o critério. O primeiro da lista tem prioridade. Mesmo que as características físicas não baterem, tem que consultar. O casal escolhe se vai esperar ou vai adotar a criança. Mas eu preciso consultar a ordem, não posso dar a criança para o terceiro da lista, sem falar com o primeiro e o segundo. Por isso o cadastro nacional foi importante, porque é um parâmetro para o juiz, para não ter confusão.&lt;br /&gt;Há uns dois meses atrás, teve confusão quando o conselho tutelar entregou uma criança direto para uma família, e foi feito busca e apreensão da criança. Ela foi encaminhada para o primeiro da lista. Não tem problema nenhum. O primeiro da lista tem direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Em caso de adoção ilegal. Tem como descobrir? Se descobre, o que acontece?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Busca e apreensão. Tira a criança! Já tiramos um monte. As pessoas deduram. A própria vizinha já fala "Olha, a mulher não tava nem grávida, e já apareceu com uma criança aqui", então já mandamos o conselho tutelar. Entregar direto pro casal, eu até acredito que tenha, mas a pessoa registrar como se fosse filho dele é um perigo. É crime. Você pode retirar a criança dele, então, é arriscado. Não tem necessidade. Faz um cadastro aqui e espera, que vai acontecer.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-2923717201126657141?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/2923717201126657141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/05/ta-pensando-que-isso-e-mercadoria.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/2923717201126657141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/2923717201126657141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/05/ta-pensando-que-isso-e-mercadoria.html' title='&quot;Tá pensando que isso é mercadoria?&quot;'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S-HaFR68bCI/AAAAAAAAAMM/x4XTtZh_FUA/s72-c/ENT.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-1915640555031234339</id><published>2010-05-03T19:30:00.000-07:00</published><updated>2010-05-03T20:00:31.144-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='show'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='salamanders'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rock'/><title type='text'>Trip Tattoo</title><content type='html'>Não, não perdi a prática de escrever. É só que... ultimamente as imagens têm um significado maior, pelo menos para esta que vos fala. Alguns engavetados já já terão o merecido espaço aqui.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas enquanto isso, a ocupação do fim de semana foi, novamente, a tentativa de fotografar shows (com a abertura do diafragma em 5.6!).&lt;br /&gt;Até brinquei com meu amigo Tiago Versuti, vulgo Fogueira, que em quatro anos de amizade, é o primeiro show que eu presencio - o que a maioridade não faz, hein? E à convite dele, que também é guitarrista da banda, arrisquei uns cliques.&lt;br /&gt;Com vocês, os emiéssetês do rock: Salamanders&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S9-K3Sdr41I/AAAAAAAAAME/eLbg9P8UkoU/s1600/DSC_0017.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S9-K3Sdr41I/AAAAAAAAAME/eLbg9P8UkoU/s320/DSC_0017.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5467241155104858962" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S9-JKx0sEeI/AAAAAAAAALc/RRTPsTw5cKU/s1600/DSC_0429.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S9-JKx0sEeI/AAAAAAAAALc/RRTPsTw5cKU/s320/DSC_0429.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5467239290917097954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S9-J8udMSiI/AAAAAAAAALs/afxnMDezEAc/s1600/DSC_0024.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S9-J8udMSiI/AAAAAAAAALs/afxnMDezEAc/s320/DSC_0024.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5467240149006699042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S9-KMHinDpI/AAAAAAAAAL0/-aHgI79ODYg/s1600/DSC_0383.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S9-KMHinDpI/AAAAAAAAAL0/-aHgI79ODYg/s320/DSC_0383.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5467240413438348946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S9-JlmsFHYI/AAAAAAAAALk/jgqkNCLJY08/s1600/DSC_0101.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S9-JlmsFHYI/AAAAAAAAALk/jgqkNCLJY08/s320/DSC_0101.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5467239751784668546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-1915640555031234339?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/1915640555031234339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/05/trip-tattoo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/1915640555031234339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/1915640555031234339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/05/trip-tattoo.html' title='Trip Tattoo'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S9-K3Sdr41I/AAAAAAAAAME/eLbg9P8UkoU/s72-c/DSC_0017.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-394672177912536730</id><published>2010-04-29T22:26:00.000-07:00</published><updated>2010-04-29T22:39:26.267-07:00</updated><title type='text'>Devaneios</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S9psw-gpVhI/AAAAAAAAAK0/JNqB6tyDM10/s1600/DSC_0009.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 213px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S9psw-gpVhI/AAAAAAAAAK0/JNqB6tyDM10/s320/DSC_0009.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465800686436963858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S9psq7v-6AI/AAAAAAAAAKs/jq1teCs30KU/s1600/DSC_0002.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S9psq7v-6AI/AAAAAAAAAKs/jq1teCs30KU/s320/DSC_0002.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465800582616770562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S9pshayvdHI/AAAAAAAAAKk/Yu0TWmkn67A/s1600/DSC_0020.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S9pshayvdHI/AAAAAAAAAKk/Yu0TWmkn67A/s320/DSC_0020.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465800419151148146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Fazer pauta para o &lt;a href="http://www.jornalmateriaprima.com.br"&gt;Matéria Prima&lt;/a&gt; sempre rende algum resultado (bom ou não).&lt;br /&gt;Explicação para a ausência: semana de provas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-394672177912536730?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/394672177912536730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/04/devaneios.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/394672177912536730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/394672177912536730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/04/devaneios.html' title='Devaneios'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S9psw-gpVhI/AAAAAAAAAK0/JNqB6tyDM10/s72-c/DSC_0009.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-1358693525531280164</id><published>2010-04-20T22:08:00.000-07:00</published><updated>2010-04-20T22:17:24.062-07:00</updated><title type='text'>Atrativos não são apenas os produtos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S86JGp5V_VI/AAAAAAAAAKc/rxK5Hgu3GXk/s1600/DSC_0009.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S86JGp5V_VI/AAAAAAAAAKc/rxK5Hgu3GXk/s320/DSC_0009.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5462454145465580882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S86JAt7kxWI/AAAAAAAAAKU/fBUpHOb--nQ/s1600/DSC_0055.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S86JAt7kxWI/AAAAAAAAAKU/fBUpHOb--nQ/s320/DSC_0055.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5462454043469464930" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S86IzZabo-I/AAAAAAAAAKM/KzotjpcKWjs/s1600/DSC_0009.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 229px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S86IzZabo-I/AAAAAAAAAKM/KzotjpcKWjs/s320/DSC_0009.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5462453814623445986" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S86IpGlP29I/AAAAAAAAAKE/qefLKNLhzjs/s1600/DSC_0003.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 193px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S86IpGlP29I/AAAAAAAAAKE/qefLKNLhzjs/s320/DSC_0003.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5462453637769845714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;" class="texto"&gt;Em meio às variedades gastronômicas oferecidas na Feira do Produtor em Maringá, destacam-se também os personagens&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="texto"&gt;Era manhã de sábado e, como de costume, ocorria a movimentação repetida há quase três décadas ao redor do estádio Willie Davids. Com um público que difere da feira de quarta, todos que por ali transitavam tinham um objetivo comum: levar algo para casa. Seja verdura fresquinha, dinheiro para pagar as contas ou história para contar. (...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="texto"&gt;Quer ler a reportagem completa? &lt;a href="http://www.jornalmateriaprima.com.br/menu/reportagem/?id=43"&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;Clique aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-1358693525531280164?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/1358693525531280164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/04/atrativos-nao-sao-apenas-os-produtos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/1358693525531280164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/1358693525531280164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/04/atrativos-nao-sao-apenas-os-produtos.html' title='Atrativos não são apenas os produtos'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S86JGp5V_VI/AAAAAAAAAKc/rxK5Hgu3GXk/s72-c/DSC_0009.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-6006993470331378168</id><published>2010-04-15T23:42:00.000-07:00</published><updated>2010-04-15T23:58:50.308-07:00</updated><title type='text'>Free as a bird</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S8gIq6YtrFI/AAAAAAAAAJ8/Kl8yd-HpvO4/s1600/jump_by_3DD13M14M1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S8gIq6YtrFI/AAAAAAAAAJ8/Kl8yd-HpvO4/s320/jump_by_3DD13M14M1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5460624081507167314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Quanto mais eu encarava a placa indicando perigo, mais eu queria persistir na mesma direção. É como se uma força superior sugasse toda a minha vontade de querer chegar até lá, descobrir os mistérios envoltos naqueles indicativos longínquos e vermelhos, que somente pela tonalidade, eu poderia adivinhar minha imprudência em dar o passo seguinte.&lt;br /&gt;O chão de terra era decorado por uma vegetação rasteira, garrafas de vinho barato atiradas por toda a parte, latinhas de cerveja exalando aquele odor peculiar da bebida “chocha”. Sinal de que ninguém transitava por ali desde que o quase outdoor fora instalado. Forçava a visão sem a ajuda das lentes agora, em busca de um sinal mais adiante.&lt;br /&gt;Eu sabia que estava perdido, por uma estrada que a volta talvez tardasse a chegar. Em minha memória lances de lembranças já empoeiradas transfiguravam-se na bagagem que eu quisera deixar para trás. Pé ante pé, por vezes enroscando meu all star surrado em algum ramo seco, tentava seguir em frente. Já não tinha mais medo, não tinha nada a perder. A adrenalina jorrada em minha corrente sanguínea pulsava em minhas têmporas. Fitei as mãos de unhas carcomidas pelo nervosismo presente, enfiei-as no bolso da jaqueta de couro preta.&lt;br /&gt;Cheguei ao que parecia toda a prevenção da placa. Para muitos, um beco sem saída, o fim de tudo. Um precipício. Eu não aguentava mais prender minha alma daquela forma. Para muitos, a despedida. Para mim, o vôo de um pássaro livre.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-6006993470331378168?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/6006993470331378168/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/04/free-as-bird.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/6006993470331378168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/6006993470331378168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/04/free-as-bird.html' title='Free as a bird'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S8gIq6YtrFI/AAAAAAAAAJ8/Kl8yd-HpvO4/s72-c/jump_by_3DD13M14M1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-8342740882809533490</id><published>2010-04-13T06:55:00.000-07:00</published><updated>2010-04-13T07:47:31.688-07:00</updated><title type='text'>Estranha companhia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Elas pareciam brotar de toda parte. Era só terminar o café e brincar com as migalhas de pão decorando a toalha de mesa suja com molho de tomate do almoço, que lá estavam elas. Era a preocupação do trabalho, em terminar de digitar os afazeres, era deixar a xícara de café com aquele açúcar derretido ao fundo, que a aparição era inevitável.&lt;br /&gt;Sentava no sofá para assistir o jornal do meio dia, e logo a companhia aparecia tocando os braços, passeando pelos dedos. Até mesmo na hora de escovar os dentes, antes de fitar o reflexo, observava a movimentação no encontro das paredes logo abaixo do armário embutido. Eram infernais. Questionava como e de onde surgiam, por que me perseguiam.&lt;br /&gt;Nunca vislumbrei algum mini pára quedas suspenso no ar parado do cômodo sem ventilação. Mas elas visitavam, sempre que podiam, com a mesma inconveniência a qual estavam acostumadas. Não sabia se era pelo fato do tempo estar mudando, do frio estar chegando. A necessidade de abrigo era brusca.&lt;br /&gt;Tenebroso, embora nunca tenha feito algum mal, a presença incomodava até demais. E não há remédio que cure, que as faça sair por onde vieram. Não há saída fora a convivência. Ou eu em casa, ou elas – a escolha era justa. A rendição foi instantânea: saí.&lt;br /&gt;A casa precisava ser dedetizada, com urgência. Malditas formigas!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-8342740882809533490?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/8342740882809533490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/04/estranha-companhia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/8342740882809533490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/8342740882809533490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/04/estranha-companhia.html' title='Estranha companhia'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-8468867414277535271</id><published>2010-04-07T20:54:00.000-07:00</published><updated>2010-04-07T21:11:26.395-07:00</updated><title type='text'>Imóvel</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu não acredito no pavor que me assombra nessa situação em específico. As mãos geladas, a fala rápida proferida em um grito. O desespero seguido do silêncio. Ouço a respiração exaltada e identifico o tremor nos olhos marejados. Ainda estática, tento, em vão, calar o pensamento negativo. Vai dar tudo certo, grifei no contexto. Os holofotes de minha atenção a exatos... Bem, nenhuma distância identificável. A proximidade me assustou.&lt;br /&gt;Um chamado ao fundo indicava que era a hora. A cena ainda congelada permanecia no ambiente familiar. O olhar foi na mesma direção, era impossível respirar agora. O cálculo de movimento meramente ilustrativo para duas estátuas que se amavam. A hora era agora.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-8468867414277535271?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/8468867414277535271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/04/imovel.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/8468867414277535271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/8468867414277535271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/04/imovel.html' title='Imóvel'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-6780537822979211410</id><published>2010-03-27T10:35:00.000-07:00</published><updated>2010-04-11T18:53:53.309-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fotografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='feira'/><title type='text'>Personagens de feira</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mudando de texto para imagem, que já ouvi dizer, "vale mais que mil palavras". Hoje me arrisquei no final da Feira do Produtor em busca de "personagens", "ícones" que por lá passam. Sempre tem aquele tiozinho tocando viola, o pedinte, aquelas figurinhas carimbadas, que todos conhecem.&lt;br /&gt;A que ilustra o post de hoje é a simpática "ceguinha", como é conhecida por lá. Maria Aparecida deixou de ir à feira que acontecia na avenida Cerro Azul há alguns anos, e passou a frequentar os arredores do estádio Willie Davids, local onde acontece a feira que me refiro, de quarta e sábado.&lt;br /&gt;Ao olhar cuidadoso do feirante Barrinha, Maria permanece sentada em um caixote vendendo panos de prato. "Lindeza", como é carinhosamente chamada pelo "pai postiço", Barrinha, compõem o quadro de diversidade do local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S65I_JNyYpI/AAAAAAAAAJ0/uLYaL5Hsb1k/s1600/DSC_0011.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 210px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S65I_JNyYpI/AAAAAAAAAJ0/uLYaL5Hsb1k/s320/DSC_0011.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453376448434954898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S65COoWv6vI/AAAAAAAAAJk/g6Z8qljSJJg/s1600/DSC_0007.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 213px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S65COoWv6vI/AAAAAAAAAJk/g6Z8qljSJJg/s320/DSC_0007.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453369017910684402" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S65CG1xwD2I/AAAAAAAAAJc/zcMNQU8QCwY/s1600/DSC_0002.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 213px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S65CG1xwD2I/AAAAAAAAAJc/zcMNQU8QCwY/s320/DSC_0002.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453368884074647394" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No segundo ano do curso de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, temos a matéria "Técnica de Reportagem", onde os alunos produzem o conteúdo do jornal on-line  Matéria Prima (&lt;a href="http://www.blogger.com/Mat%C3%83%C2%A9ria%20Prima"&gt;http://www.jornalmateriaprima.com.br/&lt;/a&gt;) - que aliás, começa a ter nossa contribuição na próxima semana.&lt;br /&gt;Minha primeira missão na divisão de responsabilidades foi arcar com a "Reportagem B", juntamente com meu querido amigo Alisson Gusmão, que ficou com a "Reportagem A". Embarcamos na ideia de focar no tema feira, e provavelmente vocês vão conferir o trabalho pronto na próxima semana.&lt;br /&gt;Fico pensando quando é que poderia me imaginar chegando em um lugar  aleatório puxando conversa com desconhecidos - e surpreendendo-me ao me deparar com tantas histórias interessantes. Jornalismo é apaixonante. A história de vida das pessoas é apaixonante. Misturar-se com gente diferente do que estamos acostumados a conviver, pegar ônibus e parar em cantos da cidade até então desconhecidos é cansativo, mas é um aprendizado incalculável. Acho que estou apaixonada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Obs:&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quando questionada por mim se poderia caracterizar uma foto, tive como resposta um comovido "Claro, linda!". Incentivada pelos demais feirantes presentes, Maria Aparecida riu como criança, e perguntou, ao final, se a foto tinha ficado boa - é claro que sim! Não aguentei e trouxe um pano de prato para casa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-6780537822979211410?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/6780537822979211410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/03/personagens-de-feira.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/6780537822979211410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/6780537822979211410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/03/personagens-de-feira.html' title='Personagens de feira'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S65I_JNyYpI/AAAAAAAAAJ0/uLYaL5Hsb1k/s72-c/DSC_0011.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-5159980149509670898</id><published>2010-03-23T21:39:00.000-07:00</published><updated>2010-03-23T21:50:55.548-07:00</updated><title type='text'>Combinação imperfeita</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S6maGjeTZiI/AAAAAAAAAJU/y1KnIllfKD0/s1600-h/BEDROOM_by_fabienbos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 215px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S6maGjeTZiI/AAAAAAAAAJU/y1KnIllfKD0/s320/BEDROOM_by_fabienbos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5452058261300930082" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Resolvi que precisava levantar daquela cama. O clima estava totalmente convidativo a permanecer por lá o resto do dia. Chovendo, trovejando a todo instante, um vento assoviando na janela do quarto. O abajur deixava o ambiente mais aconchegante e eu já passara da página 100 de um romance qualquer. Suspirei, eu tinha de ir.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abri a porta do guarda roupa sem vontade alguma, peguei uma toalha limpa e seca e rumei até o banheiro. Abri o box translúcido e liguei o chuveiro. A água saiu pelando, totalmente quente, o que formava um vapor que me sufocava. Girei meu corpo 180° para desenhar no vidro embaçado. Comecei a escrever aquela letra de música que não saía da minha cabeça desde o início da semana. Enrolei por mais uns dez minutos, até tomar coragem para sair e enfrentar o friozinho. Corri até o quarto e tornei a abrir o guarda roupa.&lt;br /&gt;Não poderia ter escolhido nada mais inconsciente do que aquela roupa. Já pronta, virei para me encarar no espelho. O arroxeado das olheiras de noites mal dormidas se apossava da região abaixo do meu globo ocular. O cabelo um dia já sedoso e comprido se desfazia em um emaranhado de fios dourados e embaraçado. Amenizei a situação com um pouco de maquiagem – o segredo de toda mulher. Mais uma vez, agora sem levar um susto tão grande, fitei minha imagem menos deplorável no que dizia meu reflexo. Mas a roupa. Essa roupa, justo essa. Era a mesma combinação que eu usava no dia em que o conheci. Casual, nada chique, não era roupa de sair. Mas ela estava marcada por um longo período como a “roupa de fevereiro”. Pestanejei por um segundo, mas não tinha mais o que fazer a não ser afastar aquele pensamento da mente. Eu já estava atrasada. Impaciente pelo elevador tomei fôlego e desci correndo a escadaria daquele antigo prédio. Cheguei ao térreo e abri a porta com grande esforço – não era possível que eu estivesse tão fraca assim. Alguns dias sem comer e dormir direito, sinais nítidos de depressão. Eu via aquela mesma rotina arrastando-se em minha direção como uma gosma pegajosa que me faria mal, muito mal. Era venenosa. Olhei para a portaria, na esperança de que ninguém me visse daquela forma.&lt;br /&gt;Ele olhou-me nos olhos daquela mesma maneira profunda. Os olhos negros, combinando com seu cabelo desgrenhado da mesma tonalidade. O nariz adunco e a mesma camisa preta, calçava o mesmo tênis sujo. Era tão desengonçado. Uma figura exótica, que só poderia chamar a minha atenção, de qualquer forma. Percebi que tinha parado de andar, não estava seguindo a rota que montei mentalmente de sair correndo dali. Nos encaramos por um período, sem saber o que dizer. Vou mudar o nome da minha combinação de roupa para “roupa do azar”, apesar de bonita, era a segunda vez que a usava, e nas duas ocasiões me deparei com ele. Engoli seco. E adivinhando o que eu tinha em mente, quebrou o silêncio constrangedor.&lt;br /&gt;- Eu estava te esperando. – foi o que conseguiu dizer, com aquele seu tom descontraído, tentando esconder o nervosismo evidente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-5159980149509670898?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/5159980149509670898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/03/combinacao-imperfeita.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/5159980149509670898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/5159980149509670898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/03/combinacao-imperfeita.html' title='Combinação imperfeita'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S6maGjeTZiI/AAAAAAAAAJU/y1KnIllfKD0/s72-c/BEDROOM_by_fabienbos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-6075088683172609917</id><published>2010-03-18T22:45:00.000-07:00</published><updated>2010-03-22T12:04:34.914-07:00</updated><title type='text'>Oh captain, my captain!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S6MSEyjsRAI/AAAAAAAAAIc/XDqoXzE2rNs/s1600-h/Looking_on.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S6MSEyjsRAI/AAAAAAAAAIc/XDqoXzE2rNs/s320/Looking_on.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450219847548683266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;Ela era líder de torcida. Pareceram-me realmente aquelas cenas de filme americano, que a líder de torcida acaba ficando com alguém do time. Mas ela era diferente das outras, ela nunca se imaginou em tal posição. Nunca quis e não a interessava. Mas ela não conseguiu lugar contra as inclinações do destino. Estava ali, para quem quisesse ver: ela estava apaixonada pelo capitão do time do colégio. Sentia vergonha por não conseguir admitir para si mesma o que estava sentindo, mas é que, de certa forma, ele teve boa parcela de culpa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;De uns tempos pra cá eles sempre conversavam. Ele a ajudava com os deveres de casa, com as dificuldades que ela encontrava. Era um tipo de super-herói que ela nunca sonhou em conhecer. Será que todas as meninas ali do vestiário conheciam o melhor lado do ídolo delas? Era o comentário de todos os intervalos. Como ele era charmoso, como era estiloso, e como era... Cafajeste. Sim, uma por semana. Será que só faltava ela dali para completar o álbum de torcida de colegial que ele supostamente poderia ter?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ela não conseguia acreditar que as intenções dele eram essas. Porque o capitão faria isso? Para gabar sua popularidade depois que conquistar todas dali? Mas era tão encantador. Não, não poderia ser. Todos estavam errados. Ele era diferente, e ela provaria isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E provou, com o passar dos dias, o quão doce poderia ser aquele garoto. Que movia montanhas para deixá-la contente. Que ligava para saber como estava. Que dava todo o apoio do mundo em suas escolhas. Ela estava entrando em um terreno que sabia bem, não teria volta sem seqüelas. Ele? Ele parecia corresponder às expectativas. Felicidade maior ela não encontraria, não se não fosse ao lado dele! Era o que mais queria, no final das contas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mas não contava com a persistência do melhor amigo em botar obstáculos nesse romance água com açúcar. Ele sempre a alertara de que bom moço ele nunca foi. Era um personagem, até conseguir o que queria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- É tão difícil acreditar em mim? Ele vai te enrolar, acredita em mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Comigo ele é diferente, de verdade. Não conheço o lado ruim dele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Você merece coisa melhor, você sabe disso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Eu não sei se quero acreditar que exista lado ruim. – finalizou ela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Era um pouco de ciúmes sim. O amigo não o aprovava, tinha os motivos dele, que até onde sabia, não tinha nada a ver com a decisão dela. Ela nunca saberia se não arriscasse. Acordava pensando nele, dormia com o mesmo pensamento. Mas por sabe-se lá qual motivo, o alerta do amigo nunca lhe saía da mente também. Ela não jogaria uma amizade de cinco anos fora por um cara que conhece há algumas semanas, jogaria? Se ele estava dizendo, tinha fundamento. E ela resolveu brecar o desenrolar da história. Resolveu que o faro para situações erradas estava ativado, e bem dizia sua mãe, onde há fumaça, há fogo. Não tardou a descobrir alguma podridão do rapaz. Ele deveria temer muito o que aprontava, pois fazia tudo de caso pensado – e pior, escondido! Poderia ser quem quisesse ser, teria quem pudesse ter. Era um patife.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Provou mais ainda, do próprio erro, em aflorar a inocência por uma imagem construída intencionalmente. Tal qual lobo mau e chapeuzinho. Mas ela não seria vítima, não seria. Era tentada a continuar aquela história. O conflito emocional versus a razão que almejava prevalecer. De súbito, decidiu: não seria mais uma. A frustração seria grande por não completar o grupo de meninas de torcida. Mas ele também sabia que ela merecia coisa melhor. Sabia muitíssimo bem que não agira de forma humana. Que não prestava, era covarde, um oportunista. Era o tipo que toda garota sonhava, até que se prove o contrário. E quando se prova, ah meu amigo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;- É, você tinha razão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-6075088683172609917?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/6075088683172609917/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/03/oh-captain-my-captain.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/6075088683172609917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/6075088683172609917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/03/oh-captain-my-captain.html' title='Oh captain, my captain!'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S6MSEyjsRAI/AAAAAAAAAIc/XDqoXzE2rNs/s72-c/Looking_on.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5221707590517882928.post-224309061174384373</id><published>2010-03-13T04:54:00.000-08:00</published><updated>2010-03-22T12:00:07.586-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='café'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='torta'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='maçã'/><title type='text'>Torta de maçã</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S5uL9pAyQVI/AAAAAAAAAIU/PWTYC3nLoQo/s1600-h/to_a_coffee.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 211px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S5uL9pAyQVI/AAAAAAAAAIU/PWTYC3nLoQo/s320/to_a_coffee.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448102065332175186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Estava sentada em um café qualquer, tentando esquecer a vida que me aguardava lá fora, quando me deparei com um conflito entre um casal de amigos. Tinha tanta gente diferente naquele ambiente escuro, mas parece coisa do destino puxar a minha atenção pro canto inferior da lanchonete, logo ao lado do banheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Eu conseguia ver o garoto de costas e o rosto da menina, sentada à frente dele, com uma caneca em mãos. O vapor embaçava a lente de seus óculos, e eu, mesmo sem enxergar a cor da íris da moça, conseguia perceber que o olhar era profundo e carregado de preocupação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantei-me e sentei-me à mesa mais próxima aos dois. Eu realmente queria ouvir o que tinham a dizer um para o outro.&lt;br /&gt;- Porque você é cabeça dura. – dizia ela, quase que em um sussurro.&lt;br /&gt;- Como assim? – respondeu ele, com ar severo.&lt;br /&gt;- Jeff, não adianta o que eu tenho para falar. O que seus amigos dizem. Você nunca nos dá ouvidos, sempre faz o que quer. Sempre vai fazer o que achar certo, porque para você, você sempre está certo.&lt;br /&gt;- O que é que eu fiz agora, Andy?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela pousou docemente a caneca de café com leite sobre o tampo de madeira rústica que padronizava o ambiente. O final de tarde cinzento lá fora, ela passou a observar os poucos carros que atravaessavam aquela estrada deserta. Virou a cabeça envolta por uma touca xadrez, olhando firmemente para o semblante do rapaz.&lt;br /&gt;- O que é que eu devo fazer, então? – insistiu.&lt;br /&gt;- Só não se iluda. Já é um grande passo. – foi o máximo que conseguiu expressar antes de abaixar a cabeça.&lt;br /&gt;- Eu não me iludi. Já falei. – martelava ele no assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andy, assim da forma carinhosa a qual ele a chamara, tomou em suas mãos novamente a caneca e passou a brincar com o resto de líquido que ali dentro se encontrava. Ficaram em um doloroso silêncio por alguns instantes, até que ela respirou fundo, e, quando eu me enchi de esperanças de que ela fosse dizer algo, desatou a chorar. Não um choro escandalizado, sabe? Mas eram visíveis as lágrimas apostando corrida por entre as curvas de seu rosto delicado.&lt;br /&gt;- Eu não entendo vocês, homens. Primeiro você diz que ela é chata, metida. Desdenha a companhia dela. E agora sofre.&lt;br /&gt;- Eu gostei de ficar com ela, só isso. Não estou errando. Ela foi diferente da pessoa que eu via, por cinco minutos, mas foi. Por cinco minutos ela foi bonitinha, não falou besteira. – tentava fundamentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez olhando o estacionamento do local, vendo o dia despedir-se, ela tomou coragem novamente para dizer o que achava que deveria dizer naquele momento.&lt;br /&gt;- Eu só não quero que você se machuque, está bem? – por um minuto ela voltou a ser aquela menina doce do início do café, que conversava descontraída até mesmo com o moço do balcão.&lt;br /&gt;- Como faço para não me machucar? – perguntou da maneira inocente que ele tinha como identidade.&lt;br /&gt;Ela pensou por um instante. Removeu as luvas que protegiam as mãos do frio e passou a pegar o açúcar que estava caído ao redor do pires com a ponta dos dedos. Os resquícios do que já fora uma torta de maçã se encontrava ali naquele mesmo pratinho.&lt;br /&gt;- O dia que eu descobrir, eu te aviso. – Foi o que conseguiu formular na hora. – Se eu sou chata e fico tentando te aconselhar, é porque só quero te ver bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele, visivelmente comovido com as palavras da amiga, passou a brincar com as luvas postas de lado, enquanto ela, ansiosa, aguardava por algum posicionamento dele. Nisso, dei-me conta de que meu café havia esfriado. Pausei para chamar a garçonete, pedi um pedaço de torta de maçã e mais um café. Acho que a conversa ali ia longe, e a minha curiosidade me impedia de sair àquele fragmento de hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei minha atenção aos dois, que como uma pausa de filme, estavam intactos, um tentando descobrir a reação do outro.&lt;br /&gt;- Eu não estou iludido. Não estou apaixonado, relaxa. Só queria vê-la mais uma vez.&lt;br /&gt;- Jeff, você não existe. – disse incrédula.&lt;br /&gt;- Porque não existo? Sou um babaca, não é? Mas não tem problema. – conformou-se.&lt;br /&gt;- Não existe por ser diferente. Você não vê o quão é diferente dos outros?&lt;br /&gt;- Eu sei que sou. Não queria ser. – queixou-se, por fim.&lt;br /&gt;- Não se penalize por ser, não é um defeito. – e, bagunçando o cabelo escuro do menino, finalizou a conversa. – Só não quero te ver triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois levantaram-se quase que instantaneamente. Ele ajudou-a a vestir o casaco, e foi pagar a conta. Ela aguardava do lado de fora, com um olhar distante, agora já sem vapor encobrindo as lentes dos óculos. Desajeitado, ainda tropeçou no próprio pé antes de sair do local. Abraçou o ombro da amiga e seguiram em direção ao carro. Adentraram o veículo e partiram em direção oposta ao olhar da garota durante a tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei para baixo, para minha torta e meu café, esfriando novamente. Pensei um pouco, se seguia meu caminho ou se esperava mais uma história que me fizesse pensar, que me tirasse um pouco a atenção. Olhei para o dia que já se despedira, as primeiras estrelas inaugurando aquele céu agora límpido. O mundo me aguardava do outro lado da porta. Levantei, ajeitei a boina no topo da cabeça, paguei por minhas distrações. Levantei a cabeça. Estava na hora de encarar a vida.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5221707590517882928-224309061174384373?l=analuizaverzola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/feeds/224309061174384373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/03/torta-de-maca.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/224309061174384373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5221707590517882928/posts/default/224309061174384373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analuizaverzola.blogspot.com/2010/03/torta-de-maca.html' title='Torta de maçã'/><author><name>ana luiza verzola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07139550285880664135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-0MW20_w2SmA/TlR0sw8vNBI/AAAAAAAAAg0/QiuwQjA_O_A/s220/t_DSC0056.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_qUGK-ASvRz8/S5uL9pAyQVI/AAAAAAAAAIU/PWTYC3nLoQo/s72-c/to_a_coffee.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
